É comum que mulheres que estão com o ciclo menstrual desregulado ou com qualquer desequilíbrio hormonal comecem a usar pílula anticoncepcional para, entre outras coisas, melhorar o aspecto da pele. Isso porque, devido a esses fatores, geralmente, percebe-se o aumento da oleosidade e o surgimento de acne. No entanto, esse efeito não é comum em todas. “Aquelas que usam apenas como método contraceptivo e sem o acompanhamento adequado podem desencadear outras alterações, como o melasma”, explicou Dra. Vanessa Metz, dermatologista do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre essas consequências e como minimizá-las!

Conheça os efeitos da pílula anticoncepcional na pele

Composta por hormônios, a pílula é capaz de influenciar a saúde de todo o organismo, inclusive da pele. Além disso, apesar de muitas vezes ser usada para melhorar a acne, ela pode trazer outras consequências, como o desencadeamento do melasma ou até mesmo o aumento da oleosidade, se não for corretamente escolhida. Por isso, o acompanhamento profissional é fundamental para encontrar o medicamento ideal - com as dosagens hormonais apropriadas - para cada paciente. “É importante que o dermatologista e o ginecologista orientem, em conjunto”, ressaltou Dra. Vanessa.

Saiba como minimizar os efeitos do melasma

Desencadeado pelo uso de anticoncepcional, pelo estresse ou pelo calor, o melasma é uma dermatose de predisposição genética, na qual as células produtoras de melanina atingem o ápice de sua atividade e criam manchas na pele, potencializadas pela exposição ao sol. “As radiações, principalmente a luz visível, incentivam ainda mais a produção de melanina e, consequentemente, pioram o melasma”, pontuou a médica.

O filtro solar também combate a acne e minimiza o melasma

Além de combater a ação nociva das radiações, o protetor solar também pode ser um grande aliado no tratamento da pele oleosa e acneica. “É mito acreditar que o sol seca as espinhas. No momento, essa pode até ser a sensação, mas elas tendem a voltar com ainda mais força”, explicou a dermatologista. Para evitar esse efeito, é fundamental usar filtros solares com toque seco e com princípios ativos que controlam a produção de oleosidade pela pele, como o AIRlicium e a sílica.

O dermocosmético também é importante no controle das manchas: ao proteger a pele da exposição ao sol, ele evita a superprodução de melanina e, consequentemente, impede que o melasma se intensifique. “É interessante também buscar protetores que oferecem uma proteção completa e com cor, combatendo também a radiação infravermelha, a luz visível e os danos provocados pela poluição do ar.”, destacou Dra. Vanessa.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.