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5 dúvidas sobre alergias na pele: posso usar perfume? Como acabar com as manchas e bolinhas vermelhas na pele?

Esclareça algumas dúvidas sobre alergias na pele e saiba como cuidar de cada caso / Foto: Shutterstock
Esclareça algumas dúvidas sobre alergias na pele e saiba como cuidar de cada caso / Foto: Shutterstock

Entrevista com Dra. Lilia Guadanhim, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Quem costuma ter alergia na pele, sabe que o problema se manifesta através de sintomas bastante incômodos - manchas vermelhas na pele, bolinhas vermelhas, coceira, ardência... A região fica sensibilizada e, por isso, precisa de cuidados especiais e calmantes, como o uso da água termal. Mas mesmo tendo a pele alérgica, será que o paciente pode usar perfume, esmalte e bijuteria? Qual é o melhor creme de hidratação para este caso? O DermaClub entrevistou a dermatologista Lilia Guadanhim, de São Paulo, que esclareceu 5 dúvidas sobre alergias na pele. Confira!

1) Quem tem alergias na pele pode usar perfume?

Depende. A médica explica que, em primeiro lugar, é importante identificar qual o tipo de alergia que a pessoa tem. “Alguns pacientes sofrem, por exemplo, de dermatite atópica, que é uma pele essencialmente alérgica (sem um gatilho específico) – nesses casos, desde que não haja nenhuma lesão no local da aplicação e se você não estiver em crise, o perfume pode ser usado”, garantiu.

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Outro tipo comum de alergia é a dermatite de contato, em que os pacientes são alérgicos a substâncias específicas. Nesses casos, a dermatologista afirma que é preciso avaliar a quais ingredientes os pacientes são alérgicos e checar se estão presentes nos perfumes para saber se há alguma restrição. Além disso, a profissional também faz um alerta: “existem muitos perfumes com substâncias que deixam a pele mais sensível ao sol e, por isso, seu uso deve ser evitado em situações específicas, como idas à praia e a piscinas”.

2) Qual é o melhor creme de hidratação para quem tem alergia na pele?

Para quem tem alergia na pele, os hidratantes precisam ter uma textura em creme ou em bálsamo e, além de promover a hidratação, também devem prevenir a perda de água transepidérmica e formar uma película de proteção na pele para evitar que a região fique sensível e propicia a qualquer reação alérgica. Além disso, os cuidados prebióticos também são indicados: “alguns produtos específicos possuem tecnologias que ajudam a restaurar o microbioma e diminuir a frequência de crises em pacientes atópicos”, garantiu.

3) Quem tem alergia na pele pode usar esmalte?

Depende. Se o paciente tiver dermatite de contato a esmalte, o uso de esmaltes comuns deve ser evitado, podendo investir somente nas versões hipoalergênicas. Entretanto, a Drª Lilia recomenda atenção às unhas: “Um ponto interessante é que, em muitos casos, a essa alergia demora a aparecer, pois o processo de sensibilização é lento, mas, uma vez manifestada, devemos retirar e não insistir no uso dos produtos”, ressaltou.

4) Quem tem alergias na pele pode usar bijuteria?

Verdade. A maioria das bijuterias é feita com um metal chamado níquel e os pacientes que possuem alergia a essa substância acabam tendo coceira e manchas vermelhas na pele, além da formação de crostas e descamação.

5) O que fazer em caso de manchas e bolinhas vermelhas na pele?

A primeira atitude é procurar um médico dermatologista para esclarecer o diagnóstico e programar o tratamento adequado. A médica, indica alguns cuidados: “De uma forma geral, o uso de hidratantes é benéfico, assim como compressas frias para evitar o desconforto e a coceira. Evite a automedicação uma vez que as manchas e as bolinhas vermelhas na pele podem ser alergia, fungos e até câncer de pele”, concluiu.

Dermatologista:

Drª. Lilia Guadanhim // CRM: 133850

Formação em Medicina, Residência Médica em Dermatologia e Especialização em Cosmiatria pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo. Possui título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Associação Médica Brasileira, além de ser membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da International Dermoscopy Society. Tem especializações em Cosmiatria - Toxina Botulínica e Preenchimento na França e Dermatoscopia - Oncologia Cutânea na Itália. É médica colaboradora da Unidade de Cosmiatria da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 23 de Novembro de 2018
Modificada em: 23 de Maio de 2019

Dra. Lilia Guadanhim

Palavra do Dermatologista

Dra. Lilia Guadanhim

CRM: 133850

Formação em Medicina, Residência Médica em Dermatologia e Especialização em Cosmiatria pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo. Possui título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Associação Médica Brasileira, além de ser membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da International Dermoscopy Society. Tem especializações em Cosmiatria - Toxina Botulínica e Preenchimento na França e Dermatoscopia - Oncologia Cutânea na Itália. É médica colaboradora da Unidade de Cosmiatria da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo.

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