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Foliculite, hiperpigmentação, quelóide: 6 condições que são mais comuns na pele negra

Conheça todas as características da pele negra e o melhor tratamento para cada uma delas
Conheça todas as características da pele negra e o melhor tratamento para cada uma delas

Entrevista com Dra. Carolina Reato Marçon, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

A pele negra é conhecida não só pela sua grande concentração de melanina, mas também pela maior tendência a muitas condições dermatológicas específicas. Por isso, os cuidados com a pele negra merecem uma atenção especial e precisam ser priorizados na skincare. A dermatologista Carolina Marçon explica 6 das principais condições comuns na pele negra, prevenção e tratamento dessas lesões. Dá só uma olhada!

  • 1. Foliculite na pele negra

De acordo com a dermatologista, a inflamação do folículo piloso (foliculite) é mais comum em pessoas de pele negra por conta das características anatômicas do crescimento do pelo. “Quanto mais perpendicular o pelo em relação a pele, menor a possibilidade de ele encravar. Por exemplo, os japoneses têm um pelo que sai mais perpendicular à pele, então raramente eles sofrem com o problema. Já as pessoas de pele negra possuem um desenho quase paralelo à pele, em um ângulo muito pequeno. Ele não consegue sair e faz o caminho de volta, encravando, gerando uma reação inflamatória de corpo estranho e formando a foliculite”, explica Dra. Carolina.

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Como tratar? “Depende da região. Na foliculite de barba, bem comum nos homens de pele negra, o ideal é passar a lâmina no sentido de crescimento do pelo; usar emolientes ao fazer a barba, já que o pelo quando fica mais maleável tende menos a encravar. Utilizar nos casos mais graves substâncias adstringentes e anti microbianas no pós-barba. Quando acontecem em regiões como o bumbum ou a virilha, o indicado é não usar roupas muito apertadas, evitar ficar muito tempo sentada, pois qualquer dificuldade externa pode piorar ainda mais o encravamento do pelo”, indicou a dermatologista. É possível também fazer uso de esfoliantes, produtos tópicos que deixem a pele mais fina e, com isso, facilitar a saída do folículo. Na lesão em atividade, com pus, também pode utilizar antimicrobianos.

  • 2. Queloide: múltiplos tratamentos para a condição

Você provavelmente já se deparou com as quelóides, aquelas cicatrizes elevadas e maiores do que de costume. Elas também são condições em que a pele negra possui maior propensão, como a Drª Carolina explica: “Queloides são uma forma de cicatrização anômala que é mais comum geneticamente nas pessoas de pele negra e pode acontecer em qualquer região do corpo. Geralmente, quem possui um histórico familiar tem predisposição genética à quelóide”.

Como tratar? “O tratamento depende do tamanho e da localização da cicatriz. Podem ser feitas infiltrações com corticóide para diminuir, aplicação de placas de silicone, cirurgia com betaterapia, cirurgia com infiltração, bleomicina, microagulhamento, laser e várias opções para o tratamento da queloide”.

  • 3. Hiperpigmentação pode aparecer por inflamações e cicatrizes

Se você tem a pele negra e sofre com as manchas na pele, saiba que o cuidado deve ser redobrado! A Dra. Carolina explica essa condição nas peles mais escuras. “As hiperpigmentações (manchas) são mais comuns na pele negra porque é uma pele que já possui naturalmente uma quantidade grande de melanina. Então toda vez que há um machucado, uma inflamação, existe um estímulo da produção de melanina que já é muito abundante nas pessoas de pele mais escuras. Com isso, há a formação das manchas”.

Pessoas com pele negra, então, devem ter muito cuidado para evitar traumatismos e alguns procedimentos dermatológicos precisam ser feitos com muita parcimônia, por conta do risco de hiperpigmentação. Até mesmo a picada de um inseto, assim como a acne, pode gerar manchas que podem demorar para sair.

Como tratar? O ideal é procurar um dermatologista para avaliar o melhor tratamento para você. Procedimentos estéticos como o microagulhamento, laser fracionado e picossegundos são efetivos despigmentantes. Na rotina de skincare, invista em ativos como o ácido glicólico, ácido ferúlico, ácido tranexâmico e antioxidantes como a vitamina C no rosto.

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  • 4. Melanose da área malar é causada por exposição solar sem proteção

Além de hiperpigmentações, como o melasma, os raios UVA e UVB também podem causar outras condições de pele, como a melanose da área malar, que se caracteriza pelo surgimento de manchas na região das maçãs do rosto (onde se aplica o contorno na hora da make). Segundo a Dra. Carolina, ela é “uma reação de hiperpigmentação desencadeada pelo sol e em algumas pessoas de pele negra a melanose pode ser mais favorável”, explica.

Como tratar? “O tratamento é com despigmentantes, alguns tipos de laser (que devem ser realizados com parcimônia, para não piorar a situação), além do protetor solar para evitar a formação de novos quadros, uma vez que a melanose é causada pelo sol”, explica a dermatologista.

  • 5. Hipomelanose macular progressiva: causa ainda é desconhecida

De todas as condições aqui listadas, a hipomelanose é talvez a mais misteriosa, pois até mesmo os dermatologistas ainda não têm certeza sobre as causas do problema. “A hipomelanose macular progressiva é uma desordem de etiologia ainda desconhecida que pode acontecer em qualquer tipo de pele, mas fica mais evidente na pele negra, já que se caracteriza por manchas claras e brancas, que fazem contraste na pele escura. Existem várias hipóteses para o seu aparecimento, desde a presença de bactérias até o contato com substâncias químicas, como amaciantes”, explica a dermatologista.

Como tratar? De acordo com a Dra. Carolina, o tratamento é feito com ácidos e antibióticos orais e tópicos, além de adapaleno e seus derivados. Geralmente, a hipomelanose é tratada de forma prolongada por um mês e pode fazer repetição, principalmente em jovens.

  • 6. Dermatose papulosa nigra: remoção total é a solução

Apesar de ser inofensiva, a dermatose papulosa nigra costuma causar bastante desconforto estético em quem sofre com o problema, como esclarece a dermatologista. “A condição caracteriza-se por pápulas com pequenas elevações que podem acontecer em peles de diferentes raças, mas é mais comum nas pessoas de pele negra, e aparece em áreas de atrito, como a axila, no pescoço, embaixo das mamas e especialmente nas pessoas de pele negra, na face, abaixo dos olhos e nas maçãs do rosto”, diz Carolina.

Como tratar? “Ela é uma predisposição genética 100% benigna, meramente estética, não causando gravidade para a saúde do paciente. O tratamento é a remoção cirúrgica, através de shaving, eletrocoagulação, alguns tipos de laser (sempre com muito cuidado para não pigmentar)”.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 17 de Fevereiro de 2022
Modificada em: 19 de Maio de 2022

Dra. Carolina Reato Marçon

Palavra do Dermatologista

Dra. Carolina Reato Marçon

CRM: 113.379

Especialização em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Médica Colaboradora do Setor de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Coordenadora do Programa Pró-Albino; Fellowship em Cosmiatria - Dr. Zoe Draelos, Carolina do Norte - EUA; Fellowship em Tricologia - Universidade de Bolonha, Itália - Prof. Antonella Tosti; Fellowship em Dermatoscopia e Microscopia Confocal - Universidade de Modena / Reggio Emilia, Itália; Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Academia Americana de Dermatologia e do Colégio Ibero-Latinoamericano de Dermatologia

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