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Dermatite atópica pode agravar-se com o estresse? Dermatologista explica a piora das crises

Enteda se as crises de dermatite atópica se podem agravar com o estresse / Foto: Shutterstock
Enteda se as crises de dermatite atópica se podem agravar com o estresse / Foto: Shutterstock

Entrevista com Dra. Gabriella Albuquerque, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Você provavelmente já ouviu falar na expressão “nervos à flor da pele”. Mais do que um ditado, a frase significa que o nosso corpo pode reagir de várias maneiras ao estresse, principalmente na pele, causando alergias ou agravando doenças já existentes, como a dermatite atópica. O mesmo pode acontecer quando o paciente sofre de algum transtorno emocional, como a ansiedade ou a depressão. Para entender melhor o assunto, o DermaClub conversou com a dermatologista Dra. Gabriella Albuquerque que esclareceu porque as crises de dermatite atópica se agravam nesses momentos de nervosismo.

A dermatite atópica pode se agravar com o estresse?

De acordo com a médica, o estresse é responsável por promover a liberação de uma série de mediadores químicos da inflamação. “Eles podem agravar a dermatite atópica ou mesmo outras doenças de pele com associação a alterações imunológicas como psoríase, vitiligo, entre outras”. Por isso, quando um paciente está passando por um momento de muita ansiedade ou pacientes que convivem com a depressão, podem acabar desenvolvendo sérios problemas na pele, como coceira, alergia, descamações ou até mesmo o aumento das manchas brancas de vitiligo.

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Veja o que o estresse pode fazer com a pele de um paciente atópico

- A pele se torna mais susceptíve la estímulos como coceira, infecções e alergias;
- Fica ressecada com mais facilidade e aumentam as chances de inflamação; ;
- Os sinais de vermelhidão se acentuam.

Outro ponto importante que a Drª Gabriella ressalta é que, durante crises de estresse, as bactérias “vilãs” do nosso organismo tendem a se proliferar mais com relação às benéficas. “No caso do portador de dermatite atópica existe uma grande proliferação de S. aureus (Staphylococcus aureus). A propagação desse microrganismo ajuda a piorar a coceira, inflamação e o ressecamento, característico da doença”.

5 problemas que afetam nosso sistema nervoso e fazem nossa pele reagir

- Estresse crônico;
- Ansiedade;
- Depressão;
- Traumas;
- Perdas.

Todos eles afetam o chamado eixo hipotálamo-hipofisário-adrenal, que são secretoras de mediadores químicos da inflamação.

Como tratar a dermatite que foi piorada pelas crises de estresse

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O fundamental é iniciar o tratamento usando hidratantes com ação prebiótica. “Esses produtos ajudam a equilibrar os microrganismos benéficos e fortalecer a barreira de proteção da pele”. Além disso, reduzir os fatores agressores, como banhos quentes e demorados ou o uso em excesso de sabonetes também melhoram a saúde da região. Outros suportes também são importantes para os pacientes que sofrem com algum transtorno emocional:

- Ajuda psicológica;
- Grupos de ajuda;
- Apoio familiar;
- Meditação;
- Medicamentos controlados.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 18 de Fevereiro de 2020
Modificada em: 14 de Abril de 2020

Dra. Gabriella Albuquerque

Palavra do Dermatologista

Dra. Gabriella Albuquerque

CRM: 52.71503-4

A Dra. Gabriella Albuquerque, do Rio de Janeiro, é membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Ao longo de sua carreira, a Dra. Gabriella tem capítulos de livros publicados, artigos em revistas dermatológicas e ministra aulas em diversos congressos, cursos e workshops para outros dermatologistas.

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