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Pelo encravado: como remover? É uma doença de pele? Descubra e saiba como evitar o surgimento dessas lesões

Entenda o que é um pelo encravado e como tratar e evitar essa lesão / Foto: Getty Images
Entenda o que é um pelo encravado e como tratar e evitar essa lesão / Foto: Getty Images

Entrevista com Dra. Lilia Guadanhim, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

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Você já teve um pelo encravado? Esse incômodo aparece quando o folículo, que está crescendo, não consegue ultrapassar a camada superficial da pele. Com esse impedimento, ele se curva e acaba crescendo para o lado de dentro, formando uma lesão inchada bem parecida com uma espinha. Embora seja um problema bem comum, muita gente tem dúvidas sobre o que fazer com o pelo encravado: como remover? É considerado uma doença de pele? Como evitar esse incômodo? Para esclarecer melhor essas questões, o DermaClub conversou com a dermatologista Lilia Guadanhim, de São Paulo. Veja só o que ela disse!

O que é o pelo encravado? Como ele se forma na pele?

O pelo encravado, também conhecido como pseudofoliculite, se forma em pessoas que geneticamente possuem pelos mais curvados e mais grossos. “Normalmente, o problema se forma na barba ou na virilha e é agravado pelo processo de barbear e depilar”, explicou. Além disso, o uso de roupas muito apertadas, que geram atrito com a pele, pode encravar os pelos.

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O pelo encravado é considerado uma doença de pele?

A Drª Lilia afirma que a pseudofoliculite é sim considerada uma doença, principalmente quando há a infecção do folículo por bactérias. Com essa infecção bacteriana, o problema pode evoluir para uma foliculite, gerando dor e até secreção. Sendo assim, é muito importante tratar o pelo encravado o quanto antes para evitar qualquer tipo de complicação futura.

O pelo encravado pode evoluir para algo mais grave?

Sim. O encravamento constante dos pelos com inflamação pode gerar complicações maiores para a região afetada - como irritação na pele, além de manchas e até cicatrizes. Para evitar esses problemas, o ideal é procurar o seu médico dermatologista para saber qual o tratamento mais adequado para o seu caso!

O pelo encravado pode ser removido?

É fundamental que as pessoas não tenham o hábito de cutucar o pelo encravado. “Sempre digo para os pacientes que pinças de pontas finas e espelhos de aumento são um perigo e um convite às manchinhas pós-inflamatórias”, alertou.

Se você sofre com esse problema, procure o seu médico dermatologista, que poderá orientar a melhor forma de barbear e depilar, além de indicar produtos que ajudam a amenizar o quadro. “Casos moderados a graves podem ser tratados de forma definitiva com a depilação a laser. Se sua pele tiver manchas, o ideal é clarear as marcas primeiro para reduzir o risco de queimaduras”, indicou.

5 dicas para evitar a formação de pelos encravados na pele:

1) Manter a pele sempre limpa para evitar a proliferação de bactérias;

2) Fazer uma esfoliação dias antes e alguns dias depois da depilação (o mesmo serve para quem usa lâmina);

3) Optar por roupas mais folgadas no dia a dia para reduzir o atrito;

4) Optar por roupas de algodão ao invés de tecidos sintéticos para evitar o abafamento;

5) Caso seja um quadro de pelo encravado recorrente e muito incômodo, o paciente pode se beneficiar de métodos de depilação a laser, que possuem pouquíssimas chances de encravamento.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 30 de Novembro de 2018
Modificada em: 30 de Setembro de 2019

Dra. Lilia Guadanhim

Palavra do Dermatologista

Dra. Lilia Guadanhim

CRM: 133850

Formação em Medicina, Residência Médica em Dermatologia e Especialização em Cosmiatria pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo. Possui título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Associação Médica Brasileira, além de ser membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da International Dermoscopy Society. Tem especializações em Cosmiatria - Toxina Botulínica e Preenchimento na França e Dermatoscopia - Oncologia Cutânea na Itália. É médica colaboradora da Unidade de Cosmiatria da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo.

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