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Vai se exercitar ao ar livre? Veja dicas de como proteger a pele do sol durante a atividade física

Dermatologista indica os melhores filtros solares para utilizar durante o exercício físico ao ar livre
Dermatologista indica os melhores filtros solares para utilizar durante o exercício físico ao ar livre

Entrevista com Dra. Vanessa Metz, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

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Para muitas pessoas, exercitar-se ao ar livre é indispensável, já que o belo visual de uma praça ou praia é um estímulo a mais para superar os desafios de mover o corpo. Porém, o ambiente externo exige cuidados diferenciados, como, por exemplo, a proteção solar. O DermaClub conversou com a dermatologista Vanessa Metz, da cidade do Rio de Janeiro, que explicou como deve ser feita a defesa contra a radiação e ainda concedeu dicas para você se preocupar apenas com a sua atividade. Confira a entrevista!

Entenda como a proteção solar deve ser feita em cada fase da vida

Segundo a médica, a proteção solar deve ser iniciada bem cedo, a partir dos seis meses de vida. “Geralmente, no começo são usados apenas filtros físicos, que refletem a luz e a radiação, já que a pele da criança é muito sensível. Os protetores específicos para crianças são mais aderentes e têm maior resistência à água”, esclareceu, complementando que no caso dos adultos não existem restrições para o uso, apenas adequar o dermocosmético ao seu tipo de pele. “Já o idoso, por possuir a pele mais ressecada, necessita de texturas mais hidratantes”, ressaltou.

A proteção durante o exercício físico é fundamental para a saúde da pele

Para a especialista, esses filtros infantis, mais aderentes, são ideais para a prática de atividades físicas ao ar livre. “Esses produtos não escorrem com tanta facilidade, têm maior resistência quando entram em contato com líquidos e seu efeito é prolongado na pele. Por isso, se a atividade estimular o suor ou for dentro d’água, a pessoa continuará protegida contra a radiação”, explicou.

Descubra a diferença entre a proteção em cada tipo de pele

De acordo com a dermatologista, a pele negra possui mais melanina, porém, ela não é suficiente para proteger o corpo das ações da radiação solar no corpo. Além disso, respeitar as suas características na hora de escolher o filtro é fundamental para acertar no produto. Confira algumas dicas da Dra. Vanessa Metz:

- As peles claras têm maior sensibilidade ao sol, por isso, o fator de proteção indicado é de, no mínimo, 30, para o dia a dia e acima de 60 em dias de maior exposição;

- Pacientes negros, geralmente, podem utilizar filtros de FPS igual a 15 diariamente e para situações como praias e piscinas acima de 30;

- A grande maioria da população brasileira possui maior oleosidade cutânea. Nesses casos o ideal é apostar em filtros que tenham toque seco ou limpo. Além disso, veículos como gel e serum são mais bem aceitos;

- As peles ressecadas necessitam de veículos mais hidratantes para evitar a sensação de repuxamento.

A médica explicou que o mais importante é que o paciente se sinta confortável com o produto que está usando.

Orelhas, pés e couro cabeludo, todo o corpo deve receber proteção

Segundo a dermatologista, o cabelo faz uma espécie de proteção do couro cabeludo e acaba se estendendo para as orelhas. “Se você está de rabo de cavalo, há exposição. Ou ainda quando o cabelo é ralo, o ideal é usar chapéus”, indicou, alertando que para os pés toda área que não for coberta pelos sapatos deve receber o filtro solar. “Para facilitar a aplicação, veículos como o spray e bastão são muito utilizados nesses locais”, concluiu.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 30 de Dezembro de 2015
Modificada em: 23 de Maio de 2019

Dra. Vanessa Metz

Palavra do Dermatologista

Dra. Vanessa Metz

CRM: 52794953

Dra. Vanessa Metz é especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, formada em medicina pela Faculdade Souza Marques e pós-graduada em dermatologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Foi vice-presidente da Associação dos Dermatologistas da UERJ (ADUERJ) no ano de 2009 e professora substituta do serviço de Dermatologia do Hospital Universitário Pedro Ernesto no ano de 2010. É sócia efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e membro da Academia Americana de Dermatologia (AAD). Está em constante atualização participando de cursos e congressos no Brasil e exterior para trazer aos seus pacientes o que há de mais moderno.

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