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Vitiligo: o estresse pode piorar as manchas brancas na pele? Confira a opinião de uma dermatologista

Entenda como o estresse pode influenciar o aparecimento ou piora do vitiligo
Entenda como o estresse pode influenciar o aparecimento ou piora do vitiligo

Entrevista com Dra. Carolina Reato Marçon, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

O vitiligo é uma doença de pele que atinge mais 150 mil pessoas só no Brasil, de acordo com dermatologistas do Hospital Israelita A. Einstein, e é caracterizado pelo surgimento de manchas brancas no rosto e no corpo - principalmente nas áreas em que a pele é mais fina. Especialistas ainda não sabem a causa exata do problema, por outro lado, existem relatos que o estresse pode aumentar a extensão das marcas. Será que situações em que as emoções têm mais influência, como a ansiedade, depressão ou traumas, podem piorar o vitiligo? O DermaClub conversou com a dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo, que esclareceu o assunto. Confira!

Por que o vitiligo surge?

Embora a causa do vitiligo ainda não esteja bem estabelecida, a maioria dos estudos aponta que existem componentes autoimunes relacionados com a doença. A médica resume essa teoria da seguinte forma: “acontece uma ‘briga’ no organismo em que os anticorpos derrotam os melanócitos - células que produzem o pigmento da pele - em certas partes do corpo, resultando nas manchas brancas”, esclareceu.

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O estresse pode piorar as manchas brancas do vitiligo?

De acordo com a Dra. Carolina, o estresse, assim como outros problemas emocionais, pode aumentar e até mesmo desencadear as manchas brancas. “Isso acontece porque o sistema nervoso desenvolve uma alteração no sistema imunológico, fazendo com que a doença apareça”, afirmou.

Sendo assim, é muito comum o vitiligo surgir em momentos que afetam profundamente o emocional de alguém. “Uma criança que passa por situações difíceis, como a separação dos pais, mudança de escola ou de casa, pode desenvolver o problema”. Quem já possui a doença, pode sofrer com o aumento das lesões devido ao estresse.

Além disso, o vitiligo consegue afetar também a autoimagem do paciente, resultando em problemas sérios de autoestima. Por isso, ao tratar a doença, é importante buscar uma terapia multidisciplinar, que traz a ajuda de um dermatologista e, também, de um psicólogo. Desta forma, conseguimos cuidar das manchas de dentro para fora.

O vitiligo tem cura? Veja como ele pode ser tratado

Por ser uma doença crônica e autoimune, o vitiligo não tem cura. Entretanto, existem várias formas de tratamento que ajudam a manter o controle das manchas. A escolha da terapia deve ser feita junto com um dermatologista, que vai avaliar as características, extensão e localização das lesões para, assim, indicar o melhor tratamento.

A Dra. Carolina cita algumas opções: “No geral, o corticoide de uso tópico e oral é muito indicado, pois ajuda a controlar o sistema imunológico; imunomoduladores, que também tem a capacidade de controlar a imunidade local; análogos de vitamina D; e a fototerapia, que estimula a repigmentação da pele e garante uma resposta bastante positiva no controle do problema”, concluiu.

Para evitar que o vitiligo piore ou apareça com o estresse, leve uma vida mais tranquila e, se necessário, procure ajuda psicológica.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 16 de Abril de 2018
Modificada em: 22 de Maio de 2019

Dra. Carolina Reato Marçon

Palavra do Dermatologista

Dra. Carolina Reato Marçon

CRM: 113.379

Especialização em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Médica Colaboradora do Setor de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Coordenadora do Programa Pró-Albino; Fellowship em Cosmiatria - Dr. Zoe Draelos, Carolina do Norte - EUA; Fellowship em Tricologia - Universidade de Bolonha, Itália - Prof. Antonella Tosti; Fellowship em Dermatoscopia e Microscopia Confocal - Universidade de Modena / Reggio Emilia, Itália; Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Academia Americana de Dermatologia e do Colégio Ibero-Latinoamericano de Dermatologia

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