Engana-se quem pensa que para ter a pele bonita e saudável é preciso apostar em mil produtos de beleza! Na verdade, basta investir no ativo certo, que ajude a mudar a sua aparência para melhor, como o ácido glicólico. Você já ouviu falar nesse ingrediente? É um ativo de origem natural que ajuda a clarear e hidratar a pele, seja em casa, com o uso de produtos específicos, ou no consultório, a partir de procedimentos estéticos. Quer saber mais sobre esse ácido, a melhor maneira de usar, seus efeitos e benefícios na rotina de cuidados? O DermaClub entrevistou a dermatologista Betina Stefanello, do Rio de Janeiro, que contou tudo pra gente!

O que é o ácido glicólico?

A médica conta que o ácido glicólico é um alfa-hidroxiácido (AHAs) encontrado exclusivamente na cana-de-açúcar. “Ele possui a menor cadeia do grupo AHAs, contendo dois carbonos em sua estrutura molecular, sendo ela de menor peso. Por este motivo, é a substância que apresenta a melhor penetração e mais rápida absorção entre os demais tipos”, explicou.

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Os alfa-hidroxiácidos (AHAs), representam um grupo de produtos químicos formado por ácidos carboxílicos orgânicos. Dentro desse conjunto estão o ácido glicólico, extraído da cana-de-açúcar; o ácido lático, vindo do leite azedo e mel; ácido cítrico, das frutas cítricas; ácido málico, da maçã; e o ácido tártico, da uva.

Conheça a função e os benefícios do ácido glicólico na pele

A Drª Betina explica que o ácido possui muitos benefícios para a pele graças a suas ações renovadora (ceratolítica), clareadora e hidratante. “O ativo está sendo muito usado no tratamento de diversos tipos de lesões de pele, principalmente rugas superficiais, médias e profundas, acne, melasma, flacidez da pele, pele seca, estrias, manchas senis, ictiose… e pode ser utilizado em todo tipo de pele, dependendo da indicação e da sua concentração”, garantiu.

A profissional ainda esclarece que quando o ácido é aplicado em concentrações mais altas, pode atuar na segunda camada da pele (a derme), onde encontramos as fibras elásticas e de colágeno responsáveis pela sustentação.

De que maneira esse ativo pode ser usado na pele?

Por ser muito versátil o ácido glicólico pode ser empregado em diferentes produtinhos de skincare na sua rotina de cuidados, como géis, loções, cremes, séruns... na concentração máxima de 10% de ácido glicólico livre, que é a máxima concentração permitida pela Anvisa de ácido livre em um dermocosmético no Brasil, proporcionando ação secativa, renovação celular e clareadora. Já em procedimentos estéticos, o ativo é recomendado para peelings superficiais em concentrações entre 30 e 70%, dando um upgrade na pele.

Ele pode causar algum efeito colateral na pele?

Produtos com ácido glicólico normalmente são bem tolerados, mas quando são aplicados sobre a pele sensível, podem provocar uma sensação de ardência, formigamento e até irritações. “Por apresentar penetração muito variável, dependendo da concentração e do PH da pele, o ácido glicólico pode causar queimaduras, irritações, já que quanto maior for à concentração de ácido livre, maior o poder de esfoliação”, atentou. Sendo assim, nada de passar qualquer dermocosmético com o ativo na região sensibilizada!

Em que momento devemos interromper o uso da substância?

Se você está usando um produto com ácido glicólico e vem percebendo alguns sinais de irritação na sua pele, como coceira, vermelhidão e ardência, talvez a solução seja associar o tratamento com um hidratante calmante e dar um espaço maior entre aplicações. Agora, se o problema continuar, a Drª Benita afirma que, aí sim, precisamos interromper o uso.

No entanto, é de extrema necessidade procurar o seu dermatologista o quanto antes para saber se é preciso diminuir a concentração ou o uso da substância.

6 cuidados para ter com a pele durante o uso do ácido glicólico

1) Evitar utilizar produtos abrasivos e outros ácidos que deixem a pele sensível;
2) Não usar sabonetes com salicílico e outros produtos secativos para não deixar a pele ressecada e irritada;
3) Usar produtos hidratantes depois de passar o ácido para manter a pele fortalecida ao longo do tratamento e evitar possíveis irritações;
4) Usar protetor solar com alto FPS se aplicar o ácido durante o dia.
5) Ter cuidado ao utilizar um outro ácido juntamente com o glicólico.
Não se depilar com cera, pois o uso de ácido deixa o local frágil e pode sofrer queimadura durante este tipo de procedimento.

Por quanto tempo podemos usar o ácido glicólico?

Na verdade, a médica explica que não existe um período específico de uso, tudo vai depender da finalidade do produto na sua rotina de cuidados. “O mais importante é que você tenha o tratamento acompanhado por um dermatologista”, esclareceu.

Podemos usar o ácido glicólico em conjunto com outros ácidos?

Também vai depender da finalidade. Se não deixar a pele muito sensível, o ativo pode sim ser utilizado juntamente com outros ácidos. “Esse tratamento conjunto é indicado principalmente no clareamento de manchas na pele, como o melasma e para o rejuvenescimento”, concluiu. Para ter certeza, é essencial conversar com o seu dermatologista.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

**Matéria atualizada no dia 16/07/2019