O aparecimento de bolinhas brancas ou avermelhadas e coceira na pele costumam ser sinais de alergia, que podem surgir em qualquer parte do corpo. Como existem diferentes quadros alérgicos, o DermaClub conversou com a dermatologista Tatiane Curi, de São Paulo, que contou as características dos principais tipos e como controlá-los. Olha só!

Descubra o que causa alergia na pele

De acordo com a médica, alergia é o nome dado a algumas reações inflamatórias ou irritativas, que pode se manifestar em diferentes regiões da pele, como boca, pescoço, axilas, braços, costas, barriga, pernas e pés. “Os sintomas apresentados são, geralmente, vermelhidão, coceira, bolinhas brancas ou avermelhadas no local e, dependendo, até reações sistêmicas, como dificuldade de respiração e inchaço”, disse. No entanto, as alergias de pele são dermatites não contagiosas, por isso, não há problema em partilhar objetos, roupas e tocar na pele. Entre as mais comuns, estão:

- Urticária: lesão avermelhada, que aparece em placas e com relevo, provocando coceira. Pode ser desencadeada por medicamentos, alimentos, picadas de inseto ou contato com substâncias como látex e tintas, por exemplo;

- Angioedema: tem a mesma origem da urticária, porém, é mais grave porque atinge as camadas mais profundas da pele e também as mucosas, podendo provocar inchaço dos lábios, língua, olhos e das vias respiratórias;

- Dermatite de contato: é uma forma de irritação da pele causada pelo contato com substâncias específicas. Além disso, essa alergia pode ser dividida entre dermatite de contato irritativa ou dermatite de contato por sensibilização;

- Dermatite atópica ou eczema atópico: lesão muito comum em crianças, que surge em áreas de dobras, como a parte de trás dos joelhos, pescoço e parte de trás dos cotovelos. Nos bebês, a face é uma área frequentemente atingida.

É possível controlar as alergias que aparecem na pele?

Segundo a médica, de modo geral, as peles mais hidratadas, pessoas que tomam banho morno e usam sabonetes adequados conseguem manter a barreira de proteção da pele mais protegida. Além disso, também é importante evitar contato com substâncias alergênicas e irritativas.

Para a Dra. Tatiane, em casos de crise, corticoides tópicos ou orais podem ser necessários. “Atualmente, existem dermocosméticos em cremes e loções, que restauram e mantém por mais tempo a barreira de proteção e hidratação da pele, com ativos calmantes e antipruriginosos”, contou.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.