Cerca de 50 milhões de pessoas no mundo sofrem com a dermatite atópica, que, geralmente, aparece em crianças e pode perdurar até a fase adulta. É uma doença inflamatória e, se descoberta logo no início, diminui a quantidade de crises provocadas por ela, por meio da prevenção. A Dra. Isadora Rosado, dermatologista na cidade de Natal, conversou com o DermaClub e explicou o que é, quais os sintomas e como podemos evitar os episódios. Confira!

Saiba o que é a dermatite atópica e como ela porque ela se desenvolve no organismo

Segundo a médica, a dermatite atópica é uma inflamação cutânea que possui influências genéticas e imunológicas associadas à tendência de manifestações alérgicas. “Esse mix de predisposições gera a resposta exagerada de Imunoglobina E(IgE), um anticorpo encontrado no sangue que aumenta as taxas deste composto. Além disso, também estão alterados os índices de alérgenos - substâncias naturais que podem causar reações de hipersensibilidade”, afirmou.

Sintomas, diagnóstico e tratamento: saiba tudo sobre a dermatite atópica

De acordo com a dermatologista, a doença é muito comum em crianças e os primeiros sintomas costumam aparecer após os três meses de idade, podendo surgir antes e até perdurar por muitos anos, dependendo do paciente. Já os sintomas vão depender do período em que se encontra e a Dra. Isadora Rosado listou alguns deles, confira:

- Prurido - incômodo que leva a pessoa a se coçar;
- Ressecamento da pele;
- Manchas brancas;
- Exagero das linhas palmares;
- Aspereza da pele.

Descubra como evitar as crises da dermatite atópica

O diagnóstico da doença só pode ser dado por um médico dermatologista e o principal tratamento é evitar as crises. “É necessário preservar a barreira da pele, evitando contato com alérgenos ambientais”, pontuou. Sem o cuidado adequado, o ciclo vicioso do prurido se instala, levando a deterioração progressiva da barreira cutânea, aumentando a frequência e intensidade dos efeitos nocivos. Por isso, o tratamento da dermatite atópica é individualizado, mas, segundo a médica, prevenir a pele do contato com substâncias que podem causar alergia é o mais indicado. Confira alguns exemplos de alérgenos ambientais:

- Poeira e pólen;
- Sabonetes com aroma;
- Sabão em pó e produtos de limpeza doméstica;
- Tabaco e poluição;
- Calor, suor e ar muito seco;
- Tecidos irritantes - como lã, tecidos sintéticos, etiquetas;
- Estresse emocional;
- Mudanças de temperatura ambiente;
- Alergias alimentares.

Consulte seu médico dermatologista para um diagnóstico preciso e indicação do melhor tratamento para o seu caso!

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.