A depilação é praticada por homens e mulheres constantemente e pode ser realizada por meio de cera, linha, laser, pinça, cremes ou lâmina. O procedimento realizado com cera tem como característica retirar o pelo do corpo por completo, desde a raiz, porém, não é definitivo e necessita de certa regularidade. O DermaClub conversou com a dermatologista Tatiana Matos, de Salvador, na Bahia, para descobrir os prós e os contras desse método, quais os impactos na pele e quais os principais mitos que ouvimos sobre ele. Confira!

Descubra quais são os pontos positivos e os negativos da depilação com cera

De acordo com a médica, a cera tem pontos positivos e negativos. “Ela tarda o crescimento do pelo e acredito que este seja o maior benefício da técnica. Em contrapartida, a pele pode sensibilizar ou até mesmo queimar devido à temperatura. Também é comum notarmos pigmentação em regiões como virilhas e axilas”, esclareceu.

Entenda os impactos da cera na pele

Segundo a especialista, por conta da temperatura, a cera pode acabar queimando a pele, por isso, é importante realizar o procedimento com um profissional qualificado. “A tração também é um impacto. Na hora da depilação, quando a cera é puxada, ela sensibiliza o local. Além disso, o material pode irritar a pele mesmo contendo substâncias mais hidratantes, como o mel”, explicou.

Saiba o que são as bolinhas que podem aparecer na pele após a depilação

A dermatologista explica que é muito comum as pessoas apresentarem quadros de foliculite após a depilação. “O folículo piloso não é superficial, então, quando o pelo é retirado da raiz, o novo fio precisa fazer um caminho até chegar a superfície”, esclareceu, afirmando que existem duas causas para o problema:

- Pessoas que possuem pelos grossos passam por situações em o pelo faz curvaturas. Esse encurvamento do pelo faz com que ele não encontre um orifício de saída na pele, e acabe ficando preso;

- O outro tipo de foliculite acontece por que, com a depilação com cera frequente, o fio tende a ficar cada vez mais fino e não tem força ou rigidez suficiente para atravessar a pele e passar pela superfície externa. Por isso, muitas vezes ele chega até o topo, mas encontra uma parede desidratada, enrijecida. Logo, tem dificuldade em passar por ela e o pelo fica retido.

Dermatologista desvenda mitos sobre a depilação com cera

Para a médica, é importante desvendar dois mitos que estão presentes no nosso dia a dia e muitas vezes afastam homens e mulheres da depilação. “Muito se fala da possibilidade do procedimento desenvolver vasos nas pernas, mas isso não acontece por que a cera age de forma superficial. Além disso, também não há probabilidade da tração exercida pelo arrancar dos pelos influenciar na flacidez”, pontuou.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.