Você conhece ou já ouviu falar em dermatilomania? Ao contrário do que muitos pensam, ela não é uma doença de pele. Na verdade, é considerada um transtorno compulsivo relacionado diretamente com a pele. Em outras palavras, a dermatilomania (ou skin picking disorder), é a necessidade excessiva de mexer, arranhar, machucar ou agravar ferimentos existentes no corpo, principalmente irregularidades, como acne, verrugas, foliculite, picadas de mosquito, etc. Para entender melhor sobre esse problema, o DermaClub entrevistou a dermatologista Flávia Addor, de São Paulo.

Entenda o que é a dermatilomania e suas causas

De acordo com a médica, “a dermatilomania é o hábito compulsivo de manipular a pele criando ou agravando lesões pré-existentes, como espremer espinhas de forma excessiva, ou arrancar cascas de ferida retardando a cicatrização” - existem pessoas que fazem isso até mesmo durante o sono, sem perceber.

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A maioria dos quadros desse distúrbio está relacionada com a ansiedade, mas pode ter um componente neurológico e psicológico, como depressão, baixa autoestima ou até mesmo o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Como saber se tenho dermatilomania? Conheça os sinais do transtorno

Quem tem dermatilomania apresenta vários sinais suspeitos, mas que, muitas vezes, não são notados pelo próprio paciente, como: passar horas examinando a pele procurando por alguma imperfeição, problemas de autoestima, insatisfação com seu corpo, além da manipulação das lesões presentes na região.

A Drª Flávia explica que, se você ou alguma pessoa notar esses sintomas, o recomendado é procurar ajuda profissional o mais rápido possível: “O dermatologista é um médico treinado para este fim, podendo suspeitar da manipulação da pele”.

Dermatilomania tem controle! Saiba como driblar esse problema:

Como o problema tem raízes emocionais, é importante procurar ajuda psicológica. Muitas vezes é necessário isolar a área comprometida com curativos para impedir a escoriação, cortar as unhas bem curtas.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.