Mais conhecida como assadura, a dermatite de fralda é muito comum entre bebês devido ao contato prolongado com as fezes e urina, que podem causar a irritação da pele. Por isso, alguns cuidados são necessários, como higiene e hidratação, para evitar que a vermelhidão e a coceira afetem a criança. Em conversa com o DermaClub, a dermatologista Nicole Perim, de Belo Horizonte, contou os principais hábitos para prevenir o incômodo da dermatite de fralda. Confira!

Entenda por que a pele dos bebês é mais sensível

“Uma das principais funções da nossa pele é ser uma barreira física de proteção contra as agressões externas. Assim, somos protegidos de substâncias químicas e microorganismos que entram em contato com o nosso corpo e podem ser nocivos ao nosso organismo”, explicou a médica. A Dra. Nicole afirma que a pele dos bebês ainda está em desenvolvimento, assim, sua função de barreira contra agressões externas não é tão eficaz. Dessa forma, por ser mais fina, ela acaba ficando mais permeável à substâncias nocivas e microorganismos prejudiciais.

Veja o que causa a dermatite de fralda nos bebês

De acordo com a dermatologista, como a pele dos bebês é extremamente sensível, o contato prolongado com as fezes e urina acabam levando a irritação do local, chamada de dermatite de fralda ou assadura. “A pele fica úmida, avermelhada e com um pouco de descamação. Assim, podem sentir ardor e coceira e, por isso, ficam mais agitados. Além disso, como a pele está irritada, a função de proteção fica menos eficaz, deixando-a mais propensa à infecção de fungos e bactérias oportunistas”, disse.

Descubra quais são as recomendações para tratar e evitar a dermatite de fralda

Segundo a médica, como a pele do local fica muito sensível, a primeira recomendação para tratar a dermatite de fralda é evitar o contato de qualquer substância química, como lenços umedecidos e sabonetes em excesso. A higienização também deve ser rápida, com produtos menos irritantes, além de lavar bem a região, não deixando resíduos na pele. “A utilização de cremes de barreira e cicatrizantes são fundamentais e auxiliam na restituição da função protetora da pele e hidratação cutânea. Caso ocorra infecção por fungos ou bactérias, alguns medicamentos podem ser utilizados, mas com orientação médica”, contou.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.