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Dermatite: seborreica, atópica, ocre.. O que é, causas, sintomas, tipos e tratamentos para essa doença de pele

Você descobriu recentemente que tem um tipo de dermatite e não sabe muito bem o que é, nem o que fazer para controlar o problema. Trata-se de uma inflamação na pele, que pode acometer o corpo, rosto e couro cabeludo, causando incômodos a essas regiões, como a urticária, manchas vermelhas ou esbranquiçadas - com aparência ressecada e descamativa -, e muita coceira!

O problema pode surgir em todas as idades. Além disso, a doença possui vários tipos, e para cada diagnóstico, existe um tratamento diferente. Se você quer entender como lidar com essa condição, veio ao lugar certo! O DermaClub fez um grande apanhado e esclareceu todos os pontos e dúvidas sobre a dermatite. Confira!

1. O que é dermatite?

A dermatite é uma inflamação da pele que promove uma série sintomas e possui diversas causas, dependendo do tipo da doença que foi instalada na região. Esse problema, além de se desenvolver em muitas partes do corpo (desde rosto, braços, tronco e couro cabeludo), 

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1.1. Diferentes tipos de dermatite

Existem muitos tipos de dermatite e, para cada um, há uma causa diferente. Em alguns casos, os sintomas podem até ser bem parecidos - como a coceira excessiva, urticária e a formação de manchas vermelhas e ressecadas na pele. Por outro lado, é importante se apegar aos detalhes! Assim, conseguimos dividir as suas classificações e facilitar o diagnóstico do dermatologista. 

A doença de pele pode ser classificada nas seguintes espécies:

1) Atópica

De acordo com a dermatologista Tatiane Curi, de São Paulo, a dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de alergia na pele. “É uma doença de predisposição genética, caráter crônico - isso significa que não existe uma cura ou tratamento para a dermatite atópica, apenas controle - e que exibe uma pele seca, com erupções que causam coceira e crostas. Seu surgimento é mais comum nas áreas de dobras dos braços e na parte de trás dos joelhos. Embora muitas pessoas tenham receio, ela não é uma doença contagiosa”, esclareceu a médica, ressaltando que o problema também é associado à asma ou rinite alérgica, com manifestações que podem variar.

2) Seborreica

A dermatite seborreica também é uma doença de pele inflamatória, crônica e bastante comum. A seborreia ou sebopsoríase pode afetar áreas do rosto - barba, atrás das orelhas e sobrancelhas -, tórax e, principalmente, a região do couro cabeludo.

3) De contato

Essa dermatite se desenvolve quando acontece o contato de produtos (cremes, perfumes, maquiagem, produtos de limpeza e esmalte) ou objetos (bijuteria e roupas) com a pele, desenvolvendo uma reação alérgica - surge após repetidas exposições a um produto ou substância - ou irritativa - causada por substâncias ácidas ou alcalinas, como sabonetes e detergentes.

4) Esfoliativa

A dermatite esfoliativa, também conhecida pelos dermatologistas como eritrodermia, é uma inflamação que envolve a renovação cutânea mais rápida que o normal. A doença provoca o surgimento de descamações, manchas secas na pele e vermelhidão em áreas extensas do corpo - como braços e pernas.

5) Herpetiforme

Também conhecida como dermatite de Duhring-Brocq, é uma doença crônica, que oscila entre os períodos de agravamento dos sintomas e de melhora. O problema acontece em crianças, adolescentes e adultos do sexo masculino.

6) Ocre

A dermatite Ocre surge em pessoas e regiões do corpo com má circulação sanguínea, que provoca manchas escuras na pele - que por conta da presença de substâncias como o ferro no sangue dá um aspecto enferrujado. O problema ocorre principalmente nas pernas.

7) Perioral

É uma inflamação que surge no rosto, ao redor da boca e do nariz, e também pode alcançar as áreas perto dos olhos. Essa dermatite pode afetar pessoas de todas as idades, porém, acaba sendo mais comum em mulheres entre os 15 e os 45 anos.

2. Causas da dermatite:

2.1. Atópica

De acordo com a dermatologista Isadora Rosado, de Natal, esse tipo de dermatite possui influências genéticas e imunológicas associadas a manifestações de alergia. “Essa mistura de predisposições reflete uma resposta exagerada de Imunoglobina E(IgE), um anticorpo encontrado no sangue que aumenta as taxas deste composto. Além disso, também estão alterados os índices de alérgenos - substâncias naturais que podem causar reações de hipersensibilidade na pele”, esclareceu.

2.2. Seborreica

A causa da dermatite seborreica pode haver origem genética ou ser desencadeada por agentes externos, como alergias, situações de fadiga, estresse, excesso de oleosidade na pele e no couro cabeludo. Outro fator que pode provocar a doença é a proliferação de um fungo, conhecido como Malassezia sp.

2.3. De contato

Acontece quando produtos ou objetos entram em contato com a pele, causando irritação e episódios alérgicos na região na qual teve aproximação.  

2.4. Esfoliativa

É causada por outros problemas crônicos que acontecem na pele, como a psoríase, mas também pode ser estimulado pelo uso demasiado de medicamentos fortes, como a  Fenitoína e Penicilina.

2.5. Herpetiforme

Não se sabe muito sobre as causas dessa dermatite, mas o que se nota é a reação do sistema imunológico no corpo associada a uma doença intestinal por sensibilidade ao glúten - substância presente no trigo, centeio, entre outros -, causando o surgimento de lesões.

2.6. Ocre

A dermatite ocre acontece com o agravamento de varizes - consequência da má circulação do sangue.  

2.7. Perioral

Muitos estudos revelam que a doença está relacionada a disfunções da barreira epidérmica, sistema imune da pele e alteração da microflora cutânea.

3. Quais são os sintomas da dermatite?

3.1. Atópica

- Pele muito seca em todo o corpo e com muita coceira - principalmente cabeça, rosto, pescoço, cotovelos, mãos, joelhos, tornozelos e pés;

- Lesões na pele;

- Manchas vermelhas na pele;

- Descamação;

- Coceira;

- Inchaço.

3.2. Seborreica

- Descamação no couro cabeludo, no rosto - sobrancelhas, pálpebras, nariz, lábios, atrás das orelhas -  e tórax;

- Excesso de oleosidade;

- Manchas brancas no rosto e no couro cabeludo;

- Coceira de pele;

- Descamações brancas e amareladas;

- Vermelhidão.

3.3. De contato

- Urticária;

- Placas vermelhas;

- Pequenas bolhas;

- Inchaço local;

- Coceira;

- Formação de crostas espessas.

3.4. Esfoliativa

- Vermelhidão;

- Manchas ressecadas na pele em áreas extensas do corpo: peito, braços, pés ou pernas;

- Coceira;

- Descamação.

3.5. Herpetiforme

- Lesões em várias partes do corpo - cotovelos, joelhos, coxas, nádegas e no dorso do tronco;

- Bolhas na pele;

- Vermelhidão;

- Coceira;

- Feridas;

- Formação de crostas;

3.6. Ocre

- Manchas escuras;

- Pele ressecada.

3.7. Perioral

- Bolinhas vermelhas ao redor da boca, nariz e olhos;

- Manchas ressecadas na pele;

- Descamação;

- Pústulas;

- Coceira;

- Irritação;

- Queimação na pele.

4. Tratamentos para dermatite

4.1. Como evitar a dermatite?

Existem certos casos de dermatite que podem ser evitados. De acordo com a dermatologista Flávia Ravelli, a prevenção pode acontecer antes mesmo de um provável paciente com dermatite nascer: “A gestante que tenha um tipo da doença, pode evitar que seu filho tenha o mesmo problema, usando produtos prebióticos ao longo da gravidez”, esclareceu. Outra maneira bem eficaz é incluir na rotina de cuidados com a pele do bebê um bom hidratante para prevenir o surgimento da dermatite.

Entretanto, não podemos negar que a maioria dos casos de dermatite representa uma doença hereditária e crônica, o que significa que não tem cura. Por outro lado, existem tratamentos e cuidados que ajudam a diminuir as lesões e evitar a evolução dos quadros inflamatórios que envolvem coceira, manchas brancas na pele, vermelhidão e descamação.

5. Cuidados para prevenir a piora da dermatite:

5.1. Aposte em ativos prebióticos: esse é o mais importante dos cuidados. Quando deixamos a barreira de proteção da pele fortalecida, conseguimos espaçar as crises da dermatite, diminuindo a formação de manchas vermelhas, sensação de coceira e ardência. Para isso, você precisa apostar em produtos com ativos prebióticos, que ajudam a alimentar as bactérias boas da flora da pele, deixando a região protegida dos microrganismos ruins que desencadeiam os sintomas da doença. 

5.2. Evite banhos quentes e demorados: procure tomar duchas frias ou mornas, pois a água quente resseca ainda mais a pele, que já é seca na dermatite atópica, além de usar sabonetes antirressecamento que respeitem o pH da pele;

5.3. Hidrate a pele todos os dias: busque por produtos para peles secas ou extrassecas, sem corantes, perfumes ou parabenos, com ativos intensamente hidratantes;

5.4. Use água termal: o produto é super indicado para casos de dermatite. Ele possui ação calmante, que consegue aliviar o desconforto causado pela coceira. Você também pode borrifar a água termal na pele sempre que houver necessidade. Uma dica é deixar o produto na geladeira durante alguns minutinhos antes de usar para garantir uma ação mais refrescante.

5.5. Controle o estresse: de acordo com a dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo, as reações alérgicas, como a dermatite, tendem a aumentar em momentos de estresse. “A pele tem uma relação muito forte com todo o sistema emocional e a maioria das doenças dermatológicas, exceto as infecciosas, têm uma ligação com o estresse”, concluiu. Portanto, leve uma vida mais tranquila, pratique atividades físicas relaxantes, como yoga, e procure ter uma alimentação mais saudável.

5.6 Evite o contato com alérgenos ambientais: como poeira, pólen, sabonetes com perfume, produtos de limpeza doméstica e tabaco;

6. Remédios e ativos

Para manter os quadros de dermatites controlados, o ideal é fazer o uso diário de produtos e ativos que fortalecem a barreira cutânea, como cremes hidratantes com ativos prebióticos, que garantem alívio imediato da irritação, coceira e vermelhidão, deixando a pele mais íntegra. Sendo assim, para a maioria dos casos de dermatite, invista em ativos como:

- Ativos prebióticos

- Água termal: que oferece ação calmante à pele;

- Manteiga de Karité, glicerina: que oferece hidratação intensa;

- Nicotinamida: também estimula a síntese de ceramidas, além de possuir uma ação anti-inflamatória;

No caso da dermatite seborreica, para tratar as descamações brancas, coceira e vermelhidão no couro cabeludo, aposte em um shampoo específico antioleosidade, que previna o reaparecimento dos flocos brancos, sem ressecar os fios. Escolha um com os ativos:

- Piroctona olamina + bisabolol: que combate a proliferação de fungos no couro cabeludo ao mesmo tempo que acalma a região;

- Niacinamida: possui ação anti-inflamatória

6. 1. Produtos que vão ajudar a controlar a dermatite:

  • Hidratante Lipikar Baume AP+, de La Roche Posay

  • Água termal, de Vichy ou La Roche-Posay;

  • Hidratante Toleriane Sensitive, de La Roche-Posay;

  • Sabonete Lipikar Surgras, de La Roche-Posay;

  • Creme de limpeza capilar Dercos Sensi Care, de Vichy

  • Esfoliante capilar Dercos Micropeel, de Vichy

7. Dermatite e microbioma

Outro cuidado importante para manter os tipos de dermatite bem controlados é o equilíbrio do microbioma - conjunto de microrganismos (principalmente bactérias e fungos) que habita todas as áreas do nosso corpo, inclusive a pele. De acordo com a dermatologista Flávia Addor, de São Paulo, “ter o microbioma equilibrado ajuda a prevenir a instalação de microrganismos patogênicos (que causam doenças) e mantém características importantes, como o pH, para preservar a integridade da barreira cutânea”, esclareceu.

O uso de produtos prebióticos ajuda a manter o microbioma em equilíbrio - aposte em dermocosméticos com esses ativos naturais na sua rotina de cuidados com a pele!

8. Mitos e verdades

8.1. Dermatite seborreica é falta de higiene?

Mito! De acordo com a dermatologista Paola Costa, de São Paulo, a caspa costuma aparecer em áreas do corpo ricas em glândulas sebáceas, fazendo com que a oleosidade produzida na região, crie um ambiente propício para o desenvolvimento da doença. “Sendo assim, não lavar o couro cabeludo pode piorar o quadro, mas não é a causa do problema”, garantiu.

8.2. Dermatite atópica pode ser agravada por estresse ou problemas emocionais?

Verdade! De acordo com a Dra. Carolina Marçon, o sistema nervoso e a pele estão completamente interligados. “Isso acontece porque quando estamos estressados ou ansiosos, nosso organismo remete uma liberação excessiva de cortisol, que reflete em diversos problemas ao corpo de dentro para fora”, esclareceu. Um deles é o agravamento da dermatite atópica.

Solução: para evitar a piora do quadro, é importante consultar um dermatologista para tratar as lesões e controlar as crises de estresse e ansiedade.

8.3. Ar condicionado piora a dermatite atópica?

Verdade! Assim como nas temporadas mais frias do ano, a dermatite atópica pode agravar em um ambiente com ar condicionado. De acordo com a dermatologista Christiane Gonzaga, do Rio de Janeiro, a pele fica mais ressecada e “isso ocorre porque o aparelho retira a umidade do ar ambiente e prejudica a lubrificação natural da região cutânea, deixando-a mais seca, sem brilho e, muitas vezes, apresentando coceira e descamação em áreas como rosto, mãos, pernas e pés”, explicou.

Solução: para combater esse problema em ambientes fechados mais secos e frios, beba uma quantidade adequada de água e carregue sempre um creme hidratante prebiótico ou água termal para repor a hidratação da pele.

8.4. Dermatite Herpetiforme tem relação com doença celíaca?

Nem mito nem verdade. Não existe nada comprovado, mas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), muitos estudos indicam que essa dermatite tem uma grande relação com a doença celíaca - que leva ao surgimento de lesões de origem imunológica, associadas a uma doença intestinal por sensibilidade ao glúten.

Lembre-se que para tratar a doença de pele com eficácia, é importante consultar um dermatologista a fim de fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento para o seu caso. Sua pele e seu bem-estar agradecem!

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

**Esta matéria foi atualizada no dia 7/08/2019 por Livia D'Ambrosio

 

 

Publicado em: Quarta-feira 04 de abril de 2018 - 17h07

Modificado em: Quarta-feira 07 de agosto de 2019 - 17h00

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