A celulite é temida por muitas mulheres e proporciona aquele aspecto visual de uma laranja para a superfície da pele. Apesar da semelhança no nome, a celulite infecciosa nada tem a ver com o caso. O problema é causado pela penetração de bactérias em feridas existentes na pele e pode ocorrer com qualquer pessoa. O DermaClub conversou com a dermatologista Lilia Guadanhim, da cidade de São Paulo, que explicou o que é o caso, por que ele acontece, como é possível evitá-lo e suas opções de tratamento. Confira!

Dermatologista explica o que é a celulite infecciosa

A médica explicou que a celulite infecciosa é diferente da caracterizada pelo surgimento de furinhos no corpo. “Na medicina, a palavra celulite se refere à infecção da pele. Este tipo não é um problema estético e pode atingir qualquer parte do corpo, mas é mais frequente nas pernas”, esclareceu, afirmando que o problema causa irritação, ardência e dor na região.

Entenda por que o caso acontece e quem pode ser afetado

Segundo a Dra. Lilia, a infecção é causada por bactérias, principalmente as denominadas estreptococos e estafilococos. “Os micro-organismos penetram na pele a partir de uma porta de entrada, que pode ser uma ferida, úlcera, bolha ou até uma micose nos pés. Por isso, qualquer pessoa pode ser afetada”, explicou, lembrando que pessoas portadoras de doenças que debilitam a imunidade - como diabetes, varizes e inchaço crônico das pernas, também apresentam um fator de risco.

Descubra como evitar a celulite infecciosa

Existem alguns cuidados simples que ajudam na prevenção caso o paciente já possua feridas pela pele. Confira a lista preparada pela dermatologista Lilia Guadanhim:

- Lave a ferida diariamente com água e sabonete;

- Mantenha as lesões sempre cobertas e troque o curativo ao menos uma vez ao dia;

- Fique atento ao aspecto da ferida: se surgir vermelhidão, inchaço ou presença de líquido, procure um médico;

- Se o paciente tiver diabetes, é aconselhado fazer a autoavaliação dos pés todos os dias para conferir a presença de feridas ou micoses;

- Tenha cuidado ao cortar as unhas para não machucar os dedos;

- Se houver infecções ou micoses de pele trate-as rapidamente;

- Cuide do corpo: se há fatores de risco, trate-os, hidrate a pele, proteja-se das ameaças das bactérias e sempre enxugue bem as dobras e entre os dedos após o banho.

Saiba como é realizado o diagnóstico e o tratamento do problema

De acordo com a dermatologista, o diagnóstico é clínico. “É realizado a partir do histórico clínico do paciente, que chamamos de anamnese, e também exames físicos adequados ao caso”, afirmou, contando que o tratamento é realizado com antibióticos. Estes podem ser orais, mas quando o caso é grave o paciente pode ser internado para receber a medicação endovenosa ou intramuscular.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.