O sol impulsiona a energia do corpo, ajuda na formação de vitamina D, mas também pode ser um grande vilão. Além de estar vinculado ao envelhecimento e câncer de pele, a exposição solar inadequada durante o verão pode deixar a pele avermelhada e gerar descamação. O DermaClub conversou com a dermatologista Tatiana Matos, da cidade de Salvador, que explicou porque a pele descasca, como é possível evitar e quais cuidados são importantes na hora de se expor ao sol. Confira!

Entenda por que a pele descasca com a exposição solar

De acordo com a especialista, a pele descasca quando exposta ao sol por que ocorre uma queimadura devido a ação dos raios UVB. “Eles provocam maior divisão das células, aumentando a espessura de suas camadas. Essa situação se une ao fato do calor ressecar o corpo, fazendo com que as mesmas células morram e se desprendam, proporcionando a descamação”, esclareceu, afirmando que pessoas de pele mais clara reagem com mais intensidade a doses menores de radiação UV.

Descubra como evitar a descamação da derme

Para a médica, o ideal é a exposição gradual ao sol, de forma lenta e em horários indicados. “O melhor é estar em contato direto com a radiação antes das dez horas da manhã e após às quatro da tarde, além disso é importante usar filtros de confiança e hidratar a pele. Para isso, aposte em cremes, água termal e na ingestão de líquidos”, explicou, lembrando que também é importante evitar banhos quentes e demorados, além de agressões como o uso de esponjas e esfoliantes.

Mito ou verdade: se expor ao sol novamente minimiza a descamação

É comum ouvir pelas ruas que quando a pele está vermelhinha, pegar mais sol irá colaborar com o bronzeado e evitar a descamação. “Caso a pele já esteja sensível, o sol só irá piorar o ardor, além de atrapalhar a cicatrização, podendo levar a formação de manchas. Porém, se há hidratação adequada e a exposição for lenta e gradual, a cor tende a ser duradoura e não agride tanto o corpo”, disse.

Saiba como se proteger adequadamente nos dias ensolarados de verão

A proteção solar é a melhor amiga da pele. Além de prevenir contra o envelhecimento precoce e o surgimento de manchas, ela ainda é muito importante quando o assunto é câncer de pele. Confira algumas dicas da dermatologista Tatiana Matos para se proteger corretamente:

- Os filtros solares devem ser aplicados antes da exposição solar;

- É indicado a reaplicação a cada duas horas ou após longos períodos de imersão em água;

- O FPS escolhido deve ser baseado nas características da pele e também ao tipo de exposição solar. “Para uma pessoa muito clara e com exposição intensa, deverá ser utilizado um filtro com fator de proteção maior que 50. Enquanto que um paciente negro com baixa exposição, poderá optar pelo fator 15”, exemplificou;

- Outras características, como textura, cor ou fator físico na composição devem ser analisadas durante a consulta.

Segundo a médica, o mais importante é não querer mudar a natureza. “É muito difícil uma pessoa loira ou ruiva se expôr ao sol de forma incorreta e não queimar. Por outro lado, a pele negra não está completamente protegida por sua melanina e também precisa de filtro”, concluiu.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.