Com o passar do tempo, nosso corpo vai mudando e, por isso, é necessário adequar os cuidados que temos com ele de acordo com cada fase da vida. Em relação à pele, sabe-se que o ritual de beleza é diferente aos 20, 30, 40 ou acima dos 50 anos, mas como é a rotina ideal? Para responder essas e outras perguntas, o DermaClub procurou a dermatologista Dailana Louvain, de São José dos Campos, em São Paulo, que explicou tudo que você precisa saber para deixar a cútis impecável independentemente da sua idade. Confira!

Todos os tipos de pele merecem cuidados básicos diários

Segundo a dermatologista, é possível classificar o envelhecimento cutâneo em dois tipos:

1) Intrínseco ou cronológico: caracterizado por alterações genéticas e metabólicas, levando à perda crescente de colágeno e degeneração tecidual;

2) Extrínseco: ligado à interação da pele com o meio ambiente, sendo afetado pelos hábitos de vida de cada pessoa.

Mas não se esqueça: antes de iniciar qualquer tratamento é preciso fazer uma análise cuidadosa da cútis, sempre realizada pelo seu médico dermatologista. “Para mantermos a pele saudável, devemos seguir, independentemente da idade e do tipo de pele, três etapas de tratamento: limpeza, hidratação e fotoproteção”, reforçou, afirmando que os cuidados específicos são importantes para atender as características e necessidades de cada faixa etária.

Cuidados com a pele aos 20 anos: adeus acne!

Nessa etapa, é comum as jovens apresentarem pele mista ou oleosa, com tendência à acne. Isso ocorre devido às alterações hormonais constantes nessa idade, diretamente relacionadas à hipersecreção das glândulas sebáceas. Para a higienização, Dra. Dailana indica sabonetes antioleosidade, que devem ser usados duas vezes ao dia. “Já para hidratação, os produtos devem ser oil free e podem ainda conter ação matificante ou função de redução do tamanho dos poros”, acrescentou.

De acordo com a médica, aos 20 anos, por mais que a pele seja firme, já pode ser iniciada a prevenção do envelhecimento. “A vitamina C tópica neutraliza os radicais livres - grupos orgânicos que se ligam à outras espécies do nosso corpo, acelerando o aspecto envelhecido -, além de estimular a produção de colágeno e favorecer o clareamento”, explicou. Enquanto o filtro solar é indispensável e o mais indicados são produtos que conferem toque seco. “Uma boa opção são os fotoprotetores com cor de base”, recomendou.

Cuidados com a pele aos 30 anos: hora de retardar o envelhecimento

Na faixa dos 30, já é possível observar os primeiros sinais de envelhecimento. De acordo com a médica, os mais comuns são:

- Alteração do nível de hidratação;
- Início da perda de colágeno e da elastina;
- Aparecimento das primeiras rugas ao redor dos olhos e manchas.

Para a higienização da pele, na maioria dos casos, ainda são usados sabonetes que agem na redução da oleosidade. “A hidratação deve se estender até a região do pescoço e colo, dando preferência a dermocosméticos livres de óleo e associados à substâncias antioxidantes, além de fotoproteção solar adequada”, indicou.

Neste momento, pode-se apostar em produtos que renovem as células, estimulem a produção de colágeno e sejam despigmentantes. Para estas soluções, os retinóides, seus derivados e outros ativos regeneradores são ótimas alternativas. São indicados também dermocosméticos específicos para área dos olhos, que auxiliam na renovação celular, pigmentação e flacidez inicial.

Cuidados com a pele aos 40 anos: adeus pés de galinha

Depois dos 40, a pele tende a ficar mais seca e sensível, com perda progressiva da elasticidade e aparecimento de rugas mais profundas. Neste momento, a higienização deve ser feita com itens mais suaves, com a função de manter a hidratação da cútis. “Os produtos hidratantes, antioxidantes e os ácidos devem ser usados com o objetivo de promover a restauração e a nutrição da pele. Associamos também substâncias regeneradoras mais potentes, com ação antirrugas e agentes firmadores”, afirmou.

Nessa fase, podem ser introduzidos os nutracêuticos, com ação antioxidante. A toxina botulínica, os preenchedores, bioestimuladores e lasers também são indicados.

Cuidados com a partir dos 50 anos: pele madura e bem cuidada

Segundo a dermatologista, a pele madura se torna mais fina e sensível, além da diminuição da renovação celular e da secreção sebácea. As flutuações hormonais da menopausa são acompanhadas de desidratação da pele, hiperpigmentação, sensibilidades e redução da elasticidade. Na higienização, opta-se por loções que proporcionam limpeza profunda, mantendo a umidade natural da tez.

Os hidratantes devem ser em creme ou loção cremosa, de preferência associados à substâncias que tratem as principais necessidades, como agentes tensores, antioxidantes e clareadores. Já os filtros solares devem ter ação de barreira, preservando a nutrição da cútis. “Procedimentos complementares como lasers, peelings, toxina botulínica, preenchimento e lifting podem ser recomendados com a finalidade de amenizar os sinais do tempo na pele”, acrescentou.

Dra. Dailana Louvain alerta o uso indevido de dermocostméticos

A Dra. Dailana chama a atenção para o uso adequado dos dermocosméticos: “Produtos mais pesados em uma pele jovem ou leves em uma pele madura, além de não surtirem o efeito desejável, podem ser prejudiciais. Cada faixa etária tem as suas particularidades e exige uma cosmética diferente”.

Não se esqueça de consultar um médico dermatologista para a indicação ideal de dermocosméticos e tratamentos.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.