De acordo com dermatologistas, é comum ouvir no consultório médico a queixa de pacientes sobre novas pintas e verrugas. Mas é importante entender que nem toda pinta ou sinal novo são sinônimos de perigo para a saúde da pele. O DermaClub conversou com a dermatologista Luciana Kalache, de Curitiba, no Paraná, que explicou as características, como é feito o diagnóstico e o tratamento desses quadros. Confira!

Dermatologista explica que existem sinais benignos

Segundo a especialista, nem todo sinal que surge na pele é maligno. “Existem diferentes lesões cutâneas que podem estar presentes desde o nascimento ou podem surgir no decorrer da vida, que não interferem na saúde do corpo. Alguns deles podem ser de causa genética, enquanto outros podem ter sido estimulados por agentes externos variados”, explicou, alertando que é extremamente importante se consultar com o dermatologista. “Esteja atento ao surgimento de novas lesões, feridas que não cicatrizam ou lesões existentes que mudam suas características”, disse.

Entenda como é possível entender o momento de retirar o sinal

A Dra. Luciana explicou que são avaliados diversos aspectos do paciente para chegar ao diagnóstico. “São analisados além da história clínica e do exame físico, as características dermatoscópicas da lesão. O dermatoscópio é um aparelho que auxilia a avaliação do médico a partir da luz polarizada”, esclareceu, completando que o médico decide se há necessidade de remoção e biopsia do sinal, ou apenas acompanhamento clínico baseando-se nesses três pilares.

Descubra qual o intervalo ideal entre consultas ao dermatologista

Para a médica, o ideal é se consultar anualmente com o dermatologista a fim de checar os nevos e realizar o exame clínico geral. “O câncer de pele, na maioria das vezes, não dói, não coça ou sangra e pode passar desapercebido. Além disso, a lesão maligna pode estar localizada em uma área de difícil análise pelo paciente, como as costas”, concluiu, lembrando que pessoas com histórico familiar ou pessoal de câncer de pele, muitas pintas, pele muito clara ou com excessiva exposição solar devem fazer acompanhamento mais frequente.

Saiba como é possível evitar manchas e como é realizado o tratamento

Segundo a dermatologista, não é possível evitar o surgimento das pintas genéticas mas sim de machas, envelhecimento precoce e o câncer de pele com o uso do protetor solar. “Aposte nos produtos com FPS maior ou igual a 30 sem esquecer de reaplicar durante o dia. Além disso, evite se expor entre as dez horas da manhã e as quatro da tarde”, contou.

O tratamento varia de acordo com o caráter da lesão. “As benignas, por exemplo, são apenas acompanhadas anualmente e podem ser extraídas por motivos estéticos. Verrugas virais podem ser cauterizadas e tratadas de diferentes formas. Já o câncer de pele depende do tipo histológico, tamanho, localização, além de outras características que devem ser analisadas de maneira individual”, concluiu.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.