A acne é uma doença inflamatória que provoca o surgimento de espinhas e, em algumas situações, manchas. Apesar de muito comum durante a adolescência, também acomete a mulher adulta. “O problema pode gerar impacto negativo em algumas pacientes, diminuindo a autoestima, e, por isso, o tratamento deve ser rápido e eficaz”, explicou a dermatologista Lilia Guadanhim, de São Paulo. Saiba mais!

Entenda quais são as características da acne na mulher adulta

Segunda a médica, a acne na mulher adulta ocorre a partir dos 25 anos, podendo ter início nessa fase ou ser um quadro persistente desde a adolescência. “A localização das lesões é muito característica e acontece, principalmente, na região da mandíbula e queixo. Além disso, são inflamatórias, com pouca presença de cravos”, esclareceu.

Dermatologista explica quais mulheres desenvolvem a acne depois de adultas

De acordo com a Dra. Lilia Guadanhim, qualquer mulher pode desenvolver o quadro, porém, existem alguns fatores de risco conhecidos:

- A principal influência para a ocorrência da acne na mulher adulta é a presença de Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), que causa irregularidade menstrual. Pode estar, ou não, associada ao hiperandrogenismo - excesso de hormônios masculinos circulantes;

- Pacientes obesas, diabéticas e que tenham síndrome metabólica;

- Mulheres com história de acne na adolescência e que tenham pele oleosa são mais predispostas.

Saiba como é possível minimizar os efeitos visuais da acne

Para a dermatologista, produtos matificantes e com efeito blur ajudam a manter a pele sem aspecto oleoso, além de disfarçar os poros. “Loções secativas também são usadas pontualmente para ajudar as pacientes a não espremer as espinhas, o que aumenta o risco de manchas e cicatrizes”, explicou.

Descubra como é realizado o tratamento da acne na mulher adulta

Segundo a médica, o tratamento pode ser feito com produtos tópicos, como retinoides, ácido azeláico, alfahidroxiácidos e peróxido de benzoíla. “É importante lavar o rosto com sabonetes que controlem a oleosidade sem agredir a barreira cutânea. Além disso, a associação com contraceptivos hormonais combinados costuma ser muito útil”, contou.

Procedimentos clínicos podem ser realizados a fim de acelerar a melhora, porém, não substituem o tratamento convencional. “Peelings químicos ajudam na resolução das lesões. Enquanto que terapias com lasers e luzes possuem ação anti-inflamatória”, concluiu.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.