Você já teve uma espinha interna? Quem já teve acne sabe muito bem como essa doença de pele pode ser dolorosa e incômoda. As pápulas podem se manifestar de duas formas: apenas como uma bolinha vermelha ou como cisto - o que acontece na maioria dos casos. Mas afinal, como remover essa lesão? Podemos espremer ou furar a espinha interna? Ou será seguro fazer limpeza de pele profunda? O DermaClub conversou com a dermatologista Tatiane Matos, de Salvador, que indicou como cuidar da pele o melhor tratamento para esse tipo de acne.

O que são espinhas internas? Como elas se formam?

A espinha interna é aquela que surge na segunda camada da pele, a derme. Ela se forma por acúmulo de secreção sebácea associada à ação bacteriana. De acordo com a médica, essa lesão é bem diferente da acne comum que se forma na pele. “A espinha normal é mais superficial, tem comunicação através da pele, por isso, ao ser manipulada pode eliminar o sebo com ou sem pus. Ao contrário da interna, que não vai ter saída de secreção à expressão manual”, explicou.

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Podemos espremer ou furar a espinha interna? E fazer limpeza de pele profunda?

Não podemos de maneira alguma manipular uma espinha interna e a Dra. Tatiane explica o porquê: “Além de não sair secreção, a espinha vai se tornar mais inflamada e pode inclusive haver formação de cicatrizes”. Ou seja, nada de mexer na lesão! Quanto à limpeza de pele profunda, o ideal é procurar um dermatologista para receber o tratamento adequado.

Como cuidar da pele do rosto para tratar a espinha interna?

A dermatologista garante que o melhor tratamento para a espinha interna está nos remédios de uso oral. “Atualmente, indicamos o uso de isotretinoína ou antibióticos. Caso a lesão tenha surgido por conta de uma disfunção hormonal, é importante investigar a causa e tratar o problema separadamente”, recomendou.

A espinha interna pode causar manchas na pele? Como tirar as marcas de espinhas?

Assim como a maioria das inflamações cutâneas, a espinha interna pode causar manchas na pele. “Ela danifica a membrana que separa a primeira e segunda camada da pele e é nessa membrana que se encontram as células de melanina, aquelas que vão dar a pigmentação chamada hipercromia pós-inflamatória da acne”, explicou.

Para remover essas manchas na pele, existem várias opções, como cremes clareadores, esfoliação, uso do filtro solar ou procedimentos estéticos, como peeling físico e químico, lasers e microagulhamento. Para saber o melhor tratamento, consulte um dermatologista!

Dermatologista:

Drª. Tatiana Nogueira Matos // CRM: BA16601

Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia/SBD, formada pela Universidade Federal da Bahia , realizou residência em clínica médica no Hospital Santo Antônio/ Ba e dermatologia na Universidade de Santo Amaro/ São Paulo. Atua na área de Dermatologia clínica, estética, cirúrgica e laser. Participa de todos os principais congressos nacionais e internacionais para estar sempre atualizada nos melhores tratamentos para seus pacientes.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.