O surgimento de manchas na pele de tonalidade mais clara é um dos sintomas da hipomelanose macular progressiva. Essa doença proporciona a proliferação de marcas que aparecem no corpo todo e não há meios que previnam o desenvolvimento do quadro. Para entender melhor sobre os seus efeitos, o DermaClub conversou com a dermatologista Juliana Jordão, de Curitiba, que explicou os melhores tratamentos para o problema. Saiba mais!

Entenda o que é a hipomelanose macular progressiva

Segundo a dermatologista, a hipomelanose macular progressiva é uma alteração da pigmentação da pele, que provoca o surgimento de marcas no corpo. A doença afeta, em maior parte, adolescentes e adultos jovens, principalmente do sexo feminino, e pode ocorrer em todos os tons de pele, sendo mais comum em morenos e negros. “A hipomelanose caracteriza-se por manchas arredondadas mal definidas, hipopigmentadas - mais claras que o tom da pele. Geralmente, surgem no tronco posterior e anterior, mas também pode aparecer no pescoço e partes próximas das extremidades. As lesões costumam ser assintomáticas e incomodar apenas por questões estéticas”, explicou.

Mas o que causa a hipomelanose macular progressiva? Descubra!

Qualquer doença nos faz questionar qual a sua causa, certo? Segundo a Dra. Juliana, a da hipomelanose macular ainda é incerta, porém, estudos indicam que o microorganismo propionibacterium acnes teria participação no surgimento dessas manchas, interferindo na produção da melanina. Frequentemente, a doença é confundida com “pano branco”, infecção por fungos conhecida por pitiríase versicolor e pitiríase alba.

Descubra se a hipomelanose macular progressiva aparece em peles específicas

De acordo com a médica, a hipomelanose pode ocorrer em todos os tipos de pele, sendo comum em pessoas com mais melanina. No entanto, também afeta quem tem pele clara. Porém, devido ao contraste com a pele mais escura, a lesão acaba ficando mais evidente e incômoda, do ponto de vista estético”, contou.

Saiba quais são os tratamentos existentes para a hipomelanose macular progressiva

Identifiquei que tenho essa doença, como faço para tratar? O ideal é consultar um dermatologista para que ele analise o quadro e o indique o tratamento ideal. Dessa forma, a Dra. Juliana acredita que a fototerapia e o uso de cremes com a associação de peróxido de benzoíla e clindamicina são eficazes. “Em todos os casos, a melhora ocorre a longo prazo, com o possível desaparecimento espontâneo das manchas em até dez anos, após o início do quadro”, afirmou.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.