A limpeza de pele é um procedimento que traz diversos benefícios para o rosto, como a remoção das células mortas, garantindo uma região renovada, lisinha, sem oleosidade e livre de cravos e espinhas. A técnica é muito bem recomendada para quem tem a pele oleosa ou mista, mas pessoas que apresentam sinais de sensibilidade ou rosácea podem passar pelo tratamento? A fim de esclarecer essa questão, o DermaClub conversou com a dermatologista Sineida Berbert, do Paraná. Veja só!

Como é feita a limpeza de pele? Entenda detalhes

De acordo com a médica, a limpeza de pele é um dos procedimentos estéticos faciais mais realizados nas clínicas de dermatologia e precisa seguir algumas exigências: “Deve-se sempre ser realizado por profissionais esteticistas treinados e, preferencialmente, recomendados pelo dermatologista”. Além disso, a técnica é indicada para todos os tipos de pele, em especial as oleosas e acneicas.

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Quem tem rosácea pode fazer limpeza de pele?

Embora seja bastante recomendada para pacientes com tendência à oleosidade, quem possui a pele seca, sensibilizada ou desvitalizada também pode se beneficiar. “Na pele sensível e com rosácea, alguns cuidados devem ser tomados, mas com a devida orientação do dermatologista responsável, a técnica pode ser realizada”, garantiu.

A Drª Sineida explica todos os cuidados que devem ser tomados durante o tratamento:

Passo a passo da limpeza de pele sensível em 7 etapas

1) Higienização: essa primeira etapa consiste em remover todas as impurezas, excesso de oleosidade, restos de maquiagem e poluição. Devem ser usados produtos específicos para cada tipo de pele.

2) Esfoliação: a dermatologista explica que nesse momento é utilizado um produto abrasivo que favorece a eliminação de células mortas, promovendo renovação celular, diminuindo a espessura da epiderme e facilitando a penetração de ativos. Mas atenção: esta etapa é contraindicada nos pacientes com pele sensível ou rosácea!

3) Emoliência: o terceiro passo é aplicar compressas com ativos que irão favorecer a extração dos comedões ou cravos, como são mais conhecidos. Depois, o profissional coloca o vapor de ozônio. “Ele apresenta ação bactericida e irá potencializar o efeito das substâncias emolientes, promovendo dilatação dos óstios foliculares (poros) e facilitando a extração para que não surjam marcas e vermelhidões”, explicou.

4) Extração: a retirada dos comedões pode ser feita manualmente, com cureta ou com aparelho de sucção. No caso da pele sensível ou com rosácea, essa etapa deve ser feita a partir da extração manual. “As mãos devem estar enluvadas, com apoio de gazes umedecidas ou algodão, e deve ser realizada com muita delicadeza”, atenta Drª Sineida.

5) Alta frequência: é usado um aparelho de eletroterapia estética logo após a extração, para garantir um efeito bactericida, descongestionante e cicatrizante.

6) Máscara facial: a escolha do tipo de máscara depende do tipo de pele. “Calmante para peles sensíveis e com rosácea; com ação secativa, anti-inflamatória e de controle de oleosidade para as oleosas ou acneicas; e hidratante para a região seca e desvitalizada”, explica.

7) Proteção solar: por último, aplique o filtro solar com FPS 30, no mínimo, alto e amplo espectro, que proteja a pele contra a radiação UVB e UVA, podendo ser com cor ou sem.

Após a limpeza, a Drª Sineida completa com as últimas recomendações: “Aconselha-se o uso domiciliar de água termal, assim como evitar o excesso de maquiagem nas 24 horas seguintes. Não se expor ao sol, evitar o uso de produtos à base de álcool, ácidos e esfoliantes por 48 horas”, concluiu.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.