Conhecido pela formação de manchas brancas na pele, o vitiligo é considerado uma doença autoimune, isto é, em que o organismo desenvolve anticorpos contra as células produtoras de melanina (melanócitos), provocando a perda de coloração. Você sabe como esse problema se desenvolve? É possível interromper a formação das manchas de pele? O DermaClub entrevistou a dermatologista Flávia Addor, de São Paulo, que esclareceu todas as dúvidas.

Quais motivos levam o vitiligo a se desenvolver no corpo?

De acordo com a médica, qualquer pessoa corre o risco de desenvolver vitiligo. “Embora ainda não estejam completamente estabelecidas, as causas da doença de pele podem envolver desde a genética, influência hormonal, sendo relacionada em casos de doenças tireoidianas e outras doenças autoimunes”, esclareceu.

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Situações de muito estresse podem causar vitiligo ou agravar as manchas na pele

A Drª Flávia afirma que alterações ou traumas emocionais podem desencadear ou agravar as manchas brancas de vitiligo, mas apenas em pessoas predispostas à doença de pele. Isso acontece por que o nosso sistema nervoso está totalmente relacionado com a pele e qualquer modificação ou estresse pode refletir em um problema, inclusive o aumento das manchas de pele.

A genética pode ser a principal causa do vitiligo?

É verdade! Segundo a profissional, “cerca de 1/3 das pessoas com vitiligo possui histórico familiar da doença e quando não a causa não é genética, a doença de pele se torna muito mais rara”. Por isso, se alguém da sua família tiver o problema, procure um dermatologista para análise e tratamento precoce.

Existe cura para o vitiligo? Como pode ser tratado?

O tratamento pode variar em função de uma série de fatores, como: “Doenças associadas; local e extensão das lesões; velocidade de progressão das manchas na pele; além da disponibilidade do paciente para a terapia. Por isso, precisa ser avaliado cuidadosamente.

Os tratamentos então entre:

- Medicamentos tópicos imunomoduladores e corticoides;
- Fototerapia,
- Medicações sistêmicas
- Alguns tipos de laser;

Além disso, técnicas de transplante de melanócitos têm sido testadas, com chances de êxito em alguns casos. O prognóstico varia muito, por isso, não há um tratamento ideal que funcione para todos os casos.

Ademais dos tratamentos, por causa da perda de melanina o uso de protetor solar de índice elevado é indispensável nas zonas do corpo expostas.

Dermatologista:

Dra. Flávia Addor // CRM: 66293

Dra. Flávia Addor é dermatologista formada pela Santa Casa de São Paulo, com mestrado no Departamento de Dermatologia da Universidade de São Paulo e extensão universitária na Vrije university (Bruxelas). É membro da Academia Americana de Dermatologia e sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, a médica fez parte do corpo docente da Universidade de Santo Amaro em São Paulo.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.