Existem diferentes tipos de manchas que podem aparecer no corpo, porém, entre elas, existe uma característica comum: todas são agravadas com a exposição excessiva ao sol. O DermaClub conversou com a dermatologista Juliana Jordão, de Curitiba, no Paraná, que explicou a diferença entre as marcas, como evitar o surgimento e ainda as opções de tratamento. Confira a entrevista!

Descubra quais são os tipos de manchas que podem se desenvolver na pele

Segundo a médica, a célula responsável pela pigmentação da pele, o melanócito, reage a diversos estímulos e agressões produzindo melanina. Saiba quais são os tipos de mancha que podem ser desenvolvidas:

- Melanoses ou manchas senis: são escuras, arredondadas e surgem com o passar dos anos no corpo devido a exposição prolongada ao sol. “Essas manchas nos mostram o histórico de exposição solar ao longo da vida”, concluiu;

- Efélides ou sardas: manifestam-se na face de crianças ou jovens de pele, geralmente, muito clara após exposição em excesso ao sol;

- Melasmas: normalmente surgem após a gravidez, uso de pílula ou exposição ao sol e acontece com maior probabilidade na região das maçãs do rosto, buço e testa. “Pode aparecer em outros locais, como colo e braços, mas são casos mais raros. Em geral, surgem pela combinação da gestação ou uso de pílula com a exposição solar”, concluiu;

- Manchas de pós-acne: aparecem depois do processo inflamatório da acne. “No início, são manchas avermelhadas que podem se tornar amarronzadas”, acrescentou;

- Ceratose seborreica: são lesões ásperas, escuras ou esbranquiçadas. Podem ocorrer na face, couro cabeludo, membros e tórax. “Muitos pacientes a confundem com verrugas, porém o quadro é benigno e só traz incômodo estético”, disse.

Saiba como evitar que as manchas apareçam

Para a dermatologista, evitar a exposição solar é sempre a melhor alternativa. “O uso correto do filtro solar e de proteções físicas, como chapéu e guarda sol, auxiliam na prevenção de manchas. Devemos lembrar ainda que a exposição ao mormaço também estimula a piora das manchas”, esclareceu, indicando que o ideal é resfriar a pele sempre que o calor for intenso. “Também sugiro as pessoas que vão se expor ao sol ou calor o uso de antioxidantes via oral, como o pycnogenol ou o polypodium leucotomos, pois auxiliam na proteção celular dos efeitos da radiação solar”, acrescentou.

Entenda como é feito o tratamento para minimizar o aspecto visual das manchas

De acordo com a especialista, para disfarçar as marcas no dia a dia a maquiagem e os dermocosméticos com cor são as melhores e mais eficazes alternativas. Já para diminuir de maneira prolongada o aspecto visual do quadro, a médica explicou que podem ser realizados tratamentos domiciliares com o uso de ácidos e cremes clareadores. Que devem ser acompanhados do uso de produtos a base de vitamina C. “Esse tipo de creme potencializa o efeito do filtro solar e auxilia no clareamento”, explicou, acrescentando que alguns procedimentos complementam o tratamento:

- Melanoses ou manchas senis: a primeira opção para o caso é a luz intensa pulsada, pois proporciona ótimos resultados. Também podem ser indicados o laser de CO2, peelings e a crioterapia;

- Efélides ou sardas: além da luz intensa pulsada, também com resultados muito favoráveis, o peeling superficial é uma alternativa;

- Melasma: mais resistente, o quadro possui respostas variáveis aos tratamentos. Atualmente, os tratamentos sugeridos são: peeling superficial, laser Q-switched e microagulhamento.

Não esqueça de procurar um médico da Sociedade Brasileira de Dermatologia para saber qual é a melhor opção de tratamento para o seu caso e tipo de pele. 

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.