Quando percebemos o surgimento de uma mancha na pele, seja ela vermelha, ou escura e amarronzada, sempre é um motivo de preocupação e grande incômodo. Mas afinal, qual é o significado para cada uma dessas marcas? O DermaClub listou os 4 tipos de manchas mais comuns desse sintoma para esclarecer tudo sobre o assunto. Confira!

1. Melasma

O melasma é uma mancha escura, muitas vezes, com tonalidade marrom, que aparece geralmente no rosto e em alguns lugares do corpo - braços, pescoço e colo. Observa-se que o problema ocorre devido ao aumento da atividade de melanócitos (células produtoras de melanina na epiderme) que resulta em um acréscimo no depósito deste pigmento nos queratinócitos (células que formam a epiderme).

De acordo com a médica, o paciente com melasma, normalmente, possui uma certa predisposição para a doença. “Além disso, o surgimento das manchas também está relacionado com o excesso de radiação solar, alterações hormonais da gravidez e de pílulas anticoncepcionais”, esclareceu a dermatologista Gabriella Albuquerque, do Rio de Janeiro. O problema não tem cura, mas muitos estudos apontam que o tratamento com ácido tranexâmico tem refletido em ótimos resultados, clareando as manchas no rosto.

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2. Hiperpigmentação pós-inflamatória

Outro tipo de mancha que aparece na pele é a hiperpigmentação pós-inflamatória. Trata-se do excesso de melanina produzido como resposta à inflamação cutânea depois de uma lesão, como depilação, procedimentos estéticos, queimaduras solares, irritações comuns ou até doenças da pele, como acne e foliculite.

A mancha aparece restritamente no local do trauma e pode acontecer em qualquer idade e indivíduo, no entanto, tende a acometer pacientes de fototipos mais altos - isto é, com a pele mais escura - com maior frequência e gravidade. Quando a mancha é mais superficial, ou seja, na epiderme, terá uma cor marrom ou marrom escuro, e pode levar meses a anos para sumir sem tratamento. Já aquelas mais profundas, que se localizam na derme, costumam ter uma aparência azul-acinzentada e podem se tornar permanentes, caso não sejam tratadas adequadamente.

3. Lentigos solares

Também conhecida como lentigo senil, esta mancha é um distúrbio hiperpigmentar considerado como a marca do dano causado pela exposição solar e o processo de envelhecimento. Ela surge especialmente em áreas que ficam expostas ao sol no dia a dia, como colo e dorso das mãos, já que a exposição à radiação UV resulta no aumento da produção de melanina, podendo levar ao desenvolvimento dessas lesões hiperpigmentadas.

4. Efélides (sardas)

Por fim, não podemos esquecer as efélides, famosas sardas, que acabam por também ser um tipo de manchinhas que aparecem na pele. Um charme especial para alguns e um incômodo para outros, estes “salpicos” no rosto são pequenas manchas pigmentadas, avermelhadas ou marrons claras, que surgem geralmente em indivíduos de pele clara e ruiva, principalmente de fototipos mais baixos.

As sardinhas começam a aparecer aos 2 a 3 anos de idade, aumentando durante a adolescência e, muitas vezes, sumindo parcialmente na maturidade. Elas respondem ao estímulo da luz solar, sendo induzidas ou se tornando visíveis em quem já as tem.

Estudos têm demonstrado que as efélides faciais estão associadas a frequentes queimaduras solares, por isso sendo muito importante o uso de protetor solar com alto fator de proteção, no mínimo FPS 50. Clarear as efélides é um cuidado contínuo, que oferece o desafio da sensibilidade aumentada das peles mais claras. Por isso, a escolha do agente despigmentante deve ser feita com acompanhamento dermatológico.

Se identificou com esses tipos de manchas? Procure um dermatologista que é o profissional que recomendará o melhor tratamento para o seu caso.

Quer saber mais sobre tratamentos e tipos de manchas na pele? Veja o vídeo a seguir:

Dermatologista:

Gabriella Albuquerque/ CRM: 52.71503-4

A Dra. Gabriella Albuquerque, do Rio de Janeiro, é membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Ao longo de sua carreira, a Dra. Gabriella tem capítulos de livros publicados, artigos em revistas dermatológicas e ministra aulas em diversos congressos, cursos e workshops para outros dermatologistas.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

**Esta matéria foi atualizada em 05/10/2018