Quem tem a pele oleosa sabe como é difícil ficar com o rosto maquiado ao longo do dia. O excesso de brilho e a produção demasiada de sebo incomodam e, por isso, é praticamente impossível não retocar o make. Porém, há uma solução: existem produtos à base de zinco que controlam a oleosidade e mantêm a maquiagem por muito mais tempo. O Dermaclub entrevistou a dermatologista Tatiane Curi, de São Paulo, que explicou mais sobre esses dermocosméticos e como eles funcionam. Confira!

A ação do zinco na pele oleosa

O zinco oferece muitas vantagens para a pele com tendência à oleosidade, sendo um de seus principais benefícios auxiliar o equilíbrio da queratinização cutânea. “A queratina, quando produzida em excesso, causa o entupimento e obstrução dos poros, formando comedões (cravos), e, consequentemente, lesões inflamatórias (espinhas)”, esclareceu a médica. O zinco também possui ação anti-inflamatória, prevenindo o surgimento de acne, além de ser um excelente aliado no controle da oleosidade da pele.

O zinco ajuda a manter a maquiagem por mais tempo?

“Dermocosméticos que contêm sulfato de zinco purificam a pele inflamada pela acne e ajudam, de uma maneira prática, a controlar o excesso de oleosidade produzida ao longo do dia. Principalmente as versões em spray”, recomendou. Assim, através dessas ações, o ativo mantém maquiagem por muito mais tempo sem a necessidade da remoção do make. Além disso, a Dra. Tatiane ressaltou que o uso de fotoprotetores com substâncias seborreguladoras também é um complemento para a rotina da pele oleosa.

Como incluir o zinco na rotina de cuidados da pele oleosa

O zinco pode ser incluído de várias maneiras na nossa rotina, tanto pela alimentação, como por meio de produtos de uso tópico, como sabonetes e sprays purificantes, que podem ser levados na bolsa. “Alguns produtos com zinco podem ser usados durante à noite associados a ácidos e vão, além de controlar a oleosidade, tratar lesões mais inflamadas, até mesmo bactérias, melhorando muito a incidência de acne”, afirmou.

Segundo a Dra. Tatiane, “alguns estudos relacionam pacientes com espinhas com uma menor concentração de zinco sérico do que pacientes sem acne, concluindo que a deficiência do mineral também poderia ser um fator que pioraria a incidência dessas lesões”, concluiu.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.