A cicatrização da espinha pode gerar manchas e provocar desconforto. No entanto, a acne tem solução e é possível não só prevenir marcas, como minimizar o aspecto. Pensando nisso, o DermaClub procurou a dermatologista Vanessa Metz, do Rio de Janeiro, que explicou quais são os melhores meios para prevenir e tratar o incômodo. Confira a entrevista e saiba como deixar sua pele mais bonita e saudável!

Entenda por que a pele fica marcada ou apresenta cicatrizes por causa de espinhas

Segundo a médica, as espinhas são inflamações cutâneas e, por essa razão, ativam a produção de melanina. “Juntando o processo inflamatório com a tendência própria do paciente de produzir coloração na pele, o resultado é o que chamamos de pigmentação pós-inflamatória”, explicou, afirmando que as manchas podem ser arroxeadas, vermelhas ou até mesmo marrons, com bastante pigmento.

Em relação às cicatrizes, elas podem ser de dois tipos: atróficas - têm aparência de buraquinho - ou hipertróficas - parecem estar inchadas e sobressaem na pele. “Em alguns casos, uma espinha se junta com outra e formam uma espécie de túnel, caracterizando uma lesão linear”, pontuou.

Descubra como é possível desenvolver essas manchas e cicatrizes por causa de espinhas

De acordo com a Dra. Vanessa, a predisposição do paciente para marcas é grande influenciadora para ambos os casos. “A cicatriz pode acontecer espontaneamente. No entanto, muitas das causas estão ligadas ao estímulo da pessoa, que manipula a inflamação e acaba não deixando a pele se regenerar. ”, esclareceu.

Saiba quais os tratamentos mais indicados para ambos os casos

Segundo Dra. Vanessa, já existem produtos no mercado, como redutores de oleosidade, que possuem em suas fórmulas ativos despigmentantes. “Esses dermocosméticos são usados para combater a acne, e, ao mesmo tempo, possuem fórmula que auxilia na prevenção da mancha. Quando ela já está formada pode ser tratada com peelings ou clareadores, e se está muito pigmentada usamos laser ou luz pulsada”, pontuou.

No caso das cicatrizes existem algumas alternativas para tentar traumatizar a pele como o microagulhamento, dermoabrasão, CO2, laser fracionado, com a intenção de gerar produção de colágeno. “Quando um novo processo é estimulado, de maneira ordenada, faz com que a cicatriz tenha um aspecto melhor. Porém, por mais que a paciente faça a dermoabrasão absoluta - feito no centro cirúrgico - ainda não há uma cicatrização total da pele. São necessárias várias sessões desses tratamentos para conquistar uma melhora significativa”, explicou.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.