O odor na axila, conhecido clinicamente como bromidrose axilar, acomete homens e mulheres, de idades distintas, e pode ser bastante desconfortável. Ao contrário do que muitos pensam, apesar do suor ser normal, o mau cheiro não é bom sinal e caracteriza a proliferação de bactérias na área. Para explicar por que e como o problema acontece, o DermaClub convidou a dermatologista Lilian Akemi Ota, de São Paulo, que indicou o caminho das pedras para se ver livre do problema. Acompanha!

O que é a bromidrose axilar? Descubra como e por que acontece o problema

De acordo com a médica, o mau cheiro, em geral, é causado pela produção exagerada de suor, que resulta na descamação da região acometida. “Assim, aumenta a colonização bacteriana, que é a responsável pelo odor forte. A presença de pelos na área também pode piorar o caso devido à maior aderência bacteriana nas hastes dos fios”, comentou a dermatologista, afirmando que o suor é normal, mas não produz odores. Por isso, é preciso ficar atento para a bromidrose e tratá-la de forma correta.

Como acabar com os odores na axila: Dra. Lilian conta quais são as soluções

Apesar de ter efeito limitado, os desodorantes antitranspirantes são fundamentais no controle do problema. “No entanto, depois que o tempo de ação passa, é possível sentir o odor”, disse. Aliado a este produto, a dermatologista indica outros gestuais que devem fazer parte do ritual de cuidados de quem sofre com a bromidrose axilar. “Utilize água morna no banho, não esfregue as axilas, evite tecidos sintéticos - pois eles não absorvem o suor adequadamente - e mantenha a higiene em dia”, recomendou.

Eliminando a sudorese: saiba como minimizar o suor excessivo na axila

Como a sudorese é a responsável pelo mau cheiro, uma das soluções para eliminar os dois problemas de vez é minimizar a produção de suor. “Quando a pessoa sua muito e isto começa a afetá-la socialmente, muitas vezes levando a um constrangimento social, é necessária a ajuda de um dermatologista. Existem diversos tipos de tratamento, desde um desodorante mais adequado, medicamentos via oral, toxina botulínica, até aparelhos a laser. O dermatologista é o especialista adequado para tratar estes casos”, aconselhou.

Bromidrose em outras partes do corpo

Além da axila, a bromidrose pode estar presente em outro locais que possuam glândulas produtoras de suor. São eles: segmento cefálico - face, orelhas e couro cabeludo -, regiões de dobras ou intertriginosas - como axila, virilha, tórax e sulco interglúteo -, além das áreas palmo plantares, como as mãos e pés. “Para cada região pode-se investir em um tratamento. Por isso, é fundamental a consulta com o dermatologista”, concluiu.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.