Quem já teve coceira na pele, com manchas brancas ou avermelhadas e borda crostosa, provavelmente já foi diagnosticado com micose. A micose é uma doença causada por fungos e pode atingir, além da pele, unhas e o couro cabeludo. Esses fungos se proliferam quando encontram condições como calor, umidade e baixa imunidade e provocam as lesões. Mas você sabia que existem diversos tipos de micoses? A dermatologista Christiane Gonzaga, do Rio de Janeiro, contou para o DermaClub como evitar esse problema. Confira!

Conheça os tipos de micose

Existem vários tipos de micose, mas, de acordo com a médica, três delas são mais comuns. São elas:

Pitiríase Versicolor: Raramente coça e é caracterizada por pequenas manchas brancas - isoladas ou agrupadas - que descamam. Aparece mais comumente nos braços, tronco, pescoço e rosto, com a superfície variando entre tons de branco, rosado ou castanho. A Dra. Christiane ressalta: “A pitiríase versicolor é mais comum em adolescentes e jovens, sendo que pessoas de pele oleosa estão mais suscetíveis a apresentar este tipo de micose.” O tratamento inclui medicamentos tópicos ou orais, mas esse tipo de micose pode reaparecer.

Tinhas: Embora esse tipo de micose seja conhecida como “pé-de-atleta”, ela pode aparecer em qualquer parte do corpo. Em crianças, é bastante comum que surja no couro cabeludo. Nesses casos, “forma-se uma placa com crostas que causam coceira intensa, parecendo que o cabelo foi cortado naquela região”, conta a dermatologista. Essa variação de micose apresenta manchas vermelhas com a superfície escamosa e bordas bem nítidas, além de coçarem.

Onicomicoses: Essa variação é exclusiva das unhas e pode aparecer tanto nos pés quanto nas mãos. Inicialmente, surge uma pequena mancha de cor clara na unha, mas conforme evolui, a cor se altera e a unha pode se tornar mais grossa e frágil. Algumas vezes, ela se descola do dedo, podendo ser dolorosa e voltar a ocorrer mesmo após o tratamento.

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Como evitar o surgimento das micoses?

Algumas formas de prevenir as micoses já são bem conhecidas, como evitar andar descalço em locais públicos - principalmente quando úmidos - como piscinas, banheiros, vestiários e saunas. Não usar objetos de uso pessoal de outras pessoas - como toalhas, sapatos, pentes e chapéus - também ajuda na proteção contra os fungos. Mas a Dra. Christiane complementa: “É importante enxugar-se muito bem após o banho, principalmente entre os dedos e em regiões de dobras como axila, virilha e atrás das orelhas. Prefira meias e roupas íntimas de algodão, pois as fibras sintéticas retêm o suor”. Além disso, é bom evitar manter roupas molhadas por muito tempo e tomar cuidado ao frequentar praias com cachorros e gatos.

O que fazer para tratar as micoses já existentes?

O tratamento para micoses geralmente é feito com medicamentos anti-fúngicos - podendo ser de uso tópico e/ou via oral. Mas a médica lembra que, dependendo do perfil de cada paciente, o tratamento e sua duração podem variar. Por isso, é muito importante procurar um dermatologista aos primeiros sinais de surgimento da micose. Além disso, “evite receitas caseiras que podem piorar ainda mais o problema”, adiciona a Dra. Christiane.

Dermatologista:

Dra. Christiane Gonzaga / CRM: 52646652

Dra. Christiane Gonzaga é especialista em Dermatologia, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. É membro da Sociedade Internacional de Dermatologia, membro da Sociedade Americana de Dermatologia Cosmética e membro da Academia Americana de Dermatologia. A especialista faz constantes atualizações nos mais importantes Congressos Dermatológicos nacionais e internacionais.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.