A micose é uma doença bastante comum que afeta mais de 150 mil pessoas por ano. Causada por fungos, ela pode afetar várias partes do corpo, como o couro cabeludo, mas principalmente aquelas regiões mais escondidas e de dobras, como virilha, axila, pés, e entre os dedos, por conta da umidade local. Você sabe tudo sobre essa doença de pele? Conhece os seus tipos, sintomas, além das melhoras formas de prevenção e tratamento? A fim de esclarecer todos os pontos desse problema, o DermaClub conversou com um time de dermatologistas que tiraram todas as dúvidas de micose. Confira!

1. O que é micose?

1.1. No que consiste a micose?

De acordo com Dra. Christiane Gonzaga, do Rio de Janeiro, a micose é uma doença de pele causada por fungos que consomem a queratina da pele, cabelos e unhas. “Estes microrganismos podem se proliferar quando encontram ambientes com calor, umidade e baixa imunidade, gerando o problema cutâneo”. Para cada tipo de micose existe um sintoma específico, mas, geralmente, eles acabam variando entre o surgimento de manchas brancas ou vermelhas, com bordas evidentes, coceira, formando, muitas vezes, uma crosta sob a lesão.

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1.2. Onde surge a micose?

Segundo a médica, o surgimento desses fungos são mais comuns em áreas de dobras, como axilas, virilhas, entre os dedos das mãos e pés, mas podem se formar em qualquer outra área do corpo.

2. Conheça os tipos de micose:

2.1. Pitiríase Versicolor (pano branco)

Esse tipo de micose aparece mais na região dos braços, tronco, pescoço e rosto. A dermatologista conta que este quadro acontece mais em adolescentes, jovens e pessoas de pele oleosa também são mais suscetíveis. Raramente coça e é caracterizada por suas pequenas manchas brancas descamadas que podem surgir isoladas ou agrupadas.

2.2. Tinhas (tineas)

Este tipo de micose é conhecido como pé-de-atleta por aparecer entre os dedos da região, mas, não se engane, pois ele pode surgir em qualquer parte do corpo, até mesmo no couro cabeludo de crianças.

2.3. Onicomicoses

Essa variação é exclusiva das unhas e pode aparecer tanto nos pés quanto nas mãos. Inicialmente, surge uma pequena mancha de cor clara na unha, mas conforme evolui, a cor se altera e a unha pode se tornar mais grossa e frágil. Algumas vezes, ela se descola do dedo, podendo ser dolorosa e voltar a ocorrer mesmo após o tratamento.

2.4. Candidíase

É causada por um fungo chamado cândida e pode comprometer apenas a pele ou, além do órgão, outras partes do corpo como na boca e unhas. É um fungo que se desenvolve com baixa da imunidade, uso prolongado de antibióticos, diabetes e ambientes de umidade e calor.

3. Quais são os sintomas da micose?

Para cada tipo de micose existe um conjunto específico de sintomas. A Dra. Carolina Zaparoli, de São Paulo, explica esses sinais em cada quadro:

Pitiríase: se manifesta através de manchas brancas, descamativas, que podem surgir agrupadas ou isoladas. Ocasionalmente, podem se apresentar como manchas escuras ou avermelhadas, daí o nome versicolor.

Tineas: caracteriza-se pelo surgimento de manchas vermelhas de superfície escamosa na pele, com bordas bem delimitadas, apresentando pequenas bolhas e crostas. Seu principal sintoma é coceira.

Onicomicoses: geralmente a unha se descola do leito e se torna mais espessa. Pode também haver mudança na coloração e na forma.

Candidíase: dependendo do local, essa micose pode se manifestar de diversas maneiras. “Na boca, podemos notar placas esbranquiçadas na mucosa, que são muito comuns em recém-nascidos, conhecido como sapinho, e lesões fissuradas no canto da boca - chamada de queilite angular - mais vista no idoso; Nas regiões de dobras - como axilas e abaixo das mamas -, encontramos placas vermelhas e fissuras localizadas, já na área genital feminina percebemos uma secreção vaginal esbranquiçada acompanhada de coceira”, apontou.

4. O que causa a micose?

O Dr. Alan Ost, de São Paulo, afirma que por ser uma infecção causada por fungos, a micose é mais frequente em países tropicais, porque o calor e a umidade favorecem o crescimento desses organismos. Além disso, o paciente pode contrair o problema de diversas maneiras:

- Uso de toalhas úmidas;
- Contato com água da chuva;
- Ficar descalço em banheiros públicos e vestiários de clubes.
- Através de piscinas contaminadas.

5. Como prevenir a micose?


Como o melhor remédio para qualquer doença é a prevenção, a Dra. Christiane Gonzaga explica que existem muitas formas de prevenir esses tipos de micose. Essas são algumas que precisamos incluir no nosso dia a dia:

- Evite andar descalço em locais públicos e úmidos como piscinas, banheiros, vestiários e saunas;
- Não use objetos de uso pessoal de outras pessoas, como toalhas, sapatos, pentes e chapéus;
- É importante secar-se muito bem após o banho, principalmente entre os dedos e em regiões de dobras como axila, virilha e atrás das orelhas;
- Prefira meias e roupas íntimas de algodão, pois as fibras sintéticas retêm o suor e causam umidade;
- Evite roupas molhadas no corpo por muito tempo;
- Tome cuidado ao frequentar praias com cachorros e gatos.
- Fique atento com objetos de manicure, como tesouras, lixas e alicates. Tenha certeza que todos estão bem esterilizados ou prefira levar os seus.

6. Como tratar a micose?


Geralmente, o próprio sistema imunológico consegue combater a doença sem causar qualquer sintoma. Mas, como nem sempre é assim, o ideal é investir em um tratamento específico com o dermatologista. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a terapia vai depender do perfil de cada paciente, do tipo de micose e do grau em que ela se encontra. Veja as opções:

Pitiríase versicolor: o tratamento pode ser feito com medicamentos antifúngicos tópicos ou orais.

Tineas: no tratamento das tineas podem ser utilizados antifúngicos locais ou orais.

Candidíase: deve-se sempre considerar os fatores predisponentes, tentando corrigi-los. Antifúngicos tópicos e sistêmicos devem ser empregados sob orientação médica.

Onicomicose: normalmente o tratamento é difícil e muito prolongado, mas pode ser feito com medicamentos locais ou orais.

7. Mitos e verdades sobre a micose

7.1. Micose não é contagiosa.

Mito! A micose é uma doença de pele contagiosa que pode surgir em diversas partes do corpo através da proliferação de fungos. Para prevenir esse problema, o ideal é se proteger em ambientes úmidos, usar roupas de algodão, enxugar bastante o corpo e a cabeça após o banho e não compartilhar objetos de uso pessoal.

7.2. Pano branco é uma micose.

Verdade! Pano branco é o nome popular de uma micose superficial que acontece na pele do corpo, chamada de pitiríase versicolor. Ela é causada por fungos do gênero malassezia, leveduras que habitam no folículo piloso de forma latente sem causar doença. As lesões são caracterizadas por manchas brancas redondas e descamativas, que surgem em regiões mais oleosas do corpo, como rosto, costas e ombros.

7.3. Micose só se pega na praia

Mito! A micose pode ser contraída em qualquer ambiente úmido, propício para a evolução de fungos, como hidromassagem, piscina e até em banheiros comunitários. Por isso, tome cuidados e proteja-se nesses locais fazendo o uso de chinelos.

7.4. Micose pode surgir no couro cabeludo

Verdade! Conhecida como tinea capitis ou tínea, é uma infecção causada por fungos que acontece nos cabelos e, principalmente, no couro cabeludo. A doença se prolifera em ambientes quentes e úmidos e pode causar sintomas como caspa, coceira, fios quebrados, descamações e até a perda de cabelo, refletindo em algumas falhas.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.