Psoríase: você já ouviu falar? O nome pode não ser tão conhecido para alguns, mas essa doença crônica, que causa manchas vermelhas e descamativas pelo corpo, já toma conta da pele de mais de 2 milhões de pessoas a cada ano só aqui no Brasil. Embora os dados do Hospital Israelita Albert Einstein sejam bem esclarecedores, existem muitas dúvidas por trás desse problema que precisam ser respondidas: psoríase tem cura? Existe tratamento? Como podemos evitar a formação das lesões? O DermaClub conversou com seu time de dermatologistas para responder todas as dúvidas sobre o tema.

1. O que é psoríase?

1.1. Como a psoríase surge na pele?

A psoríase não é uma doença que surge na pele “do nada”. Mesmo os especialistas afirmando que sua causa não está totalmente esclarecida, seu aparecimento é relacionado à queda do sistema imunológico e à predisposição genética - ou seja, se alguém da sua família tem o problema, as chances de você desenvolvê-lo são bem grandes.

1.2. Como surgem as lesões da psoríase na pele?

A Dra. Vanessa Metz, do Rio de Janeiro, esclarece que as lesões da doença crônica surgem na pele a partir de um processo de inflação repetitivo e acelerado: “O sistema inflamatório aumenta a velocidade da renovação celular. Se normalmente a pele se renova a cada 10 dias, em pacientes com este quadro o processo se torna tão rápido que a renovação e a descamação não passam despercebidas”, detalhou.

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2. Quais são os tipos da psoríase?

2.1. Psoríase vulgar

É um dos tipos mais comuns de psoríase. Esse quadro é responsável por causar lesões descamadas e de tamanhos bem variados. Essas feridas podem provocar muitos incômodos físicos, como dores, rachaduras e até sangramentos em casos mais graves.

2.2. Psoríase invertida

Essa só atinge regiões do corpo com mais umidade, como axilas, virilha e outros locais de dobra.

2.3. Psoríase gutata

Mais comum em crianças e adultos jovens, esse tipo é caracterizado por pequenas feridas em forma de gota e se desenvolve, geralmente, após uma infecção bacteriana.

2.4. Psoríase eritrodérmica

Lesões características da doença espalhadas por todo o corpo.

2.5. Psoríase ungueal

Esse tipo de psoríase atinge as unhas! Neste caso, a doença altera o formato das unhas, gera descolamento ou surgimento de pequenas depressões.

2.6. Psoríase artropática

Além das feridas características, provoca dores nas articulações do corpo. Em alguns casos, o paciente fica com dificuldades de se locomover.

2.7. Psoríase pustulosa

É o tipo mais raro de psoríase. Que pode causar as lesões de costume pelo corpo inteiro - a única diferença é que essas feridas apresentam pus.

2.8. Psoríase palmo-plantar

Os machucados aparecem como fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés.

2.9. Psoríase do couro cabeludo

Apesar de comum, é facilmente confundida com a dermatite seborreica. Esse tipo de descamação, em geral, é intensa e bastante incômoda por ser, muitas vezes, visível.

3. Conheça os sintomas da psoríase

Os sintomas da psoríase podem variar de paciente para paciente, de acordo com o tipo da doença. Por isso, para descobrir se você tem psoríase antes da consulta com o dermatologista, fique atento a estes sinais no corpo todo (desde o couro cabeludo até as unhas dos pés):

- Manchas vermelhas com escamas secas e esbranquiçadas;
- Manchas brancas ou escuras após as lesões;
- Pele ressecada e rachada, podendo haver sangramento;
- Coceira, queimação e dor;
- Unhas grossas, enrugadas ou até descoladas;
- Presença de inchaço e rigidez nas articulações;
- Feridas com pus.

4. Quais são as causas da psoríase?

Conforme a Dra. Vanessa afirmou, a causa da doença de pele ainda não é muito bem esclarecida, mas segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) acredita-se que possam ser os seguintes motivos:

Herança genética: até 40% dos pacientes com psoríase possuem algum histórico familiar da doença;

Estresse: o problema pode debilitar o sistema imunológico e causar a psoríase;

Mudança climática: nos dias frios a pele fica mais ressecada, o que acaba facilitando o surgimento das lesões;

Maus hábitos: o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo não só aumentam as chances de desenvolver a doença, como também a elevam a sua gravidade quando ela se manifesta.

5. Psoríase tem cura?

5.1. Conheça as formas de tratamento

A Dra. Juliana Jordão, de Curitiba, afirma que por se tratar de uma doença crônica, a psoríase não tem cura, mas pode ser controlada com um tratamento específico para evitar as lesões. Sendo assim, a dermatologista indica alguns cuidados:

Em casos leves: Uso de pomadas com corticosteróide associadas, ou não, ao ácido salicílico, são ideais para as aplicações tópicas.

Use produtos com ativos prebióticos que ajudem no equilíbrio do microbioma e da flora bacteriana boa da pele, prevenindo as lesões e sua piora.

Para os mais resistentes e graves: São indicados tratamentos de fototerapia e medicações injetáveis, respectivamente.

Lesões no couro cabeludo: O uso de shampoos específicos é indicado para tratar as descamações no couro cabeludo. Um produto que proporciona esfoliação capilar é muito recomendado pelos dermatologistas.

Nas unhas: Podem ser aplicados esmaltes à base de clobetasol temporariamente.

6. É possível prevenir a psoríase?

Por ser uma doença crônica, não é possível prevenir a psoríase, mas com alguns cuidados diários o paciente consegue diminuir a progressão ou colaborar para a melhora da doença:

- Use hidratantes diariamente e produtos com ativos calmantes e suavizantes que reduzem a espessura das feridas e potencializam a hidratação;

- Evite o estresse e aposte em hábitos mais relaxantes;

- Aproveite 15 minutos de exposição solar diária nos horários apropriados. Esse hábito é suficiente para usufruir dos benefícios da vitamina D;

- Controle doenças associadas a síndromes metabólicas;

- Não demore muito no banho e nem use água quente, isso só piora a gravidade das lesões;

7. Mitos e verdades sobre a psoríase

7.1. A psoríase pode agravar no inverno.

Verdade! Segundo a Dra. Tatiane Curi, de São Paulo, isso acontece porque as lesões da psoríase tendem a melhorar bastante com a exposição solar moderada em horários apropriados, agindo como um anti-inflamatório para as feridas. No inverno, como os dias ensolarados diminuem, as feridas acabam tendo uma piora.

7.2. Psoríase é uma doença de pele contagiosa

Mito! Muita gente acredita que a psoríase é uma doença contagiosa, mas a Dra. Vanessa Metz nega essa afirmação. “Existe muito preconceito por conta das placas espalhadas pelo corpo e a descamação, por isso algumas pessoas acreditam que é contagiosa, mas não é”, alertou.

7.3. Banhos quentes não são recomendados para quem tem a doença

Verdade! A temperatura da água pode agravar a situação das lesões, o que motiva sinais como coceira, irritação e a descamação das manchas vermelhas no corpo. Prefira tomar banhos frios ou mornos e rápidos durante o inverno.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.