Proteger a pele das radiações solares é uma das máximas da saúde, mas, infelizmente, nem todos se preocupam tanto quanto deveriam. Pelo menos é isso o que aponta o estudo realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) no início de 2016: além do aumento em números absolutos de mortalidade por câncer de pele no país, entre os homens esse índice quase dobrou.

Além disso, uma outra pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde revelou que os homens são mais imprudentes quanto ao uso do protetor solar e apenas 37,2% dos entrevistados têm essa preocupação. Para compreender melhor essa estatística, o DermaClub conversou com a dermatologista Juliana Jordão sobre os principais descuidos praticados. Confira!

Os homens não se preocupam tanto com a proteção solar?

Além de serem menos cuidadosos com o filtro solar, como foi provado pela pesquisa, os homens se expõem com mais frequência ao sol (por lazer ou atividade profissional), e muitos também possuem outras hábitos cancerígenos, como o cigarro. Segundo Dra. Juliana, a falta de informação ou acompanhamento adequado também é um fator chave. “Boa parte dos homens não utiliza filtro solar diariamente e, quando o utiliza, o faz uma vez ao dia e não a cada 2 horas, como o preconizado. Em geral, eles também não têm receio de se expor ao sol em horários não recomendados, como entre 10h e 16h”, explicou.

É preciso mudar os hábitos de cuidados com a pele

A dermatologista recomenda que a aplicação do filtro solar seja feita a cada 2 horas para manter a sua eficácia. Para homens com mais pelos, filtros solares em spray são uma boa opção. Além disso, chapéus e bonés auxiliam na proteção da face e do couro cabeludo. Já para uma proteção ainda mais completa, Dra. Juliana sugere: “O uso de roupas com tecidos específicos para proteção UV são bastante eficazes, inclusive para esportes aquáticos”.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.