Conhecido como um tratamento para rugas, manchas na pele e espinhas, o peeling é um procedimento que ajuda a cuidar das camadas superficiais até as mais profundas da pele. A técnica possui diversos tipos e pode ser feita com uma variedade de ativos, como o ácido glicólico, salicílico e retinóico. Você sabe todos os benefícios dessa limpeza profunda de pele? Conhece os cuidados que devem ser feitos após o procedimento? O DermaClub conversou com alguns dermatologistas, que esclareceram todos as dúvidas sobre peeling.

1. O que é peeling?

O peeling, que vem do termo inglês “descascar”, é um procedimento que tem várias funções na rotina dermatológica. De acordo com a dermatologista Flávia Addor, de São Paulo, “o procedimento promove a descamação e a renovação da derme e, dependendo da substância utilizada, ele terá efeito de maior ou menor profundidade - superficial, médio ou profundo”, esclareceu.

2. Quais tipos de peeling?

Peelings físicos: considerados mais superficiais e possuem um efeito de esfoliação que favorece a renovação da pele e aumenta a penetração de ativos. Pode ser usado de forma isolada ou combinada com peelings químicos. Esta técnica é indicada principalmente para o tratamento de cravos no rosto e estrias corporais. São os peelings de cristal, diamante, ultrassom ou microdermoabrasão.

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Peelings químicos: podem ser muito superficiais, superficiais, médios e profundos, de acordo com a indicação e o objetivo do tratamento. Entre os ativos mais comuns, estão o ácido retinóico, ácido salicílico, tricloroacético, solução de jessner, ácido glicólico, 5-fluoracil e o peeling de fenol. Existem máscaras com efeito de peeling químico que podem ser feitas em casa.

3. Quais os benefícios do peeling?

- Renovar a pele;
- Melhorar a textura;
- Fechar os poros;
- Clarear manchas na pele, como melasma;
- Amenizar lesões de acne, cravos e espinhas;
- Tratar estrias;
- Melhorar a aparência de cicatrizes de acne;
- Controlar o envelhecimento.

5. Em quais partes do corpo podemos fazer peeling?

De acordo com a dermatologista Lilia Guadanhim, de São Paulo, embora esse procedimento seja mais realizado no rosto, o peeling pode ser feito em outras regiões do corpo: “No colo para tratar os sinais de envelhecimento, em áreas com estrias (como nos glúteos), e até para queratose pilar”, explicou. Para que seja feito com segurança e tenha um resultado eficaz, é fundamental avaliar de forma criteriosa a indicação, o tipo mais adequado e a agressividade do procedimento a ser realizado.

6. Como preparar a pele para fazer peeling?

Os cuidados do peeling devem começar antes de iniciar o procedimento. A Drª Juliana Jordão, de Curitiba, diz que no caso de peelings para manchas, indica o uso de cremes clareadores em associação com ácido retinóico para melhores resultados. A profissional também indica fazer sempre uma avaliação junto ao seu dermatologista que recomendará o preparo mais adequado para o seu tipo de pele.

7. Cuidados com a pele após o peeling

1- Após o peeling, é importante usar um filtro solar com FPS alto com amplo espectro, para proteger a pele da radiação solar e da luz visível;

2- Lavar a pele com sabonetes neutros, sem parabenos ou substâncias com perfume, a fim de evitar irritação na área;

3- Usar um fortalecedor concentrado diário para fortalecer a barreira cutânea e ajudar na renovação hidratando a pele ao mesmo tempo.

4- Não puxar ou arrancar a pele que está descamando para evitar cicatrizes;

5- Borrifar água termal para acalmar a pele e evitar a vermelhidão e ardência da região;

6- Fazer compressas geladas de soro fisiológico para prevenir o inchaço;

Não deixe de voltar ao dermatologista após o tempo indicado de retorno para maiores recomendações.

8. Mitos e verdades sobre peeling

8. 1. O peeling não pode ser feito no verão

Mito. Existe uma variedade de tipos e concentrações diferentes de peeling que são recomendados em qualquer época do ano. Alguns deles com ácido salicílico, indicados para tratar oleosidade da pele e acne e podem ser feitos no verão. Porém, é importante frisar o uso do protetor solar após o procedimento para evitar queimaduras e manchas.

8. 2. Grávidas não podem fazer peeling.

Verdade. Não sabemos os riscos que o peeling pode causar neste caso. Por outro lado, as grávidas podem fazer tratamentos anti-oleosidade ou para clarear manchas com máscaras faciais específicas.

8. 3. Quem tem pele negra não pode fazer peeling

Mito. Quem tem pele negra pode fazer peeling sim, mas a concentração e o tipo do ácido devem ser avaliados com antecedência. Além disso, é sempre importante fazer esse procedimento com um dermatologista para evitar manchas, irritação e queimaduras.

Dermatologistas:

Drª. Juliana Jordão // CRM: 23783

Graduada pela Faculdade Evangélica do Paraná e especialista em dermatologia pelo Hospital Universitário Evangélico de Curitiba e em Clinical Fellowship em Laserterapia na Bélgica. É membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica. Atualmente ministrando aulas de Laserterapia e Cosmiatria nos Congressos Brasileiro de Dermatologia, de Cirurgia Dermatológica, Simpósio Anual de Cosmiatria e Laser, entre outros. Além de aplicar treinamento em Fotodermatologia para outros médicos dermatologistas em diversas cidades do Brasil.

Drª. Lilia Guadanhim // CRM: 133850

Formação em Medicina, Residência Médica em Dermatologia e Especialização em Cosmiatria pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo. Possui título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Associação Médica Brasileira, além de ser membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da International Dermoscopy Society. Tem especializações em Cosmiatria - Toxina Botulínica e Preenchimento na França e Dermatoscopia - Oncologia Cutânea na Itália. É médica colaboradora da Unidade de Cosmiatria da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo.

Drª. Flávoa Alvim Sant'Anna Addor // CRM: 66293

Dra. Flávia Addor é dermatologista formada pela Santa Casa de São Paulo, com mestrado no Departamento de Dermatologia da Universidade de São Paulo e extensão universitária na Vrije university (Bruxelas). É membro da Academia Americana de Dermatologia e sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, a médica fez parte do corpo docente da Universidade de Santo Amaro em São Paulo.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.