Em uma consulta com seu dermatologista, o profissional indicou um peeling químico para melhorar a aparência da sua pele e você ficou com um certo receio de realizar o procedimento? Na verdade, trata-se de um tratamento estético muito seguro - quando é feito por um especialista no assunto - que traz muitos benefícios para a sua pele de modo geral, atuando principalmente em problemas como manchas, marcas de acne, rugas, flacidez e luminosidade.

Antes de fazer o peeling químico, é importante conhecer os seus efeitos e saber quais os cuidados a ter após o procedimento. O DermaClub conversou com a dermatologista Carolina Marçon que esclareceu todas as dúvidas sobre o procedimento.

O que é o peeling químico?

De acordo com a médica, o peeling químico consiste na aplicação de substâncias ácidas sobre a pele. Realizados corretamente, é possível controlar o tipo de ação que o peeling promove sobre a pele, podendo ser desde muito superficial e superficial, com uma leve remoção celular com descamação, a um peeling médio e profundo causando até mesmo necrose (morte celular) – para incentivar a renovação da pele.

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A profissional ainda explica que os peelings químicos dependendo do grau, podem afetar a região de diferentes maneiras. “Quanto mais profunda for a ação do produto aplicado, mais aparentes são os resultados, porém, é importante entender que quanto maior a profundidade de penetração do peeling, maiores são os riscos de complicações e desconforto durante o procedimento e no pós-peeling”, atentou.

O peeling químico serve para quê? Conheça os ácidos e ativos mais usados

Dependendo do grau do procedimento, o peeling químico pode servir para clarear manchas, amenizar rugas e cicatrizes de acne. A Drª Carolina explicou a função de cada processo detalhadamente:

Peeling superficial

Esse age na epiderme, que é a camada mais superficial da pele e não apresenta grandes problemas após sua aplicação. Sua indicação é para:

- Rugas muito suaves
- Manchas superficiais da pele
- Acne
- Fotoenvelhecimento leve.

Substâncias usadas: ácido retinóico, ácido glicólico, ácido tricloroacético, ácido salicílico, pasta de resorcina e solução de Jessner.

Peeling médio

Provoca destruição dos tecidos, removendo parcial ou totalmente a epiderme, atingindo o nível da derme papilar. A indicação desse peeling é para:

- Pele fotoenvelhecida;
- Melhora de rugas;
- Sulcos suaves a moderados
- Cicatrizes superficiais
- Queratoses actínicas
- Alguns casos de hiperpigmentação.

Substâncias usadas: ácido glicólico 40 a 70%; ácido tricloroacético 35% + Solução de Jessner, ácido tricloroacético 35% + Ácido glicólico, ácido pirúvico 60 a 90% e fenol 88%.

Peeling profundo

Destrói totalmente a epiderme e atinge até o nível da derme reticular. Apresenta grandes riscos de complicações. A maior indicação desse processo é para:

- Envelhecimento severo da pele
- Cicatrizes profundas de acne

Substâncias usadas: ácido tricloroacético 50% e Fenol (fórmula de Baker).

Cuidados com a pele pós-peeling químico

- Usando cremes cicatrizantes para agilizar a descamação;
- Produtos calmantes para amenizar a sensibilidade da pele
- Bastante água termal;
- Não remover as casquinhas, deixe que caiam naturalmente;
- Aplicar e reaplicar protetor solar mineral FPS alto e com cor todos os dias;
- Evitar o uso de maquiagem durante a cicatrização.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.