Sabe aquela vermelhidão no rosto que aparece no fim do dia ou logo após tomar um drink ou comer algo apimentado? Ela pode ser uma doença chamada rosácea. De acordo com a dermatologista Katleen Conceição, da Clínica Paula Bellotti, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o problema gera lesões inflamadas na cútis, afetando áreas como bochechas, nariz, testa e queixo. Confira abaixo a entrevista com a médica, que revelou quais são os tipos de rosácea e como cuidar da pele que possui a disfunção.

Por que acontece e quem tem tendência à rosácea?

Segundo Dra. Katleen, a doença é crônica e tem causa desconhecida. “Geralmente, se manifesta em pessoas claras, que têm tendência à oleosidade e à sensibilidade, mas pode aparecer em qualquer tipo de pele, sendo ela seca, mista ou normal também”, comentou. Apesar de ser comum em mulheres a partir de 25 anos, a doença também pode acometer homens.

Dra. Katleen revela quais são os tipos e como tratar a rosácea

Engana-se quem pensa que a rosácea é apenas uma vermelhidão leve no rosto. O problema é dividido em cinco tipos, dos mais simples aos complexos e raros: “Existe a rosácea eritemato telangectasia, que causa vermelhidão e vasos aparentes; a pápula pustulosa, com avermelhamento e lesões que parecem espinhas; a fimatosa, que além do rubor ainda promove inflamação na pele, tornando-a mais espessa; a ocular, ocorrendo na região dos olhos; e a granulosa, que desenvolve nódulos castanhos na face”, revelou.

Em relação aos cuidados, tudo depende do estágio. “Podemos tratar apenas com produtos tópicos, como metronidazol 0,75%, medicamentos orais ou com laser para melhorar o aspecto da cútis”, indicou. Vale lembrar que todos os procedimentos e indicações devem ser realizados por um médico dermatologista.

Como prevenir a piora de estágio da rosácea

Mesmo sendo crônica, a rosácea pode ser prevenida para evitar a piora de estágio. Segundo a médica, o paciente deve moderar a alimentação e prestar atenção em hábitos corriqueiros que podem colaborar para agravamento da doença. “Deve-se evitar alimentos muito quentes e picantes, álcool em excesso, temperaturas muito altas, exposição ao sol, estresse e exercícios extenuantes”, apontou Dra. Katleen, que ainda contou uma curiosidade: “Algumas pessoas pioram a condição da pele com a ingestão de chocolate. Por isso, todo cuidado é pouco”.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.