A psoríase é uma doença hereditária, que provoca manchas no corpo, couro cabeludo e lesões nas unhas, acompanhadas por descamação da pele nessas regiões. “Os machucados se tornam incômodos pelo aspecto inestético e pela coceira, que, eventualmente, acompanham”, disse a dermatologista Juliana Jordão, de Curitiba, Paraná, que ainda explica quais são os diferentes tipos, o tratamento da doença e 5 hábitos para controlar e evitar que ela se desenvolva.

Descubra o que é a psoríase e como ela se manifesta

De acordo com a médica, as manifestações da doença têm relação direta com o emocional dos pacientes. “Por isso, é muito comum o surgimento ou piora em períodos de estresse”, explicou, afirmando que a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e determinados medicamentos podem provocar piora.

Saiba quais são os diferentes tipos da doença

Segunda a Dra. Juliana, qualquer região do corpo pode ser afetada, provocando feridas isoladas ou em conjunto:

- Psoríase vulgar: é muito comum e provoca lesões de tamanhos variados, com descamação. Os machucados podem provocar dor e, em casos mais graves, rachaduras e até sangramentos;

- Psoríase invertida: atinge regiões do corpo onde há mais umidade, como axilas e virilha;

- Psoríase gutata: mais comum em crianças e adultos jovens, esse tipo é caracterizado por pequenas feridas em forma de gota e se desenvolve, geralmente, após uma infecção bacteriana;

- Psoríase eritrodérmica: lesões características da doença espalhadas por todo o corpo;

- Psoríase ungueal: atinge as unhas, com alteração de seu formato, descolamento ou surgimento de pequenas depressões;

- Psoríase artropática: além das feridas características, provoca dores nas articulações do corpo;

- Psoríase postulosa: é rara e os machucados apresentam pus;

- Psoríase palmo-plantar: machucados que aparecem como fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés;

- Psoríase do couro cabeludo: apesar de comum, é facilmente confundida com a dermatite seborreica. Esse tipo de descamação, em geral, é intensa e bastante incômoda por ser, muitas vezes, visível.

Entenda como é o tratamento da doença

Para a dermatologista, em casos leves as pomadas com corticosteroide associada, ou não, ao ácido salicílico, são ideais para as aplicações tópicas. Já para os mais resistentes e graves são indicados tratamentos como a fototerapia e medicações injetáveis, respectivamente. “Para lesões no couro cabeludo indicamos shampoos específicos. Nas unhas, podem ser aplicadas esmaltes à base de clobetasol temporariamente”, esclareceu.

Dermatologista ensina 5 hábitos para controlar e evitar que a psoríase se desenvolva

Além cuidados diários com a pele, Dra. Juliana chama atenção para alguns hábitos importantes que devem ser adquiridos:

- O corpo deve estar sempre bem hidratado. Usar hidratantes diariamente, e cremes à base de ureia reduzem a espessura das feridas e potencializam a hidratação;

- Evite o estresse e aposte em hábitos mais relaxantes;

- O sol é um grande aliado: 15 minutos de exposição diária é suficiente para usufruir dos benefícios da vitamina D;

- Controle doenças associadas à síndromes metabólicas;

- Evitar fatores que estimulam a doença é importante para controlar as feridas.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.