O melasma é um tipo de mancha escura que aparece principalmente no rosto. Trata-se de um distúrbio de pigmentação muito comum em grávidas, mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais há muito tempo ou em quem se expõe intensamente ao sol sem proteção - no entanto, é importante sublinhar que, geralmente, quem apresenta o problema já tem uma predisposição ao mesmo. Embora, aparentemente, essas marcas na face sejam muito parecidas umas com as outras, existem tipos diferentes de melasma. Quer conhecer as variações desse problema de pele? O DermaClub entrevistou o dermatologista Gilvan Alves, de Brasília, que esclareceu algumas questões sobre o assunto. Confira!

Melasma: conheça os diferentes tipos da mancha escura na pele

De acordo com o médico, a causa do melasma ainda é desconhecida, mas o que se sabe é:  “Ocorre um aumento da atividade de melanócitos - células que produzem melanina na epiderme - o que reflete em um acréscimo no depósito deste pigmento nos queratinócitos - células que formam a epiderme”, explicou. Sendo assim, podemos classificar o melasma em três tipos:

1) Epidérmico: acontece quando a formação de melanina se instala apenas na epiderme - primeira camada da pele, que tem a função de proteger o corpo das agressões externas;

2) Dérmico: neste caso, o melasma atinge a camada mais profunda da pele - a derme, localizada entre a epiderme e a hipoderme - o que torna as manchas mais difíceis de serem tratadas;

3) Misto: é quando as manchas afetam tanto a camada superficial e profunda da pele.  

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Como podemos evitar o melasma?

Já que é mais difícil controlar os fatores hormonais, a melhor forma de proteger nossa pele das manchas escuras de melasma é evitando a exposição solar sempre que possível. Por isso, invista no uso diário do filtro solar com FPS 30, no mínimo, e em barreiras físicas. Embora seja mais comum em mulheres, o Dr. Gilvan atenta: “O problema também pode surgir em homens, principalmente morenos - já que a cor da pele também é um fator importante no desenvolvimento das manchas. As peles negra e amarela também são mais propensas a desenvolver o distúrbio”, esclareceu.

O tratamento pode ser feito no consultório e em casa

Ao notar o problema, é importante procurar um dermatologista, que vai decidir o melhor tratamento para o seu tipo de melasma. “Os cuidados podem ser feitos no consultório, com peelings clareadores e lasers, porém, precisa continuar em casa com o uso de produtos com ativos clareadores, como ácido retinoico (vitamina A), hidroquinona e vitamina C”, ressaltou o médico. Além desses, outros ativos importantes para a terapia são: niacinamida, LHA e phe-resorcinol.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.