Já parou para pensar se o excesso de procedimentos estéticos pode causar algum efeito colateral na sua pele? Pois bem, muitas pessoas abusam dessas técnicas e muitas vezes acabam modificando demais o rosto, causando deformação ou a falta de expressão facial. Será que a toxina botulínica pode causar todos esses danos? O DermaClub conversou com a dermatologista Tatiane Matos, de Salvador, que esclareceu dúvidas sobre o assunto.

É verdade que a toxina botulínica em excesso pode modificar muito o rosto, causando deformação ou a falta de expressão facial?

De acordo com a médica, é verdade! “A toxina botulínica tem a função de relaxar a musculatura, que quando se contrai acaba ‘amassando’ a pele, fraturando a camada dérmica e ocasionando as rugas. Mas, quando relaxamos demais esses músculos, perdemos também os movimentos que garantem a nossa expressão, deixando o rosto com um aspecto artificial e ‘plastificado’”, esclareceu.

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O que devemos fazer para que isso não aconteça?

Em primeiro lugar, é importante fazer o procedimento com um médico dermatologista ou profissional especialista no assunto. Depois, é importante que o paciente entenda a função da substância, como explica a Drª Tatiane: “Devemos ter em mente que a toxina botulínica é feita para relaxar a musculatura e não para paralisar o rosto. Um pouco de movimento é esteticamente bonito e garante resultados melhores e mais naturais”, garantiu.

De quanto em quanto tempo podemos fazer aplicação de toxina botulínica

A dermatologista diz que costuma indicar a toxina botulínica a cada seis meses, quando o objetivo é evitar as rugas e o envelhecimento da pele. “Entretanto, algumas pessoas não querem nem sonhar em ver aquelas pequenas linhas de expressão. Para estas, indico a aplicação a cada quatro meses”, explicou.

Outros cuidados que devemos ter com a toxina botulínica

Após o procedimento, é importante evitar abaixar a cabeça, realizar atividades físicas ou saunas por um período de, pelo menos, seis horas. Também não se deve injetar toxina botulínica antes de três meses da aplicação, muito menos fazer uma revisão após 30 dias do procedimento, pois nesse período pode haver surgimento de anticorpos contra a toxina e o paciente acaba parando de responder ao tratamento em futuras aplicações.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.