Seja nos dias mais ensolarados ou nublados, a radiação solar está sempre presente e causando diferentes tipos de agressões na nossa pele. Além dos raios UVA e UVB, você já ouviu falar no UVA longo? É uma parte da radiação ultravioleta A, que pode causar diversos problemas, atingindo, até mesmo, a camada mais profunda da pele. A fim de explicar melhor sua ação no corpo e como se proteger dos impactos, o DermaClub entrevistou a dermatologista Carolina Marçon, de São Paulo. Veja só!

Entenda o que são os raios UVA longo e seus efeitos na pele

De acordo com a médica, os raios UVA são divididos em curtos - 320 a 340 nanômetros - e longos - 340 a 400 nanômetros. “30% do seu efeito afeta a pele profundamente e, por isso, é a mais relacionada ao envelhecimento precoce, porque atinge a região em que o colágeno está localizado”, explicou. Ela também faz de forma mais intensa o desencadeamento da cascata de efeitos oxidativos: inflamação, liberação de radicais livres, hiperpigmentação, entre outros.

E ainda age de forma sinérgica com a poluição. “Quando falamos sobre fotopoluição, estamos nos referindo principalmente à radiação UVA. Esta é a principal a ser considerada em ambientes poluídos, pois se torna maior em áreas de constante poluição, como as grandes cidades.”

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Os raios UVA longo agem de forma diferente dos raios UVB

Segundo a Dra. Carolina, “a radiação UVA possui um comprimento de onda mais longo e é constante durante o dia todo. Não sofre grandes variações, além de ser um tipo de radiação com pouca influência dos fatores ambientais”, ressaltou. Então, mesmo nos dias nublados ou os poluentes não bloqueiam seu efeito na pele.

Já os raios UVB agem de forma diferente. Eles possuem variações ao longo do dia - com pico de 10h às 16h - e diminuem bastante em locais de constante poluição. “As partículas dispersoras do ozônio da poluição absorvem os efeitos da radiação ultravioleta B. Portanto, em áreas poluídas quase 50% da radiação se torna absorvida”.

Apesar das diferenças, a radiações UVA e UVB acabam exercendo a mesma ação fotoquímica na pele, desencadeando uma série de alterações, como envelhecimento, manchas, queimaduras e câncer da pele.

Proteja-se dos raios UVA longo usando um protetor solar adequado

Para garantir uma boa proteção, é importante que o filtro solar tenha uma ação de amplo espectro, contra as radiações ultravioleta A e B. “É preciso ficar atenta ao valor do fator proteção solar (FPS) - que protege contra a radiação UVB - e do PPD - que previne a radiação UVA”. Portanto, o FPS deve ser 30, no mínimo, e o PPD igual a 10. Prefira um produto com efeito blur, que ajuda a controlar a oleosidade, evita o toque engordurado e com cor, que, além da radiação UV, protege a pele da luz visível - vinda principalmente de aparelhos eletroeletrônicos, como celulares, notebooks e lâmpadas.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.