PRODUTOS RELACIONADOS
O que você sabe sobre queloide? Trata-se de uma cicatriz volumosa e de tonalidade avermelhada que pode surgir na pele após grandes traumas, como marcas de cirurgia, acne, queimaduras, vacinas, ferimentos ou até após uma tatuagem. Em conversa com o DermaClub, a dermatologista Flávia Addor, de São Paulo, esclareceu algumas formas de tratamento para queloide. Veja só!
O que é queloide?
De acordo com a médica, “queloide é uma resposta alterada da pele no processo de cicatrização. Ela é caracterizada por uma proliferação de tecido cicatricial excessiva - conhecida como fibrótica - muitas vezes sintomática, podendo causar coceira e dor”, explicou. Essa cicatriz se torna mais comum em lugares de maior espessura do corpo - como ombros, costas e mamas. Entretanto, também é muito comum aparecer nas orelhas após a colocação de brincos e piercings.
O queloide pode desenvolver em qualquer pessoa?
A Dra. Flávia afirma que existem pessoas mais predispostas ao problema. “Pacientes negros e orientais possuem maiores chances de desenvolver o problema”. Por outro lado, há situações que podem levar a quadros bem similares ao de queloide, chamados de cicatrizes hipertróficas: “Marcas que surgem em locais de grande tração, por conta de infecções secundárias e rompimento dos pontos”, esclareceu.
é possível prevenir o queloide?
Tendo em vista que os fatores genéticos não podem ser excluídos, as melhores maneiras de prevenir o queloide são o uso de dermocosméticos cicatrizantes e tratamentos que ajudem a modular a resposta da cicatrização da pele: “Como imunomoduladores tópicos ou injetáveis e a betaterapia - um tipo específico de radioterapia”, indicou a dermatologista.
Conheça 5 opções de tratamento para queloide
Depois que o queloide aparece, a escolha do melhor tratamento vai depender de alguns fatores que o dermatologista leva em consideração, como tamanho, local e a origem dessa cicatriz. Sendo assim, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), existem algumas opções de terapia que podem amenizar os sintomas e a evolução da marca:
1) Tratamento com laser: a técnica pode reduzir a altura do queloide e fazer com que a diferença de cor da lesão para o resto da pele fique imperceptível. Entretanto, para que seja eficaz, é importante que o procedimento seja feito em conjunto com outro tratamento, como injeções de corticosteróide ou compressão.
2) Roupas de compressão: elas ajudam a diminuir a vascularização e inibir a evolução do queloide. Essas roupas são indicadas, principalmente, para pacientes com lesões extensas.
3) Crioterapia: procedimento que usa nitrogênio líquido para congelar o queloide de dentro para fora. Funciona melhor em cicatrizes pequenas a fim de reduzir a firmeza e o tamanho da lesão.
4) Radiação: essa opção pode ser realizada de duas maneiras - de forma isolada, para reduzir o tamanho do queloide; ou após a remoção cirúrgica da cicatriz para prevenir o retorno da lesão.
5) Remoção cirúrgica: muitas vezes, essa se torna a única opção de tratamento, mas é importante considerar que pode haver recidiva, ou seja, o reaparecimento da lesão. Os melhores resultados em cirurgia são aqueles que removem parte do queloide e em que as incisões são realizadas não atingindo a pele ao redor da lesão - evitando o surgimento de uma nova cicatriz. Para saber o melhor tratamento para o seu caso, consulte um dermatologista!
*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Publicada em: 28 de Março de 2018
Modificada em: 21 de Junho de 2022
palavra do dermatologista
DRA. FLÁVIA ALVIM SANT'ANNA ADDOR
CRM: 66293
Dra. Flávia Addor é dermatologista formada pela Santa Casa de São Paulo, com mestrado no Departamento de Dermatologia da Universidade de São Paulo e extensão universitária na Vrije university (Bruxelas). É membro da Academia Americana de Dermatologia e sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, a médica fez parte do corpo docente da Universidade de Santo Amaro em São Paulo.palavra do dermatologista



