Você conhece a campanha do Setembro Dourado? Importantíssima, ela dá destaque à conscientização sobre o câncer em bebês, crianças e adolescentes, que é a principal causa de morte por doença de pessoas com até 19 anos, de acordo com o Ministério da Saúde. A pele infantil, que já é mais frágil, pode sentir profundamente os efeitos do tratamento da doença, mas é possível aliviar as consequências, tratando a pele dos pequenos por meio de cuidados e hábitos diários. A dermatologista Carolina Marçon conversou com o DermaClub sobre o assunto. Dá só uma olhada!
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Tratamento do câncer pode causar manchas vermelhas na pele do bebê
Os tipos de tratamento para o câncer infantil são muitos e podem variar conforme a idade do paciente. Eles podem ir da cirurgia invasiva até tratamentos prolongados, como a quimioterapia, a radioterapia e o uso de medicamentos orais. De acordo com a Dra. Carolina, os impactos da doença e do tratamento podem ser sentidos na pele do bebê: “Os bebês que passam por tratamento de câncer podem ter reação aos medicamentos, que são bem fortes”.
As reações na pele costumam seguir um padrão, de acordo com a dermatologista: “é bastante comum acontecer um ressecamento, além de alterações na integridade da barreira da pele, podendo haver irritação, sensibilidade, vermelhidão e coceira”. Também é comum o surgimento de manchas na pele do bebê, derivadas da hipersensibilidade causada pelo tratamento medicamentoso.
O que usar na pele do bebê para amenizar as reações do câncer infantil?
Dra. Carolina enfatiza que, no caso de reações na pele, os responsáveis devem priorizar a hidratação da pele do bebê. “é interessante, nesse caso, que as crianças façam a reestruturação da barreira da pele com ativos hidratantes, como dimeticone, pantenol, ceramidas e niacinamida, que além de recompor a barreira, tem função anti-inflamatória e hidratante. Esses ativos com capacidade de hidratação são muito importantes para as crianças nessa fase”, explica a dermatologista.
Algumas vezes, entretanto, apenas os ativos hidratantes podem não ser suficientes para frear a sensibilidade causada pelo tratamento do câncer infantil. “é claro que reações mais graves, às vezes, necessitam até de intervenção por via oral ou uso de corticoesteroides tópicos, mas em geral essa recuperação da pele e até o uso preventivo desses produtos que restabelecem a microbiota são importantes e necessários”, comenta Dra. Carolina.
Radiodermite na pele de bebê: conheça essa inflamação
Além das reações mais comuns causadas pela quimioterapia e pelas interações medicamentosas, a dermatologista destaca outro problema de pele comum no tratamento do câncer: a radiodermite. “A radiodermite é uma reação inflamatória à radiação característica da radioterapia”, explica Dra. Carolina. Os sintomas do primeiro estágio podem incluir, além da vermelhidão, descamação da pele em pequenos flocos.
A radiodermite pode passar ainda pelo segundo, terceiro e quarto estágios, em que também acontece a abertura de lesão úmida, podendo chegar ao surgimento de úlceras no local. Nos estágios 3 e 4, pode ser necessária a interrupção da radioterapia para prevenir o agravamento do quadro dermatológico.
Nos casos de radiodermite, é possível seguir os mesmos cuidados e procedimentos de uma reação comum. “Essas mesmas substâncias com propriedades hidratantes e calmantes podem ajudar, além do protetor solar, pois a exposição solar potencializa as reações do tratamento de câncer na pele. Em geral, tomar banhos mais mornos, evitar o uso de buchas e esponjas e usar o sabonete infantil sem esfregar, apenas massageando suavemente, são cuidados muito importantes para essa fase”, finaliza.
Dados da Biblioteca Virtual em Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde: https://bvsms.saude.gov.br/23-11-dia-nacional-de-combate-ao-cancer-infantil/
*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.



