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Foto de manchas na pele causadas pela dengue, uma doenca viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Carcinoma basocelular: o que é, causas e tratamentos?

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele. Neste artigo do Dermaclub, exploramos os fatores de risco, sintomas e como prevenir essa doença.
Creation Date: 26 abr 2024
Update Date: 25 out 2024

Você já ouviu falar sobre o carcinoma basocelular? É o tipo mais comum de câncer de pele, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. O Dermaclub irá explorar tudo o que você precisa saber sobre o carcinoma basocelular, desde o que causa até como preveni-lo. Pronto para se tornar um especialista em carcinoma basocelular? Continue lendo!
 


O que é carcinoma basocelular?

O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele. Ele se origina nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele). Embora seja um tipo de câncer, é geralmente menos agressivo e tem menor probabilidade de se espalhar para outras partes do corpo em comparação com outros tipos de câncer de pele.

As lesões do carcinoma basocelular têm características distintas. Geralmente, aparecem como uma mancha ou nódulo brilhante e perolado na pele, muitas vezes com vasos sanguíneos visíveis, algumas das lesões podem ainda parecer escuras ou ter uma aparência semelhante a uma cicatriz. 

Com o tempo, as lesões podem começar a sangrar ou formar uma crosta e embora possam ocorrer em qualquer parte do corpo, são mais comuns em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas e pescoço.


Quais são as causas do carcinoma basocelular?


A radiação ultravioleta representa um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do carcinoma basocelular. Esta radiação pode causar danos ao DNA das células da pele, induzindo um crescimento celular anormal que pode culminar em câncer. Além disso, possuir pele clara, ter um histórico familiar de câncer de pele e estar em uma idade avançada também são fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver esta condição.

A exposição ao sol também pode ser um fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma basocelular em jovens. Embora o carcinoma basocelular seja mais comum em pessoas mais velhas, a exposição ao sol durante a infância e adolescência pode aumentar o risco de desenvolver este tipo de câncer mais tarde na vida. 

Quais são os tipos de carcinoma basocelular?


Existem vários tipos de carcinoma basocelular, cada um com suas próprias características. Por exemplo, o carcinoma basocelular nodular é o tipo mais comum e geralmente aparece como um nódulo brilhante e perolado, já o carcinoma basocelular superficial se apresenta como uma mancha vermelha e escamosa que pode parecer uma erupção cutânea, mas o carcinoma basocelular infiltrativo é menos comum, mas tende a ser mais agressivo e pode se espalhar para os tecidos circundantes.

O diagnóstico do carcinoma basocelular geralmente começa com um exame físico. Se um médico suspeitar de carcinoma basocelular, ele pode realizar uma biópsia, que é atualmente o método mais confiável para diagnosticar o carcinoma basocelular e envolve a remoção de uma pequena amostra de pele para análise em laboratório.

Quais são os estágios do carcinoma basocelular?


Conforme citamos anteriormente, o carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele e, embora possa ocorrer em qualquer parte do corpo, é mais frequentemente encontrado em áreas expostas ao sol, como rosto, pescoço e braços e se desenvolve nas células basais que compõem a camada inferior da epiderme (a camada superior da pele). 

Existem vários subtipos de carcinoma basocelular, incluindo o nodular, superficial, infiltrativo, morfeiforme e esclerodermiforme e seus estágios são determinados pelo tamanho do tumor, sua localização, se ele se espalhou para os linfonodos ou outras partes do corpo, e se é recorrente. 

O estágio 0, também conhecido como carcinoma in situ, é quando as células cancerosas estão presentes apenas na camada mais externa da pele. No estágio I, o tumor tem 2 centímetros ou menos. No estágio II, o tumor tem mais de 2 centímetros. No estágio III, o câncer se espalhou para os tecidos próximos, como cartilagem ou músculo. No estágio IV, o câncer se espalhou para outras partes do corpo.

Embora o carcinoma basocelular possa afetar pessoas de todas as etnias, é mais comum em pessoas de pele clara, especialmente aquelas com histórico de exposição ao sol, assim como pessoas com cabelos claros e olhos azuis ou verdes também têm um risco maior. 

O tempo que leva para o carcinoma basocelular se desenvolver pode variar significativamente de pessoa para pessoa. Alguns carcinomas basocelulares podem crescer lentamente ao longo de muitos anos, enquanto outros podem se desenvolver mais rapidamente, em questão de meses. É importante lembrar que a detecção precoce e o tratamento são fundamentais para um bom prognóstico.


Quais são os sintomas do carcinoma basocelular?


O carcinoma basocelular geralmente se desenvolve em áreas da pele que estão mais frequentemente expostas ao sol, e seus sintomas podem variar dependendo do subtipo e localização do tumor. No entanto, existem alguns sinais comuns a serem observados.

Um dos sintomas mais comuns é uma mancha ou nódulo que é perolado ou ceroso, muitas vezes descrito como parecido com uma pérola. Pode ser branco, claro, rosa, vermelho ou marrom e pode ter vasos sanguíneos visíveis. Outro sintoma comum é uma ferida que não cicatriza, ou uma ferida que cura e depois retorna e costumam sangrar facilmente. 

O carcinoma basocelular também pode se apresentar como uma área plana e escamosa que é mais clara ou mais escura do que a pele ao redor, ou como um nódulo duro e espesso. Além desses sintomas, o carcinoma basocelular também pode causar mudanças na pele circundante, como inflamação, irritação, coceira ou dor. 

No entanto, é importante notar que o carcinoma basocelular é muitas vezes indolor. Se você notar qualquer um desses sintomas, é importante procurar atendimento médico para um diagnóstico adequado. Embora esses sintomas possam ser causados por outras condições de pele, é melhor ser cauteloso e obter uma avaliação profissional, já que a detecção precoce e o tratamento são fundamentais para um bom prognóstico no carcinoma basocelular.


Como tratar o carcinoma basocelular?

O tratamento do carcinoma basocelular depende de vários fatores, incluindo o tamanho e localização do tumor, se ele se espalhou para outras partes do corpo, a saúde geral do paciente e suas preferências pessoais. As opções de tratamento podem incluir cirurgia, radioterapia, terapia fotodinâmica, crioterapia (congelamento do tumor), tratamentos tópicos com medicamentos e, em alguns casos, terapias sistêmicas como quimioterapia ou terapias direcionadas.

A cirurgia é a forma mais comum de tratamento e pode incluir excisão simples (remoção do tumor junto com uma margem de tecido saudável), curetagem e eletrodissecação (raspagem do tumor e uso de eletricidade para matar quaisquer células cancerosas restantes), ou cirurgia de Mohs (um procedimento especializado que remove o tumor em camadas, verificando cada camada sob um microscópio para garantir que todas as células cancerosas foram removidas). A radioterapia pode ser usada quando a cirurgia não é uma opção, e envolve o uso de radiação para matar as células cancerosas.

Após o tratamento, os pacientes devem ter cuidados pós-tratamento adequados para ajudar a prevenir a recorrência do câncer e monitorar quaisquer possíveis efeitos colaterais do tratamento. Isso pode incluir consultas regulares de acompanhamento com o médico, autoexames da pele para verificar novos sinais de câncer, proteção rigorosa contra o sol (incluindo o uso de protetor solar, roupas de proteção e óculos de sol, e evitando o sol durante as horas de pico), e manutenção de um estilo de vida saudável, incluindo alimentação balanceada e exercícios regulares. 

Como prevenir o carcinoma basocelular?


A prevenção do carcinoma basocelular envolve principalmente a proteção contra os raios ultravioleta, que são o principal fator de risco para esse tipo de câncer. Isso inclui usar protetor solar mesmo em dias nublados e vestir roupas de proteção.

O Protetor Solar Corporal Anthelios XL Protect La Roche-Posay oferece alta proteção contra os raios UVA e UVB, ajudando a prevenir queimaduras solares e danos à pele que podem levar ao desenvolvimento desse e outros tipos de câncer de pele. Sua fórmula não oleosa e resistente à água é perfeita para uso diário e adequada para todos os tipos de pele. 

E não se esqueça de proteger também o rosto contra esse tipo de câncer usando o Anthelios Airlicium+ Fluido da La Roche-Posay, que é um protetor solar facial com textura leve e toque seco, desenvolvido especialmente para a pele brasileira. Ele oferece alta proteção contra os raios UVA e UVB e possui controle inteligente da oleosidade e umidade, proporcionando uma sensação de pele limpa e fresca por várias horas. 

E a água termal da La Roche-Posay presente em sua fórmula assegura uma pele macia e sem reações e alergias, graças às suas propriedades suavizantes e antioxidantes. 

Além de evitar pegar um “bronze natural” pelo risco dos raios solares, também é importante evitar o uso de camas de bronzeamento, que emitem raios UV que podem danificar a pele e aumentar o risco de câncer.

Quando o carcinoma basocelular é grave?

O carcinoma basocelular é geralmente considerado menos grave do que outros tipos de câncer de pele, como o melanoma, porque tende a crescer lentamente e raramente se espalha para outras partes do corpo. No entanto, isso não significa que ele não possa ser sério, já que se não for tratado, o carcinoma basocelular pode crescer em tamanho, invadir os tecidos circundantes e causar danos significativos. 

Isso é particularmente preocupante quando o câncer ocorre em áreas sensíveis, como o rosto, onde pode afetar a aparência e a função de características importantes, como olhos e nariz.

Embora seja raro, o carcinoma basocelular pode se espalhar (fazer metástase) para outras partes do corpo. Isso é mais provável de ocorrer com tumores que são grandes ou foram negligenciados por um longo período, ou com certos subtipos agressivos de carcinoma basocelular. Quando isso ocorre, ele pode afetar órgãos vitais e ser potencialmente fatal.

O que acontece se não tratar o carcinoma basocelular?


Se o carcinoma basocelular não for tratado, ele pode crescer lentamente e invadir os tecidos circundantes, causando danos significativos. Embora raramente se espalhe para outras partes do corpo, o carcinoma basocelular pode se tornar bastante extenso localmente, afetando a aparência e a função de características importantes, especialmente quando ocorre no rosto. 

Em casos extremos, o câncer pode invadir os ossos ou outros tecidos profundos, levando a complicações graves, portanto, é essencial procurar atendimento médico ao notar qualquer sinal suspeito na pele e seguir as recomendações de tratamento para prevenir tais consequências.


*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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