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Mulher com olheiras se olhando preocupada no espelho

Olheiras vasculares e pigmentadas: como identificar cada tipo e tratar corretamente

Entenda a diferença entre olheiras vasculares e pigmentadas, como identificar cada tipo e quais tratamentos funcionam para cada caso.
Creation Date: 10 jun 2026
Update Date: 10 jun 2026

Olheira é olheira — ou será que não? Essa é exatamente a questão que motiva este artigo. Aqui no Dermaclub, acompanhamos com frequência a frustração de quem testa produto após produto sem resultado — e na maioria das vezes o problema não está no produto, mas na escolha errada para o tipo certo. Olheiras vasculares e olheiras pigmentadas têm causas distintas, aparência diferente e respondem a abordagens completamente separadas.

Entender o que você está tratando é o passo que muda o resultado. Este artigo explica o que caracteriza cada tipo, como identificá-lo com testes simples em casa e quais opções de cuidado e tratamento fazem sentido para cada caso.

Resumo: Olheiras vasculares têm coloração azulada ou arroxeada, causada pela visibilidade dos vasos sanguíneos pela pele fina do contorno dos olhos. Olheiras pigmentadas são acastanhadas, causadas pelo excesso de melanina. Identificar o tipo é essencial para escolher o tratamento certo — cada um responde a abordagens completamente diferentes.

O que são olheiras?

Olheiras são alterações visuais na região do contorno dos olhos — especificamente na área da pálpebra inferior e sob os olhos — que resultam em um aspecto mais escuro, mais colorido ou mais encovado do que o restante do rosto. Não são uma condição única: o termo abrange ao menos três mecanismos distintos, que podem ocorrer de forma isolada ou combinada.

A região periorbital (o entorno dos olhos) tem características anatômicas únicas que a tornam especialmente suscetível a alterações visuais. A pele nessa área tem apenas 0,5 mm de espessura — contra aproximadamente 2 mm no restante do rosto —, praticamente sem gordura subcutânea e com uma rede densa de pequenos vasos sanguíneos e linfáticos logo abaixo da superfície. Qualquer alteração nesses vasos, qualquer depósito de pigmento na pele ou qualquer perda de volume na região se torna visivelmente mais evidente do que seria em qualquer outra parte do rosto.

Os três tipos principais são:

  • Olheira vascular: coloração azulada, arroxeada ou avermelhada causada pela visibilidade dos vasos sanguíneos
  • Olheira pigmentar: coloração acastanhada ou marrom causada por excesso de melanina na pele
  • Olheira estrutural: aparência encovada ou com sombra causada pela perda de volume da região — mais relacionada ao envelhecimento e à genética do que a pigmento ou vasos

Em poucas palavras:

  • Olheiras não são todas iguais: existem pelo menos três tipos com causas distintas — vascular (vasos sanguíneos visíveis), pigmentar (excesso de melanina) e estrutural (perda de volume e sombra anatômica). O tratamento eficaz começa pela identificação correta.
  • O teste do beliscão ajuda a identificar o tipo em casa: ao beliscar levemente a pele sob o olho, se a coloração clarear, é provavelmente vascular; se permanecer escura, é provavelmente pigmentar.
  • A pele do contorno dos olhos é a mais fina do rosto — com cerca de 0,5 mm de espessura (quatro vezes mais fina que a do restante do rosto), ela permite que vasos sanguíneos e pigmento fiquem mais visíveis do que em qualquer outra área.
  • Olheiras vasculares respondem a ativos que melhoram a microcirculação — como cafeína e vitamina K — e a procedimentos que atuam nos vasos.
  • Olheiras pigmentadas respondem a ativos que regulam a produção de melanina — como niacinamida, ácido tranexâmico e ácido kójico — em uso consistente ao longo de semanas.
  • Os dois tipos podem coexistir: é comum ter componentes vasculares e pigmentares na mesma pessoa — o que exige uma abordagem combinada.
O que é olheira vascular?
Olheira vascular é a coloração azulada, arroxeada ou avermelhada sob os olhos causada pela visibilidade dos vasos sanguíneos através da pele fina do contorno dos olhos. É agravada por fatores que aumentam o volume ou a visibilidade desses vasos, como privação de sono, alergias, retenção de líquidos e genética.

Olheiras vasculares: causas, como identificar e tratar

A olheira vascular é, em muitos casos, a mais sensível às variações do dia a dia — aquela que piora nitidamente quando você dorme mal, está com alergia ou passa por um período de estresse intenso. Isso acontece porque sua origem está nos vasos sanguíneos e linfáticos do contorno dos olhos: quando esses vasos estão mais dilatados ou quando o fluxo linfático está mais lento, o volume de sangue na região aumenta, a pele fina não consegue "esconder" e o resultado é aquela tonalidade arroxeada ou azulada que todos conhecem.

O que causa e agrava a olheira vascular:

  • Privação de sono: durante o sono, a microcirculação (o fluxo de sangue nos pequenos vasos) se normaliza e o excesso de líquido é drenado. Sem descanso suficiente, os vasos ficam mais dilatados e a linfa (o líquido que circula pelo sistema linfático e ajuda a eliminar o excesso de água dos tecidos) se acumula na região
  • Alergias: a coceira nos olhos leva ao hábito de esfregar a área, o que traumatiza os pequenos vasos, aumenta a permeabilidade vascular e intensifica o aspecto escuro — além de poder provocar hiperpigmentação secundária com o tempo
  • Genética: a espessura da pele e a densidade dos vasos na região são em grande parte determinadas geneticamente
  • Consumo de álcool e tabagismo: o álcool dilata os vasos periféricos; o tabagismo compromete a oxigenação do sangue, tornando-o mais escuro e mais visível
  • Retenção de líquidos: alimentação com excesso de sódio, ciclo menstrual e predisposição individual podem causar acúmulo de líquido na região periorbital

Como identificar a olheira vascular: A coloração tende ao azulado, arroxeado ou avermelhado — diferente do marrom das olheiras pigmentares. Para confirmar, existe o teste do beliscão: com o dedo indicador, belisque levemente a pele sob o olho. Se a coloração clarear ou sumir durante o aperto (indicando que o pigmento é, na verdade, o sangue nos vasos sendo momentaneamente deslocado), a olheira tem componente vascular predominante. Ao soltar, a coloração volta. Outro sinal: a olheira vascular costuma piorar quando você está deitado (o sangue se acumula mais) e melhorar ao longo do dia com a posição vertical.


Como tratar a olheira vascular:

  • Cafeína tópica: vasoconstritora (que estreita os vasos sanguíneos), a cafeína reduz temporariamente o volume de sangue visível na área, diminuindo a coloração. Presente em muitos produtos para contorno dos olhos
  • Vitamina K tópica: pode auxiliar na redução da aparência de vasos e na melhora da microcirculação local
  • Drenagem linfática e massagem leve: ajudam a mobilizar o líquido acumulado na região. Podem ser feitas com os dedos ou com acessórios de massagem facial (como rolinho de quartzo ou inox gelado)
  • Compressas frias: o frio é vasoconstritor imediato — colher fria, compressa de gelo envolto em tecido ou produto refrigerado aplicado suavemente na região reduz visualmente a olheira por algumas horas
  • Abordagem dos fatores agravantes: qualidade do sono, controle de alergias, redução de sódio na alimentação e hidratação adequada têm impacto real na olheira vascular ao longo do tempo
  • Procedimentos: laser vascular (como o Nd:YAG ou o laser de corante pulsado), radiofrequência e preenchimento com ácido hialurônico (para casos em que há perda de volume associada) são as principais opções clínicas — sempre com avaliação dermatológica

Olheiras pigmentadas: causas, como identificar e tratar

A olheira pigmentar é menos dependente do dia a dia — ela não melhora tanto depois de uma boa noite de sono como a vascular. Isso porque sua causa é o excesso de melanina depositado diretamente na pele da região periorbital, como acontece com manchas em outras partes do rosto. É um problema de pigmentação localizada, não de circulação.

O que causa e agrava a olheira pigmentar:

  • Predisposição genética e fototipo: olheiras pigmentares são mais comuns em fototipos intermediários a escuros (peles morenas a negras), que têm melanócitos mais ativos e reativos
  • Exposição solar sem proteção: a radiação ultravioleta estimula os melanócitos na área ao redor dos olhos da mesma forma que no restante do rosto, contribuindo para o aumento da pigmentação
  • Atrito repetido: esfregar os olhos frequentemente — por hábito, alergia ou remoção de maquiagem de forma agressiva — traumatiza a pele e desencadeia hiperpigmentação pós-inflamatória (o aumento de melanina como resposta à inflamação repetida)
  • Hiperpigmentação periorbital genética: a pigmentação em excesso ao redor dos olhos pode ser simplesmente hereditária, sem fator externo dominante

Como identificar a olheira pigmentar: A coloração tende ao marrom, bege escuro ou acastanhado — visivelmente diferente do azulado ou arroxeado da olheira vascular. No teste do beliscão, a coloração não se altera significativamente ao apertar a pele, porque o pigmento está depositado nas células e não desaparece com a pressão. Outro teste útil: observe a olheira sob luz natural e depois sob luz ambiente artificial. A olheira pigmentar tende a ser mais visível e consistente independentemente da luminosidade; a vascular pode variar mais conforme o ângulo e a intensidade da luz.


Como tratar a olheira pigmentar: O tratamento da olheira pigmentar segue os mesmos princípios dos tratamentos de hiperpigmentação no restante do rosto — com a ressalva de que a área periorbital exige produtos formulados especificamente para tolerar a proximidade com os olhos, com maior cuidado com concentrações e ingredientes potencialmente irritantes.


Os ativos com maior evidência para pigmentação localizada incluem:

  • Niacinamida: inibe a transferência de melanina dos melanócitos (as células que produzem o pigmento) para as células superficiais da pele
  • Ácido tranexâmico: reduz a sinalização que estimula a produção de melanina e diminui a recorrência da pigmentação
  • Ácido kójico: inibe a tirosinase (a enzima que converte aminoácidos em melanina), atuando na fonte da produção
  • Vitamina C: antioxidante e inibidor da tirosinase, contribui para o clareamento progressivo de manchas pigmentares
  • Retinóides: aceleram a renovação celular, substituindo as células com excesso de melanina por células novas

Para olheiras pigmentadas com manchas consolidadas e resistentes, o Discoloration Defense da SkinCeuticals pode ser uma opção interessante. A fórmula combina 3% de ácido tranexâmico, 1% de ácido kójico, 5% de niacinamida e 5% de HEPES — um esfoliante suave que ativa enzimas naturais da pele para renovação gradual. Essa combinação atua em múltiplos pontos da via de pigmentação ao mesmo tempo, sendo formulada especificamente para manchas resistentes e discromias pós-inflamatórias.

Para quem lida com olheiras de origem pigmentada, estruturar a rotina com produtos que atuem diretamente na regulação do pigmento pode ser uma estratégia complementar ao tratamento indicado pelo dermatologista.

Na etapa de limpeza, o Gel de Limpeza Mela B3 Antimanchas da La Roche-Posay pode fazer parte dessa rotina: a fórmula combina o ativo patenteado Melasyl™ — que intercepta o excesso de melanina antes que ele se deposite na pele —, niacinamida e 1% de PHA (ácido poli-hidroxílico, uma versão de ácido esfoliante com menor potencial irritante que os AHAs tradicionais). Em 8 semanas, reduz em 36% a aparência das manchas visíveis e contribui para prevenir o surgimento de novas. Indicado para todos os tipos de pele, inclusive sensível.

Como etapa de tratamento, o Mela B3 Sérum da La Roche-Posay combina Melasyl™ com 10% de niacinamida, atuando de forma dupla: reduz a pigmentação existente e inibe a formação de nova. Para quem busca uma ação mais intensa, o Mela B3 Double Dose da La Roche-Posay pode complementar o cuidado: além de Melasyl™ e 10% de niacinamida, a fórmula inclui Proxylane, ativo que contribui para a firmeza e a elasticidade da pele — especialmente relevante para a região periorbital, onde a pele é mais fina. Em estudo clínico, o produto reduziu em 85% a aparência das manchas em 8 semanas; 98% dos participantes perceberam manchas menores e menos visíveis já nas primeiras 2 semanas de uso. Tanto o Sérum quanto o Double Dose são produtos para o rosto e devem ser aplicados com cuidado no contorno dos olhos, evitando o contato direto com a mucosa ocular.


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Como saber se o tratamento está funcionando?
Para a olheira vascular, os primeiros resultados de manejo dos fatores agravantes (sono, hidratação, controle de alergias) costumam ser percebidos em dias a semanas — especialmente a redução do aspecto de "cansaço". Para produtos com cafeína ou difusores ópticos, o efeito é mais imediato e cosmético. Para a olheira pigmentar, o tratamento com ativos clareadores demanda consistência: as primeiras mudanças de intensidade de cor costumam aparecer entre 4 e 8 semanas de uso regular, com resultados mais expressivos após 3 a 6 meses.

É possível ter olheiras vasculares e pigmentadas ao mesmo tempo?

Sim — e é mais comum do que parece. A maioria das pessoas com olheiras significativas tem dois ou até três componentes coexistindo: vascular, pigmentar e estrutural. O componente predominante varia de pessoa para pessoa e influencia qual abordagem será mais eficaz.

Um exemplo frequente: quem tem predisposição genética para pele fina na área periorbital (favorecendo o componente vascular) e ao mesmo tempo tem o hábito de coçar os olhos por alergia (que gera hiperpigmentação pós-inflamatória) pode ter uma olheira com tonalidade mista — azulada em algumas condições de luz e acastanhada em outras. Nesses casos, a abordagem precisa contemplar as duas frentes: melhorar a microcirculação e regular a produção de melanina.

A dificuldade de identificar a olheira mista é justamente o que leva muitas pessoas a usar apenas um tipo de produto e ter resultado parcial — o que parece "funcionar pouco" mas na verdade está funcionando só para metade do problema. Quando há dúvida sobre a composição das olheiras, a avaliação com um dermatologista é o caminho mais direto para um protocolo realmente direcionado.

Como identificar se minha olheira é vascular, pigmentar ou mista? Observe a coloração: azulada ou arroxeada indica componente vascular; acastanhada indica componente pigmentar. Faça o teste do beliscão: ao apertar levemente a pele sob o olho, se clarear, é vascular; se permanecer escura, é pigmentar. Olheiras que pioram muito com o cansaço tendem a ter mais componente vascular; as estáveis ao longo do dia sugerem mais componente pigmentar.

Erros mais comuns no cuidado com olheiras:

  • Usar o mesmo produto para todos os tipos: corretivo cosmético e produto clareador pigmentar não tratam a olheira vascular — e vice-versa. Identificar o tipo antes de escolher o produto é o que define o resultado.
  • Esfregar os olhos repetidamente: especialmente em quem tem olheira vascular por alergia, o atrito repetido traumatiza os vasos e pode adicionar um componente pigmentar secundário com o tempo. Trate a alergia e evite o atrito.
  • Aplicar produtos para o rosto no contorno dos olhos sem verificar a indicação: o contorno dos olhos exige produtos com tolerabilidade específica para essa área — formulações mais concentradas ou com ácidos em alta porcentagem podem causar irritação intensa na pele fina da região.
  • Esperar resultados rápidos da olheira pigmentar: o clareamento de pigmentação consolidada leva meses de uso consistente. Abandonar o produto após algumas semanas não permite avaliar sua eficácia real.
  • Ignorar os fatores agravantes: dormir mal, não tratar alergias, consumir muito sódio e não usar protetor solar são fatores que continuamente alimentam a olheira. Nenhum produto sozinho compensa a ausência desses cuidados básicos.

Quando procurar um dermatologista

O cuidado com olheiras pode avançar muito com produtos cosméticos adequados e ajustes de hábitos — mas há situações em que a avaliação profissional é o caminho mais direto para um resultado real.

  • Quando a identificação do tipo não é clara: olheiras mistas ou com coloração atípica (muito escura, com tons múltiplos ou assimétrica) se beneficiam do diagnóstico preciso pelo dermatologista — que pode usar dermatoscopia e outras ferramentas para identificar os componentes.
  • Quando os cosméticos não produzem resultado após 3 a 4 meses de uso consistente: pode ser que o protocolo precise ser ajustado ou que o caso exija uma intervenção mais intensa.
  • Quando há interesse em procedimentos: laser vascular, radiofrequência, preenchimento com ácido hialurônico, peelings e microagulhamento são opções clínicas para olheiras vasculares, pigmentares e estruturais — cada uma com indicação específica que o dermatologista avalia individualmente.
  • Quando a olheira piora de forma rápida e sem explicação: mudança abrupta na aparência do contorno dos olhos, especialmente com inchaço persistente ou assimetria marcada, merece avaliação para descartar causas sistêmicas.

Perguntas frequentes sobre olheiras

Olheiras têm tratamento definitivo? Depende do tipo e da causa. Olheiras com forte componente genético — tanto vasculares por pele muito fina quanto pigmentares hereditárias — tendem a ser crônicas e a exigir manejo contínuo. Procedimentos como laser e preenchimento podem oferecer resultados mais duradouros, mas raramente são "definitivos". O que a maioria das pessoas consegue com tratamento adequado é uma melhora significativa e sustentável, não uma eliminação permanente.

Protetor solar ajuda a prevenir olheiras pigmentares? Sim. A radiação ultravioleta estimula os melanócitos ao redor dos olhos da mesma forma que no restante do rosto. O uso de protetor solar diário — com FPS 30 ou mais — ajuda a prevenir a piora da olheira pigmentar e é uma parte essencial de qualquer protocolo de tratamento. Óculos de sol com proteção ultravioleta complementam essa proteção.

Posso usar o Discoloration Defense no contorno dos olhos? O Discoloration Defense é um sérum facial — e, como qualquer produto formulado para o rosto, deve ser usado com cautela na proximidade dos olhos. Evite a aplicação muito perto da linha das pálpebras e do contato direto com a mucosa ocular. Para a área do contorno dos olhos, produtos formulados especificamente para essa região são a opção mais segura, pois são desenvolvidos com a tolerabilidade dessa pele fina em mente.

Dormir mal realmente piora as olheiras? Sim — especialmente as vasculares. Durante o sono, o organismo realiza a drenagem do excesso de líquido dos tecidos e normaliza a microcirculação. Sem descanso adequado, os vasos do contorno dos olhos ficam mais dilatados e o líquido acumulado cria o aspecto inchado e escurecido. A privação de sono tem efeito direto e visível na olheira vascular — mas pouco impacto sobre a olheira pigmentar, que é determinada por melanina na pele.


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