ENTREVISTA COM DRA. LUCIANA KALACHE, MEMBRO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
O peeling químico é um dos tratamentos mais indicados para quem tem manchas na pele, espinhas, poros aparentes e excesso de oleosidade. O procedimento pode ser feito com vários ativos e um deles é o ácido salicílico. Você conhece essa substância? Sabe quais são seus benefícios para a pele? O DermaClub, a fim de esclarecer essas e outras dúvidas sobre o procedimento, entrevistou a dermatologista Luciana Kalache, de Curitiba, que revelou tudo sobre essa “limpeza de pele” profunda.
O que é o ácido salicílico?
O ácido salicílico é um beta hidroxiácido, que possui propriedade queratolítica, característica que ajuda a desobstruir os poros, acabar com os cravos, além de ter ação seborreguladora e antiinflamatória, controlando e tratando lesões de espinhas.
Benefícios do peeling químico com ácido salicílico para a pele
O ácido salicílico pode ser usado de duas maneiras: “Em menor concentração através de dermocosméticos ou em maiores quantidades nos procedimentos estéticos, como o peeling químico”. Os principais benefícios que esse procedimento proporciona à pele são:
- Controle de oleosidade;
- Moderação da formação de cravos e espinhas;
- Melhora da textura da pele.
Como esse procedimento é feito? Ele pode ser repetido quantas vezes?
A Drª Luciana Kalache explica que esse procedimento deve ser realizado em um consultório com um dermatologista especializado: “Primeiro, precisamos preparar a região antes de começar o peeling para que o procedimento responda de maneira uniforme, a recuperação seja mais rápida e o resultado efetivo”, garantiu. Em seguida, o profissional aplica o ácido.
O peeling químico pode ser repetido de acordo com a necessidade de cada paciente. “O tratamento é feito em uma única sessão ou dividido em várias que deve ser determinada pelas características da pele da pessoa”, esclareceu.
Quais cuidados devemos tomar após o peeling?
Após fazer o peeling químico de ácido salicílico acontece uma descamação da pele. “Um tipo de renovação controlada, que o paciente precisa cuidar e não arrancar as casquinhas. Quando essa pele morta é removida de uma maneira traumática acaba causando ardência, marcas, cicatrizes e manchas”, atentou a profissional. Deve-se também:
- Aplicar o filtro solar todos os dias e repassar o produto a cada duas ou três horas;
- Usar dermocosméticos para a pele sensibilizada pós-peeling com ativos calmantes, como a água termal;
- Apostar em hidratantes leves para não aumentar a oleosidade da pele.
*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Publicada em: 09 de Novembro de 2018
Modificada em: 26 de Julho de 2021
palavra do dermatologista
DRA. LUCIANA KALACHE
CRM: PR025411
Médica formada pela Universidade Federal do Paraná, realizou residência de Clínica Médica no Hospital de Clínicas da UFPR e especialização em Dermatologia pelo Serviço de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. É membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, participa de vários congressos anualmente, além de ministrar aulas em eventos de importância nacional e estadual. Atua na área de dermatologia clínica e cirúrgica, atendendo crianças e adultos no tratamento dermatológico médico e estético.palavra do dermatologista



