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A rosácea é muito conhecida por promover vermelhidão e sensação de ardência em áreas como as maçãs do rosto. A doença pode acometer qualquer pessoa e tem diferentes tipos de manifestação.
A sensação de que o rosto está pegando fogo e as bochechas “coradas” são reações típicas de uma doença de pele crônica chamada rosácea. Muito conhecida por provocar vermelhidão e ardência em áreas como as maçãs do rosto, a rosácea é mais comum do que se imagina e, apesar de ser uma condição difícil de ser eliminada por completo, é possível controlá-la. Para entender um pouco mais sobre os diferentes tipos de manifestação da doença, o DermaClub bateu um papo com a dermatologista Juliana Jordão, que explica para você a diferença entre os tipos de rosácea e seus possíveis tratamentos. Confira!
Dermatologista explica o que é a rosácea
Segundo a médica, a rosácea trata-se de uma alteração da contração e dilatação dos vasos da face: “Ao invés de eles contraírem no frio e dilatarem no calor, por exemplo, eles permanecem dilatados durante todo o tempo”. Logo, é isso que deixa a pele com um aspecto mais rosado, podendo levar também ao surgimento de vasos visíveis em alguns casos. é uma doença que pode afetar principalmente bochechas, nariz, testa e queixo e que pode atingir qualquer pessoa, com qualquer característica de pele.
Mas é preciso ter alguns cuidados, hein? Isso porque, de acordo com a especialista, a pele se torna sensível a alguns cosméticos. Além disso, alimentos como a pimenta e o álcool podem piorar a vermelhidão do rosto.
Descubra quais os tipos de rosácea e como tratá-los
A rosácea é uma doença crônica e pode ser de quatro tipos diferentes. Confira as características de cada uma e como tratá-las a seguir:
- Eritemato telangectasia: é a mais comum, que faz com que a pele fique vermelha e com vasos finos aparentes, além da sensação de ardência. Pode ser tratada com remédios tópicos anti-inflamatórios ou tratamentos a laser;
- Pápula pustular: tem como característica, além da vermelhidão, o surgimento de lesões pápulo-pustulosas, semelhantes à acne. Para o tratamento, é comum que sejam utilizados antibióticos via oral ou até a isotretinoína para redução das lesões.
- Fimatosa: a inflamação causada por esse tipo de rosácea torna a pele mais espessa e vermelha, provocando também um comprometimento estético da face e ao redor. O nariz normalmente é afetado, e em alguns casos pode até dobrar de tamanho. Além dos tratamentos já citados anteriormente, em alguns casos, intervenções cirúrgicas podem ser necessárias para redução da espessura das lesões.
- Ocular: acomete a região dos olhos, mais especificamente próximo aos cílios, gerando descamação e vermelhidão. Também pode provocar eventual irritação na região branca dos olhos, chamada esclera. O ideal é que o paciente evite produtos e maquiagens que irritem os olhos. Já o tratamento deve ser feito através de medicações específicas prescritas pelo oftalmologista e dermatologista.
Além disso, a dermatologista também destaca algumas orientações gerais sobre a doença:
“Evitar álcool ou alimentos que possam piorar o quadro, tomar cuidado temperaturas extremas (muito baixas ou muito elevadas), evitar cremes que sensibilizam a pele (como ácidos), usar e abusar de água termal para acalmar a pele”.
*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Publicada em: 12 de Fevereiro de 2016
Modificada em: 28 de Julho de 2021
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