Manchas brancas, na sua maioria simétricas, que podem aparecer em qualquer parte do corpo configuram o principal sintoma do vitiligo - uma doença de pele crônica e autoimune que, normalmente, acontece em pessoas com predisposição genética e pode ser deflagrada através de problemas emocionais, como o estresse. Embora seja muito comum na pele, será que é possível o problema também surgir no cabelo? Para esclarecer o assunto o DermaClub entrevistou a dermatologista Lilia Guadanhim, de São Paulo. Confira!
Como surge o vitiligo na pele?
De acordo com a médica, acontece uma quebra do chamado privilégio imunológico: “As células de defesa do paciente não reconhecem e atacam os melanócitos (células responsáveis pela pigmentação da pele), o que acaba levando à perda de cor”, explicou. A doença que se caracteriza através de manchas brancas, geralmente simétricas, pode acometer qualquer parte do corpo - desde as mais restritas ou extensas.
O vitiligo também pode surgir no cabelo?
A Dra. Lilia afirma que o vitiligo pode, sim, se manifestar no couro cabeludo e cabelo, sendo nesta região chamado de Poliose. “O quadro é bem similar com o da pele, nota-se uma área bem delimitada de fios brancos e sem pigmento. A grande maioria dos casos são assintomáticos, mas raramente pode haver coceira, sensibilidade ou dor na área afetada”, revela.
Quais são as opções de tratamento para a doença nessa região?
A dermatologista indica as melhores terapias para o caso: “Em geral, para quadros restritos ao couro cabeludo, o tratamento é feito com cremes ou soluções tópicas. Já nos casos mais extensos e que acometem outras áreas do corpo podem ser tratados com fototerapia e medicações orais”, advertiu. Lembre-se que a estratégia de tratamento deve ser definida sempre pelo dermatologista, em conjunto com o paciente!
*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
palavra do dermatologista
DRA. LILIA GUADANHIM
CRM: 133850
Formação em Medicina, Residência Médica em Dermatologia e Especialização em Cosmiatria pela Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo. Possui título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e Associação Médica Brasileira, além de ser membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da International Dermoscopy Society. Tem especializações em Cosmiatria - Toxina Botulínica e Preenchimento na França e Dermatoscopia - Oncologia Cutânea na Itália. É médica colaboradora da Unidade de Cosmiatria da Escola Paulista de Medicina - Universidade Federal de São Paulo.palavra do dermatologista



