Ninguém gosta de ter uma espinha, principalmente se ela for interna e estiver inflamada. Além da aparência ser diferente de uma lesão comum, em forma de cisto, ela também precisa de alguns cuidados específicos. Como devemos cuidar dessa lesão de acne?
O Dermaclub conversou com a dermatologista Carolina Marçon que indicou todos os métodos para tratar a espinha interna e porque não se deve manipular a lesão. Veja só!
O que é uma espinha interna e inflamada?
A espinha interna se forma pelo acúmulo de secreção na glândula sebácea, localizada em uma região mais profunda da pele, associada a um processo inflamatório, formando, assim, um nódulo doloroso e bem inflamado. A diferença da espinha interna para uma espinha comum é que ela não tem contato com a parte superficial da pele.
A dermatologista explica melhor: “A glândula sebácea fica obstruída, ocorre também o acúmulo da secreção de sebo e a proliferação de bactérias dentro da glândula - isso vai levar ao acionamento do sistema imunológico, que vai desencadear o processo inflamatório”. Tudo isso fica retido dentro da pele, porque não tem como o acúmulo de secreção sair.
Quais são os cuidados para se ter com uma espinha interna?
Para tratar uma espinha interna, é importante consultar um dermatologista. Ele vai receitar antibióticos e anti-inflamatórios via oral, além de produtos de skincare para o tratamento da acne. A médica dá uma dica que pode ser reproduzida em casa: “Também pode ser feita uma compressa de água quente na lesão para ajudar na drenagem da secreção”.
Por que não se deve espremer uma espinha interna?
Não se pode espremer a espinha interna em hipótese alguma! De acordo com a Drª Carolina, a espinha interna tem um processo de resolução natural.
“Ocorre a formação da acne e depois de alguns dias vem a saída da secreção. O próprio sistema imunológico resolve o problema, mesmo que demore um pouco”. Quando você manipula uma espinha interna pode acontecer de tudo, menos a melhora da espinha.
Entre os problemas, a dermatologista cita:
- Agrava o processo inflamatório;
- Aumenta a proliferação de bactérias;
- Pode deixar manchas de acne;
- Pode formar uma cicatriz de acne profunda;
Por que as espinhas internas tendem a ser mais difíceis de tratar?
O tratamento com o ácido salicílico deve ser acompanhado por um dermatologista para entender quais são as As espinhas internas, também conhecidas como espinhas císticas ou nódulos de acne, são mais difíceis de tratar devido à sua profundidade e características específicas.
As espinhas internas se formam abaixo da superfície da pele, onde a inflamação ocorre profundamente nos poros, muitas vezes perto das glândulas sebáceas. Isso torna mais difícil para produtos tópicos atingirem a área afetada, já que a barreira cutânea impede a penetração eficaz desses produtos.
Além disso, as espinhas internas costumam ser maiores e mais dolorosas, pois a inflamação é mais intensa, resultando em um processo de cicatrização mais prolongado.
Quais são os sintomas das espinhas internas e inflamadas?
Espinhas internas e inflamadas manifestam-se com sintomas característicos. Elas geralmente aparecem como protuberâncias vermelhas, inchadas e sensíveis sob a pele. A dor associada a essas espinhas é frequentemente mais intensa do que aquela das espinhas superficiais.
À medida que a inflamação se aprofunda, pode-se sentir uma sensação de pulsação na área afetada. Com o tempo, essas espinhas podem desenvolver uma cabeça branca ou amarela, indicando que estão prestes a drenar. Em alguns casos, porém, elas podem permanecer profundas e não apresentar uma "cabeça" visível.
Quais são as concentrações recomendadas de ácido salicílico nos produtos cosméticos?
As concentrações de ácido salicílico nos produtos cosméticos podem variar dependendo da finalidade e do tipo de produto. Geralmente, produtos de uso diário, como limpadores e tônicos, possuem concentrações mais baixas, em torno de 0,5% a 2%.
Para tratamentos mais intensivos, como peelings químicos, as concentrações podem chegar a 20% ou mais. No entanto, é essencial seguir as orientações do produto e do profissional de saúde ou dermatologista para evitar irritações ou efeitos indesejados.
Qual a diferença entre espinhas internas e espinhas externas?
A principal diferença entre espinhas internas e espinhas externas reside na sua localização e profundidade. Espinhas externas são aquelas que se desenvolvem na superfície da pele, visíveis e mais fáceis de tratar com produtos tópicos.
Por outro lado, as espinhas internas formam-se profundamente sob a pele, onde a inflamação ocorre nos poros internos, tornando-as mais difíceis de serem tratadas com produtos convencionais. As espinhas internas tendem a ser maiores, mais dolorosas e demoram mais para cicatrizar em comparação com as espinhas externas.

O que é bom para espinhas internas e inflamadas?
Tratar espinhas internas e inflamadas requer uma abordagem cuidadosa e consistente. Consultar um dermatologista é essencial para receber orientação personalizada. Em geral, produtos com ingredientes como ácido salicílico e peróxido de benzoíla podem ajudar a reduzir a inflamação e a promover a cicatrização.
No entanto, é importante evitar espremer ou cutucar essas espinhas, pois isso pode piorar a inflamação e levar a cicatrizes. Em casos mais graves, um dermatologista pode prescrever medicamentos orais ou realizar procedimentos como injeções de corticosteróides para diminuir a inflamação.
Mitos e verdades sobre o tratamento de espinhas
Há muitos mitos em torno do tratamento de espinhas que podem confundir as pessoas. Um desses mitos é o uso de pasta de dente para secar espinhas internas. Embora a pasta de dente possa ter propriedades secantes, ela também pode irritar a pele e agravar a inflamação.
Além disso, colocar alho ou limão sobre espinhas não é aconselhável, pois isso pode causar queimaduras e reações alérgicas na pele, piorando a condição. É fundamental basear o tratamento em métodos comprovados, como os recomendados por dermatologistas.
Exposição ao sol ajuda a tratar as espinhas internas?
No tópico sobre a exposição ao sol, os produtos não foram mencionados, pois a ênfase estava na abordagem geral sobre a exposição solar e seus efeitos na acne. A exposição moderada ao sol pode inicialmente reduzir a inflamação e melhorar a aparência da pele, mas é importante lembrar que não é uma solução definitiva para espinhas internas. Nesse contexto, o uso de produtos específicos para acne pode ser mais apropriado para tratar as espinhas internas, como o Blemish + Age Defense, que contém ácidos salicílico e glicólico, ajudando a desobstruir os poros e reduzir a inflamação.
É seguro espremer as espinhas internas em casa?
No tópico sobre espremer espinhas internas em casa, não foram mencionados produtos específicos. No entanto, a recomendação principal é não espremer as espinhas em casa, pois isso pode piorar a inflamação e levar a cicatrizes.
Em vez disso, produtos formulados para acne, como o Gel de Limpeza Acne Control, que contém ingredientes como ácido salicílico, podem ajudar a reduzir o aparecimento de espinhas internas e controlar a oleosidade, diminuindo a necessidade de espremer.
A maquiagem pode agravar a acne e as espinhas internas?
No tópico sobre o uso de maquiagem, embora os produtos específicos não tenham sido citados, a preocupação estava em abordar o impacto da maquiagem na acne. O uso de maquiagem não comedogênica e de boa qualidade é importante para evitar o agravamento da acne. O Effaclar Sérum pode ser um produto benéfico nesse contexto, pois é formulado para peles oleosas e com tendência a acne, ajudando a controlar a oleosidade e melhorar a aparência da pele.
Prevenção para evitar o retorno das espinhas internas
A prevenção eficaz das espinhas internas envolve a adoção de uma abordagem holística para cuidar da pele. Montar uma rotina adequada é crucial. Isso inclui lavar o rosto duas vezes ao dia com um limpador suave, aplicar produtos tópicos recomendados por dermatologistas (como ácido salicílico ou peróxido de benzoíla) e hidratar a pele com um hidratante não comedogênico.
Evitar tocar o rosto com as mãos sujas e trocar regularmente as fronhas dos travesseiros também é importante para manter os poros limpos e prevenir a propagação de bactérias.
Como montar uma rotina adequada para prevenir a acne
Montar uma rotina de cuidados com a pele para prevenir a acne requer consistência e paciência. Comece com um limpador suave para lavar o rosto de manhã e à noite. Em seguida, aplique um produto tópico recomendado pelo dermatologista, como um tratamento com ácido salicílico ou peróxido de benzoíla. Hidrate a pele com um hidratante não comedogênico para equilibrar a produção de óleo. Use protetor solar diariamente para proteger a pele dos danos do sol. Evite espremer ou cutucar espinhas internas, pois isso pode piorar a inflamação e causar cicatrizes.
Alimentação balanceada e sua relação com a saúde da pele
Uma alimentação balanceada desempenha um papel crucial na saúde da pele e na prevenção da acne. Consumir uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras fornece nutrientes essenciais para a pele, como vitaminas, minerais e antioxidantes.
Evitar o consumo excessivo de alimentos ricos em açúcar e gorduras saturadas pode ajudar a reduzir a inflamação na pele. Beber bastante água também é importante para manter a pele hidratada e auxiliar na eliminação de toxinas.
Evitar o uso excessivo de produtos e tratamentos agressivos
Embora seja tentador usar uma variedade de produtos e tratamentos agressivos para tratar a acne, isso pode ser contraproducente. O uso excessivo de produtos pode irritar e ressecar a pele, levando a mais inflamação. É importante seguir as orientações de um dermatologista ao escolher produtos e tratamentos.
Usar um produto de cada vez e dar tempo para que a pele se adapte é fundamental. Além disso, evitar esfoliações e tratamentos abrasivos com frequência excessiva ajuda a preservar a barreira natural da pele e prevenir danos.
*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Publicada em: 10 de Dezembro de 2019
Modificada em: 21 de Setembro de 2023

palavra do dermatologista
DRA. CAROLINA REATO MARÇON
CRM: 113.379
Especialização em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Médica Colaboradora do Setor de Dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Coordenadora do Programa Pró-Albino; Fellowship em Cosmiatria - Dr. Zoe Draelos, Carolina do Norte - EUA; Fellowship em Tricologia - Universidade de Bolonha, Itália - Prof. Antonella Tosti; Fellowship em Dermatoscopia e Microscopia Confocal - Universidade de Modena / Reggio Emilia, Itália; Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Academia Americana de Dermatologia e do Colégio Ibero-Latinoamericano de Dermatologia.palavra do dermatologista




