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Melasma: o que é, causas, sintomas, tratamentos e como evitar as manchas escuras na pele do rosto e corpo

Saiba tudo sobre melasma: das causas aos seus tratamentos desse problema de pele
Saiba tudo sobre melasma: das causas aos seus tratamentos desse problema de pele

Redação por Livia Dambrosio

O melasma é caracterizado por uma mancha na pele muito incômoda e que acomete muitas pessoas, na sua maioria mulheres, que sempre têm várias dúvidas sobre como tratar ou evitar essas marcas. Como clarear a pele do rosto e corpo na região manchada? Qual o melhor tratamento? Tem relação com o melanoma ou com os nevos melanocíticos? Para desvendar as causas, sintomas, tipos e como cuidar corretamente dessa mancha na pele, o DermaClub conversou com um time de dermatologistas que esclareceu todas as dúvidas sobre o assunto. Confira!

1. O que é melasma?

1.1. No que consiste o melasma?

O melasma é uma mancha escura, na maioria das vezes, com tonalidade marrom, que surge em áreas do rosto - na região das bochechas, testa e buço - e em outros lugares do corpo - como braços, pescoço e colo. De acordo com o dermatologista Gilvan Alves, de Brasília, o problema surge da seguinte forma: “Ocorre um aumento da atividade de melanócitos - células que produzem melanina na epiderme - o que reflete em um acréscimo no depósito deste pigmento nos queratinócitos - células que formam a epiderme”, explicou.

1.2. Quais são os tipos de melasma?

Podemos classificar o melasma em três tipos:

1) Melasma epidérmico: acontece quando a formação de melanina se instala apenas na epiderme - primeira camada da pele, que tem a função de proteger o corpo das agressões externas;

2) Melasma dérmico: neste caso, o melasma atinge a camada mais profunda da pele - a derme, localizada entre a epiderme e a hipoderme - o que torna as manchas mais difíceis de serem tratadas;

3) Melasma misto: é quando as manchas afetam tanto a epiderme quanto a derme.

2. O que causa o melasma?

2.1. Conheça os sintomas do melasma

A causa do melasma ainda é desconhecida, mas os principais sintomas podem ser detectados com manchas escuras ou acastanhadas que começam a surgir no rosto - principalmente nas regiões da maçã, testa, nariz e lábio superior. Além disso, existe outro caso de melasma, chamado de extrafacial, que ocorre quando se apresenta uma mancha marrom na perna, por exemplo, bem como colo, pescoço, braços e outras regiões. Essas manchas costumam ter formas irregulares, porém, bem definidas, sendo, na maioria das vezes, iguais dos dois lados.

2.2. O que causa o melasma?

1) Exposição solar sem proteção: surgiu uma mancha marrom na mão e não sabe a sua origem? Pode ser excesso de sol - os raios UV aumentam a produção de melanina, o que, sem proteção, reflete no surgimento do melasma ou até mesmo um outro tipo de mancha, como o lentigo solar;

2) Hormônios da gravidez: nessa época o melasma é chamado de cloasma gravídico e recebe a participação do estrogênio e da progesterona. Além disso, muitos estudos suspeitam da ação de outro hormônio, o melanotrófico, que age na ativação de melanina;

3) Pílula anticoncepcional: Neste caso, as manchas pretas na pele podem surgir em mulheres com predisposição genética e que tiveram contato com a radiação solar sem o uso adequado do protetor;

4) Luz visível: conhecida como luz azul, essa parte da luz visível que possui maior energia, está relacionada com diversas doenças de pele, inclusive o melasma. E, por penetrar de forma mais profunda, ela promove manchas escuras mais difíceis de se tratar.

2.3. Melasma e pílula anticoncepcional

A pílula é capaz de influenciar a saúde de todo o organismo da mulher, inclusive da pele. Se não for corretamente escolhida ou caso seja consumida sem a indicação de um médico ginecologista, o contraceptivo pode ocasionar problemas à saúde cutânea, como é o caso do melasma. Por isso, o indicado é não tomar o remédio por conta própria e procurar um especialista para recomendar o medicamento ideal, com as dosagens hormonais indicadas para o seu caso. “Também é fundamental que o dermatologista e o ginecologista orientem em conjunto”, garantiu a dermatologista Vanessa Metz, do Rio de Janeiro.

Caso as manchas estejam aparecendo por conta do uso da pílula, o ideal é interromper o seu uso o quanto antes com a indicação desses dois profissionais.

2.4. Melasma na gravidez

O melasma na gestação recebe o nome de cloasma gravídico, que surge por conta do aumento de hormônios: o estrogênio e a progesterona recebem a ajuda do melanotrófico, que ativa a produção de melanina, causando as manchas de melasma. Neste caso, é possível notar manchas escuras ao redor dos olhos, da boca e nas bochechas, e também o escurecimento da linha alba, da aréola mamária, regiões da axila, virilha e aumentando as pintas e manchas já existentes no corpo da mulher antes da gravidez.

As alterações hormonais ainda podem persistir após alguns meses da gestação. Sendo assim, as manchas tendem a diminuir com o tempo, principalmente, com o uso do protetor solar. De acordo com a Dra. Vanessa, "o ideal é evitar o contato com o sol, passar o filtro corretamente e, depois do terceiro trimestre, começar a usar vitamina C tópica", esclareceu.

2.5 Melasma em homens e em mulheres

Muito se sabe que o melasma é mais comum em mulheres, não só por conta do excesso de radiação solar, mas também por conta das alterações hormonais presentes em diferentes épocas da vida. Mas isso não significa que os homens não possam desenvolver o problema. De acordo com a dermatologista Nicole Perim, de Belo Horizonte, embora a ocorrência das manchas seja muito pequena entre eles, é importante ficar atento. “O melasma é menos frequente no sexo masculino - representando somente 10% dos casos. Geralmente, os fatores raciais, genéticos, além da exposição solar e à luz visível são determinantes para o surgimento do problema”, ressaltou.

Portanto, independentemente do seu gênero, é fundamental usar diariamente o filtro solar para prevenir o surgimento do melasma e evitar a piora das manchas presentes no corpo e no rosto.

3. Como prevenir o melasma?

Sabendo que os fatores hormonais são difíceis de controlar e que até o melhor tratamento clareador de pele do rosto e corpo demora para fazer efeito, a melhor maneira de prevenir o melasma é evitando ao máximo a exposição solar, apostando no uso de filtro solar e em barreiras físicas - chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV. Além disso, estudos comprovam que a melhor forma de defesa contra a luz visível é o protetor com cor para o rosto.

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3.1. Maneiras de prevenir as manchas escuras:

1) Filtro solar com FPS 30, no mínimo;

2) Filtro solar com cor para o rosto;

3) Barreiras físicas:

4) O uso de pílulas anticoncepcionais com a dosagem hormonal correta;

5) Uso de filtro solar e antioxidantes, com orientação médica, depois do terceiro trimestre, durante a gestação.

4. Como tratar o melasma?

4.1. Tratamentos, medicamentos e ativos

Quem sofre com o melasma sempre se questiona como clarear a pele na área afetada: como tirar manchas do joelho, do nariz, do pescoço e tantas outras regiões é a principal dúvida de quem tem essas marcas no corpo. A terapia do melasma vai desde a realização de procedimentos feitos no consultório até o uso de dermocosméticos tópicos com ativos clareadores em casa. De acordo com o Dr. Gilvan, “Além dos peelings e lasers, o tratamento das manchas também precisa continuar com o uso de produtos à base de ácido retinoico (vitamina A), hidroquinona, vitamina C, LHA, phe-resorcinol e niacinamida”. Esses ingredientes possuem ação comprovada em cada etapa da formação de manchas, agem em todos os tons de pele, possuem rápida absorção e também podem ser usados nas áreas de contato, como para clarear a virilha e a axila.

5. Mitos e verdades sobre o melasma

5.1. Olheira é um tipo de melasma.

Mito. Muita gente confunde olheiras com o melasma que surge no rosto, principalmente na região perto dos olhos, no entanto, os problemas são bem distintos. As manchas de melasma costumam ser marrons e podem ultrapassar a área das pálpebras, sendo caracterizadas pelo aumento de melanina. Já as olheiras podem ser acastanhadas, arroxeadas ou azuladas e ocupam apenas a região abaixo dos olhos. Nesse caso, o que acontece é uma dilatação dos vasos sanguíneos por conta do espessamento do sangue com a produção de cortisol - que aumenta quando estamos cansados ou estressados -, que acabam ficando mais evidentes por baixo da pele tão fina e delicada das pálpebras inferiores.

5.2. Depilação pode causar manchas escuras no rosto, virilhas e axilas.

Parcialmente verdade. Quando o processo de depilação não é feito corretamente, pode causar irritação na pele e gerar uma espécie de estímulo aos melanócitos, aumentando a produção de melanina na região. No entanto, esse fenômeno é chamado de hiperpigmentação pós-inflamatória, um tipo de mancha diferente do melasma.

5.3. A radiação solar é a única causa do melasma.

Mito. Os raios solares estão entre as principais causas do melasma, porém, esse não é o único fator que leva ao surgimento das manchas escuras no corpo. Entre outros, podemos destacar também as alterações hormonais comuns durante a gravidez e a ingestão de pílulas anticoncepcionais.

5.4 Sardas são pequenas manchinhas de melasma.

Mito. Existem muitas diferenças entre sarda e melasma. As sardas são manchas pequenas e pigmentadas que podem variar do marrom claro ao escuro, que ocorrem geralmente em pessoas de pele clara e surgem durante a infância ou devido à exposição solar. Já o melasma é caracterizado por manchas grandes e amarronzadas que podem ocupar uma região extensa. Elas aparecem devido à alta incidência dos raios solares e por variações hormonais.

5.5. Grávidas têm mais propensão ao aparecimento do melasma.

Verdade. Isso acontece por conta das alterações hormonais da época. O estrogênio e a progesterona, recebem ajuda do melanotrófico, que ativa a produção de melanina, causando as manchas escurecidas de melasma no corpo.

5.6. Melasma tem cura.

Mito. Embora o melasma ainda não tenha uma cura exata, existem muitos tratamentos que ajudam a clarear as manchas escuras, como é caso de alguns dermocosméticos e procedimentos com ácido retinóico, PhE-Resorcinol, Niacinamida ou ácido tranexâmico.

5.7. Melasma, melanoma e nevos melanocíticos são termos diferentes para denominar o mesmo fenômeno de escurecimento da pele.

Mito. Embora tenham nomes parecidos, derivados da palavra “melanina”, os problemas são bem diferentes. Enquanto o melasma é uma mancha escura que ocorre por conta de um aumento da atividade dos melanócitos; o melanoma é um tumor cutâneo maligno que se desenvolve a partir dos melanócitos, podendo aparecer em forma de mancha marrom ou preta. Por sua vez, o nevo melanocítico é um tumor benigno que também toma a forma de uma mancha escura, que pode ser elevada ou não.

Gostou de saber tudo sobre o melasma? Não deixe de consultar um dermatologista para identificar a causa das manchas escuras e indicar os melhores tratamentos para o seu caso.

Quer saber mais sobre melasma - essa mancha na pele que incômoda muita gente? Confira o vídeo abaixo:

Dermatologista:

Dr. Gilvan Alves / CRM: 7940

Médico há mais de 20 anos, é mestre em Dermatologia pela Universidade de Londres e sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e de associações internacionais como a American Academy of Dermatology (EUA), International Academy of Cosmetic Dermatology (EUA) e da Royal Society of Dermatology (Reino Unido).

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

 **Matéria atualizada em 05/10/2018

Publicada em: 22 de Março de 2018
Modificada em: 05 de Outubro de 2018

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