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Xeroderma pigmentoso: saiba mais sobre essa doença genética que influencia no surgimento do câncer da pele

O xeroderma pigmentoso é uma doença que ocasiona manchas no corpo e o aumento das chances de desenvolver o tão temido câncer da pele
O xeroderma pigmentoso é uma doença que ocasiona manchas no corpo e o aumento das chances de desenvolver o tão temido câncer da pele

Entrevista com Dra. Luiza Kassuga , membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Xeroderma pigmentoso: você sabe o que é? Trata-se de uma doença de pele genética bem rara, caracterizada por uma hipersensibilidade aos raios solares. Com a pele mais sensível à radiação, o paciente acaba apresentando uma tendência maior a vários tipos de manchas, como as sardas, e uma chance maior de desenvolver melanoma, o tipo mais raro de câncer da pele. Para esclarecer todas as dúvidas sobre o xeroderma pigmentoso, o DermaClub conversou com a dermatologista Luiza Kassuga, do Rio de Janeiro. Veja só!

O que causa xeroderma pigmentoso?

O xeroderma pigmentoso, também conhecido como XP, “é uma doença genética rara, caracterizada por um defeito no reparo do DNA, após lesões causadas pela radiação ultravioleta”, esclareceu a médica. Como resultado, a pele responde apresentando uma hipersensibilidade excessiva aos raios solares, o que torna os indivíduos mais propensos a desenvolver manchas. “A doença também favorece o surgimento de diversos cânceres da pele, como carcinomas basocelulares, espinocelulares e melanomas”, contou a Dra. Luiza.

Dessa forma, a dermatologista citou os principais sintomas do XP: “Quem tem xeroderma pigmentoso apresenta sensibilidade aumentada ao sol, podendo mesmo com a mínima exposição solar apresentar queimaduras graves, inclusive, com surgimento de bolhas. Além disso, outros indicativos são a pigmentação cutânea nas áreas expostas antes dos dois anos de idade, como ‘sardas’ e lentigos solares, bem como cânceres da pele na primeira década de vida”.

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Tratamento para xeroderma pigmentoso

Uma vez que o XP é diagnosticado, é importante dar início ao tratamento rapidamente. “Em um paciente com xeroderma pigmentoso, lesões cutâneas pré-malignas podem ser tratadas com métodos não cirúrgicos, como crioterapia, cauterização ou terapias tópicas. Enquanto as neoplasias cutâneas -  tipo de câncer de pele - devem ser extraídas cirurgicamente”, explicou.

Como prevenir o XP (xeroderma pigmentoso)?

O xeroderma pigmentoso foi identificado: e agora, o que fazer? A dermatologista conta que o paciente e seus familiares devem ser educados sobre a importância da limitação da exposição à radiação ultravioleta. “É imprescindível que todas as superfícies do corpo e dos olhos sejam protegidas, e todo o núcleo familiar deve receber suporte psicossocial para ajudar a garantir a adesão a essas medidas”, citou a médica. Ademais, outras fontes de luz também podem prejudiciais aos portadores do gene: “Os pacientes são mais sensíveis à radiação UVA e UVB, que provêm do sol, mas fontes artificiais de luz também podem emanar radiação UV e devem ser avaliadas com um medidor de luz para identificar fontes que poderiam ser substituídas”.

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Diante da gravidade da doença, os pacientes devem ser avaliados por um dermatologista a cada três meses para identificação precoce e tratamento das lesões cutâneas. “Além disso, o acompanhamento multidisciplinar por outros especialistas, como oftalmologista, otorrinolaringologista, neurologista, endocrinologista e nutricionista também é fundamental”, finalizou.

*Os dermatologistas especialistas são consultados como fontes jornalísticas e não se utilizam deste espaço para a promoção de qualquer produto ou marca. Para saber qual é o tratamento ideal para a sua pele, consulte um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Publicada em: 25 de Outubro de 2017
Modificada em: 19 de Abril de 2021

Dra. Luiza Kassuga

Palavra do Dermatologista

Dra. Luiza Kassuga

CRM: 52.85380-1

Dra. Luiza Kassuga é formada em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2008), com residência Médica em Dermatologia pela Universidade Federal Fluminense - UFF (2009-2012). Possui título de Especialista em Dermatologia pela Comissão de Residência Médica - CNRM / MEC (2012) e pela Associação Médica Brasileira - AMB (2012). É Dermatologista efetiva pela Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD (2012). Atualmente é médica dos Serviços de Dermatologia do Instituto Nacional do Câncer - INCA e do Hospital Federal de Bonsucesso - HFB.

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