Se você pesquisou sobre lifting não cirúrgico, já deve ter encontrado os nomes Ultherapy e Ultraformer praticamente lado a lado. Os dois usam a mesma tecnologia de base — o ultrassom focado de alta intensidade — mas são equipamentos distintos, com protocolos, custos e particularidades próprias. Entender essas diferenças é o primeiro passo para fazer uma escolha mais informada antes de agendar qualquer procedimento e o Dermaclub vai te ajudar nisso.
Resumidamente, a Ultherapy é um procedimento não cirúrgico de lifting que usa HIFU — ultrassom focado de alta intensidade — para estimular a produção de colágeno nas camadas profundas da pele. O Ultraformer utiliza a mesma tecnologia, mas é um equipamento diferente. Os dois promovem firmeza e rejuvenescimento com mínimo tempo de recuperação.
Confira neste artigo:
- O que é a Ultherapy?
- O que é o Ultraformer?
- Como funciona o HIFU: a tecnologia por trás dos dois
- Ultherapy vs. Ultraformer: qual é a diferença?
- Para que servem: indicações em comum
- Quanto custa a Ultherapy no Brasil?
- Cuidados pós-procedimento HIFU
- Skincare que potencializa o lifting em casa
- Perguntas frequentes sobre Ultherapy
O que é a Ultherapy?
A Ultherapy é um procedimento estético não cirúrgico desenvolvido pela empresa americana Ulthera e hoje distribuído pela Merz Aesthetics. Ela utiliza a tecnologia HIFU — High Intensity Focused Ultrasound — para tratar as camadas profundas da pele e do tecido conjuntivo sem qualquer incisão ou agulha.
O diferencial técnico da Ultherapy é o DeepSEE® — um sistema de visualização em tempo real que permite ao profissional enxergar as camadas de tecido sendo tratadas durante o procedimento, como um "GPS das camadas da pele". Esse recurso oferece mais precisão no direcionamento da energia ultrassônica para as profundidades corretas, minimizando o risco de tratar tecidos não adequados.
A Ultherapy foi o primeiro dispositivo a receber aprovação do FDA para o lifting não invasivo de rosto, pescoço, colo e sobrancelhas — o que a tornou o padrão de referência para todos os outros aparelhos de HIFU que vieram depois.
Em poucas palavras
- A Ultherapy é um procedimento de lifting não cirúrgico baseado em ultrassom: Funciona como um "bisturi de som" que age nas camadas profundas da pele sem tocar a superfície — sem cortes, agulhas ou anestesia geral.
- É a única tecnologia HIFU com aprovação FDA para lifting facial não invasivo: A aprovação pelo órgão regulador americano a tornou referência global de segurança e eficácia no mercado de rejuvenescimento estético.
- Age na SMAS, a mesma camada da cirurgia de lifting: A SMAS é o "andaime fibromuscular" do rosto — estimulá-la com calor focal produz um efeito estrutural de tensionamento mais profundo do que tratamentos superficiais.
- Os resultados aparecem gradualmente em 2 a 3 meses: O colágeno novo leva tempo para se formar — como uma "obra interna" que só fica pronta depois que os fibroblastos (as células fabricantes de colágeno) terminam de trabalhar.
- Uma sessão costuma ser suficiente por ano: O estímulo de colágeno gerado pelo HIFU dura meses, tornando o protocolo de manutenção menos frequente do que outros procedimentos.
A Ultherapy é um procedimento não cirúrgico de lifting facial que usa ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) para estimular a produção de colágeno nas camadas profundas da pele. É o primeiro dispositivo aprovado pelo FDA para lifting facial não invasivo.
O que é o Ultraformer?
O Ultraformer é um equipamento de HIFU desenvolvido pela empresa sul-coreana Classys, disponível em versões como o Ultraformer III e o Ultraformer MPT (Multi Purpose Treatment). Assim como a Ultherapy, ele utiliza ultrassom focado de alta intensidade para estimular a produção de colágeno e promover o lifting não cirúrgico — mas com tecnologia, protocolo e proposta comercial distintos.
O Ultraformer entrou no mercado estético como uma alternativa mais acessível à Ultherapy, sem abrir mão da mesma tecnologia de base. Ele oferece uma variedade de transductores (as "ponteiras" que emitem o ultrassom em diferentes profundidades) e permite tratar áreas maiores em menos tempo do que modelos anteriores. O Ultraformer MPT, em particular, foi desenvolvido com foco em versatilidade — tratando rosto, pescoço e corpo com múltiplas profundidades de penetração em um único aparelho.
No Brasil, o Ultraformer possui registro na ANVISA e é amplamente utilizado em clínicas dermatológicas e centros estéticos. Por ter custo de aquisição mais acessível para os profissionais, ele costuma ser oferecido a um valor por sessão mais competitivo do que a Ultherapy.
Como funciona o HIFU: a tecnologia por trás dos dois
Para entender a Ultherapy e o Ultraformer, é preciso entender o HIFU. O HIFU — High Intensity Focused Ultrasound (Ultrassom Focado de Alta Intensidade) — é uma tecnologia que concentra ondas de energia sonora em pontos específicos e profundos do tecido, sem danificar as camadas que o ultrassom atravessa no caminho. É semelhante ao efeito de uma lente que concentra raios solares em um único ponto: a energia passa pelo "vidro" sem aquecer, mas cria calor intenso exatamente onde está focada.
No contexto estético, o HIFU age principalmente em duas profundidades-chave. A 4,5 mm, o ultrassom atinge a SMAS (Superficial Musculoaponeurotic System — a camada fibromuscular do rosto que é justamente o tecido "puxado" em um lifting cirúrgico tradicional). Atingir essa camada com calor focal provoca sua contração imediata e ativa os fibroblastos (as células "fabricantes" de colágeno presentes na derme, como "operários especializados" que respondem ao sinal de reparo gerado pelo calor) a produzirem novas fibras de sustentação. Na profundidade de 3 mm, o efeito atua na derme profunda, e em 1,5 mm, nas camadas mais superficiais — indicado para regiões delicadas como as pálpebras.
A energia concentrada cria pequenos pontos de coagulação térmica (microssonas de aquecimento localizado, como "pontinhos de brasa" estrategicamente posicionados sob a pele, sem tocar a superfície) que iniciam o processo de reparo. O colágeno existente se contrai — o que produz um efeito imediato de tensionamento —, e nas semanas seguintes, a neocolagênese (a produção de colágeno novo estimulada pelo HIFU, como um "ciclo de renovação" que leva meses para se completar) vai remodelando progressivamente a estrutura da pele.
Não. O HIFU concentra a energia em pontos profundos específicos, atravessando as camadas superficiais sem danificá-las. A pele permanece intacta durante e após o procedimento — o que caracteriza o tratamento como não invasivo e sem tempo de recuperação significativo.
Ultherapy vs. Ultraformer: qual é a diferença?
Agora que você entende como os dois funcionam, vale detalhar as diferenças práticas que podem influenciar a escolha entre um e outro.
Aprovação regulatória: A Ultherapy tem aprovação do FDA para lifting facial não invasivo — referência global de segurança e eficácia documentada. O Ultraformer tem registro na ANVISA (Brasil) e CE (Europa), sendo igualmente regularizado para uso clínico no país.
Tecnologia de visualização: O principal diferencial técnico da Ultherapy é o DeepSEE® — o sistema de imagem em tempo real que permite enxergar o tecido antes e durante o tratamento. O Ultraformer, na maioria das versões, não dispõe desse recurso, o que exige ainda mais experiência do profissional para posicionar a energia com precisão.
Protocolo de sessões: A Ultherapy costuma ser indicada em uma sessão por ano, com resultados que duram de 12 a 18 meses. O Ultraformer, dependendo da versão e do protocolo do profissional, pode demandar mais de uma sessão inicial para resultados equivalentes — embora isso varie conforme o caso clínico.
Custo: O Ultraformer costuma ter valor por sessão menor no mercado brasileiro, o que o torna mais acessível. Mas o custo final do protocolo completo — considerando o número de sessões necessárias — precisa ser avaliado individualmente.
Resultado clínico: Os dois produzem resultados similares quando executados por profissionais experientes com protocolos adequados. A diferença não está na tecnologia em si — está na precisão, no protocolo e na formação do operador.
Para que servem: indicações em comum
Tanto a Ultherapy quanto o Ultraformer compartilham o mesmo conjunto de indicações clínicas, voltadas para pacientes que buscam rejuvenescimento sem cirurgia e com mínimo tempo de recuperação. A escolha entre um e outro depende de fatores como orçamento, disponibilidade do equipamento na clínica e avaliação do profissional.
As principais indicações incluem:
- Flacidez facial leve a moderada: Especialmente no terço inferior do rosto, região dos jowls (o afrouxamento inicial da linha da mandíbula), pescoço e contorno facial.
- Lifting de sobrancelha não cirúrgico: Uma das indicações mais clássicas e bem documentadas do HIFU, com resultado visível após o protocolo completo.
- Melhora da firmeza do colo: Área frequentemente negligenciada, mas que responde bem ao tratamento com HIFU.
- Definição do contorno facial: O tensionamento das camadas profundas contribui para um contorno mais definido sem necessidade de preenchimento.
- Estimulação preventiva de colágeno: Pacientes mais jovens podem usar o procedimento de forma preventiva, antes que a flacidez se instale de forma mais evidente. Os dois procedimentos não são indicados para flacidez severa — nesses casos, o lifting cirúrgico ainda costuma oferecer resultados mais expressivos, conforme avaliação médica. Também há contraindicações para pacientes com implantes metálicos na área a ser tratada, infecções ativas na pele, uso recente de isotretinoína oral e algumas condições neurológicas específicas.
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Quanto custa a Ultherapy no Brasil?
O valor da Ultherapy no Brasil varia conforme a cidade, a clínica, a experiência do profissional e a área tratada. De forma geral, uma sessão envolvendo rosto e pescoço pode custar entre R$3.000 e R$8.000 — tornando-a uma das opções de lifting não cirúrgico com custo mais elevado do mercado, em parte justificado pelo investimento no equipamento com tecnologia DeepSEE® e pela infraestrutura da clínica.
O Ultraformer, por sua vez, costuma variar entre R$1.500 e R$5.000 por sessão, dependendo da versão do equipamento, da área tratada e do protocolo definido. Em alguns casos, mais de uma sessão pode ser indicada para atingir resultados equivalentes ao protocolo único da Ultherapy — o que é importante considerar no cálculo do investimento total.
Valores muito abaixo da média merecem atenção redobrada: o resultado do HIFU depende diretamente da qualidade do equipamento, da calibração do aparelho e da formação do profissional operador. Uma sessão mal executada pode não gerar resultado algum ou, em casos raros, causar queimaduras e irregularidades no tecido.
Cuidados pós-procedimento HIFU
O pós-procedimento de ambos os equipamentos é considerado um dos mais simples entre os tratamentos estéticos — é justamente um dos atrativos do HIFU. No entanto, alguns cuidados são fundamentais para garantir a recuperação adequada e não comprometer os resultados construídos com a sessão.
O que esperar logo após: É normal sentir leve sensação de calor, vermelhidão e edema (inchaço leve e passageiro, como um "rubor de resposta" ao calor focal no tecido) nas primeiras horas. Em alguns casos, pode aparecer sensibilidade ao toque ou formigamento na área tratada, que costuma ceder em horas ou poucos dias. Hematomas pontuais são raros, mas possíveis.
Cuidados essenciais:
- Proteção solar imediata e contínua: A pele tratada com HIFU fica temporariamente mais sensível à radiação UV, o que aumenta o risco de hiperpigmentação pós-inflamatória. O uso de protetor solar de amplo espectro é obrigatório no dia do procedimento e nas semanas seguintes.
- Evitar ambientes muito quentes: Saunas, banhos muito quentes e exposição solar intensa devem ser evitados por pelo menos 48 a 72 horas após a sessão.
- Pausar ativos agressivos: Retinol, ácidos esfoliantes e vitamina C em alta concentração devem ser suspensos por 5 a 7 dias, conforme orientação do profissional.
- Hidratação intensa: A pele pode apresentar sensação de ressecamento ou tensão nos dias seguintes. Hidratantes suaves e formulados para peles sensibilizadas são indicados para restaurar o conforto e a barreira cutânea.
Para a hidratação pós-procedimento, o Hyalu B5 Sérum Superativado da La Roche-Posay pode ser uma opção interessante: com ácido hialurônico em múltiplos pesos moleculares e vitamina B5, ele reidrata a pele em diferentes camadas de forma suave, sem irritação adicional. Para uma textura mais rica, o Hyalu B5 Creme Superativado da La Roche-Posay costuma ser útil em peles mais secas durante o período de recuperação. Para quem prefere textura mais refrescante, o Hyalu B5 Water Gel da La Roche-Posay é uma alternativa leve bem tolerada por peles sensibilizadas.
Para a proteção solar — inegociável após qualquer procedimento que estimule colágeno —, o Anthelios Age Correct FPS 50 da La Roche-Posay é uma opção que combina alta proteção de amplo espectro com ativos que contribuem para a aparência da pele, sendo bem tolerado no pós-procedimento.
Skincare que potencializa o lifting em casa
Após a liberação do dermatologista para retomar os ativos de tratamento, uma rotina de skincare bem escolhida pode ampliar e prolongar os resultados obtidos com a Ultherapy ou o Ultraformer. O HIFU estimula o colágeno nas camadas profundas — e o skincare pode complementar esse trabalho nas camadas mais superficiais, além de proteger o resultado dos fatores que degradam o colágeno no dia a dia.
O foco da rotina pós-HIFU deve se apoiar em três pilares: estimulação de colágeno, proteção antioxidante e firmeza superficial.
Para quem lida com sinais de envelhecimento mais avançados e busca um tratamento concentrado em casa, o A.G.E. Ultra Serum da SkinCeuticals pode ser uma opção interessante. Sua formulação voltada para múltiplos mecanismos do envelhecimento — incluindo a glicação (o processo pelo qual moléculas de açúcar se ligam às fibras de colágeno, danificando sua estrutura, como "caramelo que enrijece e trava os fios de sustentação da pele") — pode ser integrada à rotina como etapa de tratamento antes do hidratante.
Para quem tem como queixa principal a perda de definição do contorno e o surgimento de linhas de expressão, o P-TIOX da SkinCeuticals pode ser uma opção a considerar. Com ativos que contribuem para a aparência de suavização das linhas de expressão e firmeza superficial, ele complementa o lifting estrutural promovido pelo HIFU nas camadas mais superficiais da pele.
Para sustentar a produção de colágeno estimulada pelo procedimento, o Liftactiv Collagen Specialist 16 Sérum da Vichy e o Liftactiv Collagen Specialist 16 Creme da Vichy podem ser aliados interessantes na rotina diária. Formulados com ativos que estimulam a síntese de colágeno, eles trabalham em continuidade ao processo iniciado pelo HIFU — como "nutrição contínua" para a renovação que o ultrassom ativou nas camadas profundas. A linha também está disponível no Liftactiv Colágeno 16 Collagel, um gel invisível de efeito lifting imediato, e em uma versão para os Olhos — região que, assim como o restante do rosto, também se beneficia do estímulo contínuo entre as sessões de HIFU.
Como saber se os resultados do HIFU estão aparecendo? Os primeiros efeitos de tensionamento podem ser notados logo após a sessão. O resultado completo, com a neocolagênese estabelecida, aparece gradualmente entre seis e doze semanas após o procedimento. A pele fica mais firme, o contorno mais definido e as linhas de expressão mais suaves — de forma progressiva, não abrupta. Tirar fotos antes da sessão é a melhor forma de comparar a evolução, já que a melhora gradual tende a ser subestimada sem uma referência visual.
Erros comuns:
- Esperar resultado imediato e intenso: O HIFU trabalha ao longo de meses. Correção: Tire fotos antes do procedimento para comparação — a melhora gradual é real, mas facilmente subestimada sem referência visual.
- Não usar protetor solar após o procedimento: A exposição UV pós-HIFU degrada o colágeno recém-estimulado, desperdiçando parte do investimento. Correção: Protetor solar de amplo espectro é obrigatório nos dias, semanas e meses seguintes.
- Retomar ativos agressivos antes do prazo: Retinol e ácidos logo após o procedimento podem irritar a pele sensibilizada. Correção: Aguarde a liberação do profissional — geralmente 5 a 7 dias — antes de retomar os ativos de tratamento.
- Escolher a clínica pelo menor preço sem avaliar o profissional: O resultado do HIFU depende diretamente da calibração do equipamento e da experiência do operador. Correção: Pesquise o profissional, verifique o registro no CRM e solicite avaliação presencial antes de agendar.
- Achar que o HIFU substitui hábitos saudáveis: Tabagismo, exposição solar sem proteção e má alimentação continuam degradando o colágeno mesmo após a sessão. Correção: O procedimento é mais eficaz — e duradouro — quando combinado com hábitos que preservem o colágeno existente.
Quando procurar o dermatologista? Se após o procedimento aparecer dor intensa persistente, irregularidades no contorno, endurecimento localizado do tecido ou alteração de sensibilidade que dure mais de duas semanas, procure o profissional que realizou o tratamento. Complicações sérias com HIFU são raras quando o procedimento é realizado por profissionais habilitados com equipamentos certificados — mas a avaliação precoce evita consequências maiores.
Perguntas frequentes sobre Ultherapy
Qual a diferença entre Ultherapy e Ultraformer? Os dois usam HIFU, mas são equipamentos diferentes. A Ultherapy tem aprovação FDA e tecnologia de visualização em tempo real (DeepSEE®). O Ultraformer é uma alternativa coreana com valor por sessão geralmente menor e protocolo que pode exigir mais sessões dependendo do caso.
A Ultherapy substitui o lifting cirúrgico? Não. A Ultherapy é indicada para flacidez leve a moderada e funciona como uma opção não cirúrgica com resultados mais discretos. Para flacidez severa, o lifting cirúrgico ainda é a abordagem com resultados mais expressivos, conforme avaliação médica.
Quantas sessões de Ultherapy são necessárias? Em geral, uma sessão por ano é suficiente, com resultados que duram de 12 a 18 meses. O protocolo varia conforme a avaliação do profissional e o grau de flacidez apresentado pelo paciente.
O Ultraformer é tão eficaz quanto a Ultherapy? Estudos indicam resultados similares quando ambos são executados por profissionais experientes com protocolos adequados. A diferença principal está na tecnologia de visualização e no custo — não necessariamente na eficácia clínica final.
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